
Hoje apetecia-me decidir que a música do Jorge Palma ficasse só para mim. Ou melhor, que ficasse para mim e para mais alguns que lhe saibam dar o seu devido valor .
Apetecia-me que ele não tivesse sucesso, que fosse um segredo guardado entre alguns invejosos, entre eles eu, e que não o divulgássemos a ninguém, ou apenas a outros invejosos, como se fosse um código de honra que teríamos de cumprir .
O sucesso a um artista enche sempre muitas salas de espectáculos, dá-lhe muita fama e reconhecimento, permitindo-lhe até que ele faça um concerto com uma voz desgraçada que o trai completamente numa música impedindo-o de cantar, que se esqueça das letras e volte atrás como se não fosse nada, que esteja um minuto a dançar só para dizer uma palavra para terminar a música ou que brinque com o piano, mas também traz muito público " aparvalhado" que trata o artista como se ele fosse um bobo da corte e o desrespeitam, resumindo o concerto deles a apenas uma música para que eles possam tirar os seus telemóveis da geração mais adiantada e gravar esse momento para recordar, ou mandar bocas estúpidas para impressionar alguém do lado, ás vezes bem no meio das canções, estragando alguns momentos.
Mas o que interessa mesmo é que Jorge Palma soube contrariar o seu problema na voz da melhor maneira, conseguiu que o "outro público", o público mais conhecedor da sua brilhante obra, vibrasse, e não bocejasse, com momentos brilhantes proporcionados por si e pela sua banda, de destacar a música " Abrir o Sinal", para mim o segundo melhor momento da noite, com o seu filho Vicente Palma ao piano, " Valsa de um homem carente ", " Finalmente a sós" tocada como se fosse um grande hino rock'n'roll com o grande Flak a desbundar na guitarra, destacando ainda as mais conhecidas " Bairro do Amor" onde parte da letra ficou pelo caminho mas que teve a ajuda do público, " Frágil" e " Portugal, Portugal " tocados à boa maneira dum rock'n'roll bem esgalhado, e um final INESQUECÍVEL com a maravilhosa música " A gente vai continuar".
Como ele bem diz " enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar, enquanto houver ventos e mar a gente não vai parar " e nós queremos é que Jorge Palma nunca pare.
Porque Jorge Palma é tudo aquilo que se viu no concerto, é boa disposição, é simpatia, é um excelente músico, " brincando" no piano como só os maiores génios sabem brincar, é mais um copo, e outro, e outro ainda e não o levamos a mal se ainda for mais outro, é ter uma banda consistente e com músicos de luxo, é ver o seu sorriso de felicidade com o momento que estava a viver, é divertir-se ao máximo não se preocupando com poses, são as suas palavras, os seus silêncios, e são momentos como este, aquele que eu considero o melhor momento da noite, que me levam a sair feliz depois um concerto dele.
Apetecia-me que ele não tivesse sucesso, que fosse um segredo guardado entre alguns invejosos, entre eles eu, e que não o divulgássemos a ninguém, ou apenas a outros invejosos, como se fosse um código de honra que teríamos de cumprir .
O sucesso a um artista enche sempre muitas salas de espectáculos, dá-lhe muita fama e reconhecimento, permitindo-lhe até que ele faça um concerto com uma voz desgraçada que o trai completamente numa música impedindo-o de cantar, que se esqueça das letras e volte atrás como se não fosse nada, que esteja um minuto a dançar só para dizer uma palavra para terminar a música ou que brinque com o piano, mas também traz muito público " aparvalhado" que trata o artista como se ele fosse um bobo da corte e o desrespeitam, resumindo o concerto deles a apenas uma música para que eles possam tirar os seus telemóveis da geração mais adiantada e gravar esse momento para recordar, ou mandar bocas estúpidas para impressionar alguém do lado, ás vezes bem no meio das canções, estragando alguns momentos.
Mas o que interessa mesmo é que Jorge Palma soube contrariar o seu problema na voz da melhor maneira, conseguiu que o "outro público", o público mais conhecedor da sua brilhante obra, vibrasse, e não bocejasse, com momentos brilhantes proporcionados por si e pela sua banda, de destacar a música " Abrir o Sinal", para mim o segundo melhor momento da noite, com o seu filho Vicente Palma ao piano, " Valsa de um homem carente ", " Finalmente a sós" tocada como se fosse um grande hino rock'n'roll com o grande Flak a desbundar na guitarra, destacando ainda as mais conhecidas " Bairro do Amor" onde parte da letra ficou pelo caminho mas que teve a ajuda do público, " Frágil" e " Portugal, Portugal " tocados à boa maneira dum rock'n'roll bem esgalhado, e um final INESQUECÍVEL com a maravilhosa música " A gente vai continuar".
Como ele bem diz " enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar, enquanto houver ventos e mar a gente não vai parar " e nós queremos é que Jorge Palma nunca pare.
Porque Jorge Palma é tudo aquilo que se viu no concerto, é boa disposição, é simpatia, é um excelente músico, " brincando" no piano como só os maiores génios sabem brincar, é mais um copo, e outro, e outro ainda e não o levamos a mal se ainda for mais outro, é ter uma banda consistente e com músicos de luxo, é ver o seu sorriso de felicidade com o momento que estava a viver, é divertir-se ao máximo não se preocupando com poses, são as suas palavras, os seus silêncios, e são momentos como este, aquele que eu considero o melhor momento da noite, que me levam a sair feliz depois um concerto dele.
Eu quero reencontrar-te noutra esquina qualquer
Sem saber o teu nome ou se ainda és mulher
Quero reconhecer-te e beber um café
Dizer-te de onde venho e perguntar-te porquê
Sorrir-te cá do fundo, subir os degraus
Eu quero dar-te um beijo a 50 e tal graus






























