Mostrar mensagens com a etiqueta concertos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta concertos. Mostrar todas as mensagens

29 de janeiro de 2014

Nunca mais é Maio

além disso, junta-se a este cartaz,  conhecer  Barcelona. Vai ser uma semana grandiosa.

19 de dezembro de 2013

Anna Calvi na Casa da Música



Com canções que deambulam entre o sussurro e o alvoroço, o silêncio e a agitação, a timidez e a fúria, Anna Calvi é das cantoras mais interessantes do panorama da música indie alternativo.Depois de uma noite claustrofóbica no Hard Club, foi a vez da Casa da Música receber a britânica que apresentou o seu muito  interessante, e muito pouco valorizado, segundo álbum de nome " One Breath", não esquecendo algumas canções fortes do seu primeiro álbum homónimo.

Não existiram novidades no concerto, a cantora, e cada vez melhor instrumentista, agitou um público algo contido nas emoções, que quase encheu a sala, com as suas deambulações sonoras, provocando mais uma vez momentos inesquecíveis dando a sensação que o futuro indie pode passar muito pela obra de Anna Calvi. Volte sempre, Anna.

foto: retirada do site Blitz de autoria de Rita Carmo.

28 de novembro de 2013

Suede: anos 90 bem medidos ( post atrasado, mas ainda a tempo )


 Com a música dos Suede vem sempre recordações nostálgicas e foi isso que aconteceu. Relativamente ao último concerto em 2011 foi um concerto menos eufórico, mais "maduro", com um som mais puro, com uma energia sempre contagiante apesar do Coliseu do Porto não ter enchido. Os Suede provaram que mesmo após 20 anos do seu êxito-mor ainda fazem sentido, e é essa a sua maior conquista concerto a concerto. 

7 de junho de 2013

Blur no Primavera Sound

Facto: os Blur têm grandes canções. Outro facto: algumas delas são das melhores e das mais bonitas canções pop feitas por uma banda. Assim de repente " Under the Westway" ( para mim, o melhor momento do concerto), " The Universal", "Tender", " Bettlebum", confirmam este facto. Último facto: todos os vídeos/álbuns ao vivo dos Blur editados criam umas enormes expectativas de tão grandiosos e épicos que são. Um espectador que se prepare para um concerto, vendo/ouvindo-os fica com enorme expectativa que vai assistir ao melhor concerto da sua vida, que vai ter um público que canta a plenos pulmões a " Tender" durante 10 minutos, que vai-se emocionar com o tom épico da " The Universal", que vai saltar com a " Country House", mas quando sai do concerto fica a sensação que sabe a pouco.

Os Blur foram grandes quando poderiam ter sido grandiosos, foram eufóricos quando poderiam ter sido inesquecíveis, podendo ter sido aquilo que quase foram: a melhor banda do Festival ( se o Nick Cave não tivesse tido arrasado no dia anterior).

Começaram frios, sem qualquer empatia com o público, parecendo mais que estavam a "debitar" as suas canções, algumas delas com uma interpretação algo indesejável, como " Coffee & TV" e com alguns defeitos de som, por exemplo o coro gospel não se ouvia, mas a pouco e pouco foram-se soltando e lá conseguiram conquistar e serem conquistados acabando por dar um concerto muito bom, mostrando as suas mais-valias.

Fica o desejo de os ver novamente, mas fica a satisfação de ter realizado um sonho: vê-los ao vivo.

6 de junho de 2013

Nick Cave no Primavera Sound

Deveria ser obrigatório ver Nick Cave ao vivo uma vez na vida. Ver a sua figura elegante e esguia, o seu estilo meio homem da má vida meio quarentão sedutor, a sua verve no palco que impressiona e que abala, as faíscas que transbordam do seu corpo na interpretação das suas músicas, e depois há o essencial em tudo isto e que nos leva a embarcar na aventura que é ver os seus concertos : as suas grandes e épicas canções. 


Foi um concerto curto, para aquilo que se esperava, o que o australiano apresentou na primeira noite do Primavera Sound, com a particularidade de ter um alinhamento onde cantou muitos mais clássicos do que canções do seu último, e grandioso, álbum " Push the Sky Away", pecando pela ausência da " Marmaids" do seu novo trabalho ou de clássicos como " Into My Arms" ou " The Ship Song", entre mutas outras, mas foi, de longe, o melhor concerto e a melhor perfomance que passou pelo Festival. 

Não é o mesmo pregador que vi em tempos, agora é um cantor que parece dizer "amem-me", sempre com energia no alto e provocador com uma banda da melhor casta que parece melhorar com o tempo, à boa moda de um bom Vinho do Porto, com Warren Ellis sempre em grande. Numa coisa não se perdeu com o tempo, antes pelo contrário, parece ainda ter sido engrandecido: todos os concertos de Nick Cave são para recordar e dá vontade de revirar, pela enésima vez, toda a sua brilhante discografia ficando com apetites para novos encontros.

28 de maio de 2013

Samuel Úria - 16/05/2013-Sala 2 da Casa da Música

Seguidor da religião do rock´n´roll abençoado pela Santa Trindade Dylan-Cash-Cohen, Samuel Úria, baptista de nascimento, que lançou este ano um dos melhores álbuns nacionais, titulado " O grande medo do pequeno mundo", conseguiu encher a Sala 2 da Casa da Música e encantar um público, tímido é certo, mas bastante interessado e admirador da sua obra.

Acompanhado por uma numerosa banda, que se destacavam alguns elementos dos Pontos Negros e a violinista e voz de apoio, e que voz, de Miriam Martins, Samuel Úria demonstrou uma presença no palco com carisma, estilo, piadas certeiras, interpretando as canções dos seus dois álbuns de forma irrepreensível à boa moda de um crooner sedutor, divertido e encantador.

Além da interpretação das suas obras, foram verdadeiros momentos de cumplicidade aqueles que Úria criou com os seus convidados, com Márcia  cantou a belíssima " Eu seguro" e " A sentimental sentimento são", e com Miguel Araújo Jorge e António Zambujo interpretou uma das  melhores canções de sempre da sua carreira, a arrepiante " Triunvirato". 

Os sorrisos e o ar de satisfação de quem assistiu no final do concerto não enganou ninguém: o concerto foi uma festa. Venham mais concertos destes.

15 de maio de 2013

Planos para 5ª feira à noite



Ver o baladeiro Samuel Úria ao vivo na Sala 2 da Casa da Música.

26 de julho de 2012

Bon Iver no Coliseu do Porto





Os Bon Iver, liderado por Justin Vernon, antigo trovador de desalentos tão seus que mais pareciam serem tão nossos, e agora criador de canções com refrões e melodias épicas, deram um concerto fantástico num Coliseu do Porto lotado que transbordou de emoção e de calor, seja de calor humano, com o público completamente rendido desde os primeiros acordes, seja o calor sufocante que se sentia na própria sala recentemente remodelada.

Difícil de descrever um concerto destes sem entrar em lugares comuns: fantástico, belo, emocionante, etc. Tudo palavras que encontramos quando queremos descrever os momentos mais marcantes das nossas vidas.

Se tudo resulta no disco, ao vivo então tudo é muito mais épico, mais intenso, mais poderoso. Ao vivo a delicadeza das melodias que encontramos em disco ganham um dimensão que nos abala e uma energia vibrante que nos extasia.

Acabamos todos a perguntar em uníssono  " what might have been lost ?". Para quem lá esteve, encontrará sempre a resposta nas recordações que guardamos nos recantos do nosso coração. Para quem não esteve, apenas se contentará em tentar imaginar a felicidade alheia que se sentia nas portas do Coliseu quando tudo terminou. E podem crer, essa felicidade  que existia por lá não é assim tão fácil de imaginar.

19 de julho de 2012

Optimus Alive

Era publicitado como o "melhor cartaz de sempre", mas de todas as vezes que fui, e com esta já foi a minha 3ª vez, o Optimus Alive 2012 foi o cartaz menos apelativo daqueles que assisti e aquele em que o meu entusiasmo se concentrava em apenas 2/3 bandas e a curiosidade em outras tantas.
No mesmo recinto onde vivi emoções que nunca mais me irei esquecer, em que vi grupos que me disseram/dizem tanto como os Rage Against the Machine, Bob Dylan, Neil Young, The National, Florence and the Machine, Vampire Weekend, Manic Street Prechears, Pearl Jam, entre muitos outros, apesar de ter assistido a alguns bons momentos musicais, este festival vai ficar marcado com a recordação de, principalmente, 3 grandes concertos: The Cure, Radiohead e, o melhor de todos, Mumford & Sons. Depois ainda vi e gostei The Warpaint e The Macabees, e achei pouca graça à troca da Florence pelos Morcheeba.

Os The Cure foram como se esperavam, profissionais qb, bons executantes, o Robert Smith está velho e gordo, mas ainda canta que se farta e com categoria. Os Mumford & Sons mostraram que são das bandas mais interessantes do momento, tinham, surpreendentemente uma legião de fãs que os acolheram com um enorme entusiasmo, ao que eles responderam com um grandíssimo concerto. Quanto aos Radiohead que tanto povo levaram ao Alive, demonstraram que, apesar de não terem feito mais álbuns como o"OK Computer", são das bandas mais fortes e mais vibrantes ao vivo. Passe a semi-desilusão de ter faltado mais canções do álbum que é uma verdadeira obra-prima, eles corresponderem as expectativas de toda a gente que saiu a sorrir e viveu alguns momentos mágicos.

Para o ano há mais, esperemos com um cartaz bem mais equilibrado do que este ano e sem desilusões como a ausência da Florence. See you, Alive.

13 de julho de 2012

Sentir-me Alive

..é um cliché mas também serve. Ansioso por ver The Cure, Mumford & Sons e Radiohead, curioso para ver Warpaint e The Maccabees, e desconsolado por a Florence ter cancelado. Até segunda e que o Deus do rock me abençoe nesta minha, melhor, nossa ida ao Festival que melhores e mais gratas recordações me traz.

22 de maio de 2012

Coldplay no Estádio do Dragão

"Afilhados" musicalmente dos U2, a banda de Chris Martin e seus comparsas, demonstraram no Estádio do Dragão que aprenderam perfeitamente a lição de como se faz para um grupo ter êxito em Estádios, embora valha a verdade ainda precisem de mais um bocadinho, acima de tudo de originalidade na produção do espectáculo, para poder destronar do trono a banda de Bono Vox e sus muchachos. 


Seja da forma colorida e tremendamente festiva com que o espectáculo começa, e termina, com direito a fogo de artificio e papelinhos pelo ar, pela proximidade e interactividade da banda para com o público, quer seja pelos habituais, mas dispensáveis, gritos de "oh oh oh" no meio das canções, quer pelas pulseiras coloridas que davam um brilho bonito à festa, quer até pela curta mas eficiente actuação no meio do público, e pelo habitual "número-da-bandeira-portuguesa-que-é-atirada-para-o-palco-provocando-euforia-nos-fãs",a banda inglesa mostrou que sabe da poda e que já tem na ponta da língua aquilo que os irlandeses vão "ensinando" ao mundo como se faz . 


E depois temos o essencial de tudo: a música. Verdadeiros "rebuçados" pop com letras certeiras, falando das dores e das alegrias da vida, canções como " Yellow", " Paradise", " Fix You", " Speed of Sound ", entre outras ganham uma dimensão enorme, algumas delas originando momentos arrepiantes.


Como nota negativa apenas regista-se um concerto relativamente curto ( 1 hora e 40 minutos não é nada), mas no final fica-se a sensação de se ter vivido momentos felizes num Estádio onde a felicidade vai imperando de forma intensa nos últimos anos. 

10 de março de 2012

28 de fevereiro de 2012

"All Mine"

Hoje recordei-me do concerto dos Portishead no Super Rock do ano passado. Daquilo que senti no meio da "Roads", nas fotografias que consegui tirar e que ficaram espectaculares,na frustração quando percebi que afinal tinha apagado, sem querer, os vídeos de duas canções, mas sobretudo na sensação que algo em mim tinha mudado, que a minha vida nunca iria ser a mesma depois de ter assistido àquele concerto que tanto me deixou inebriado e do qual recordo como dos melhores que assisti. Fiquei com a sensação que algo especial tinha acontecido e que algo ainda mais de especial me iria acontecer. O que veio mesmo a acontecer poucos dias depois, numa altura em que ainda andava encantado com o concerto dos Portishead. Hoje lembrei-me disso porque não te vi o dia todo.E amanhã também não te irei ver. E depois talvez. E a ansiedade e a saudade crescerá. Mas estarás em cada gesto, em cada palavra, em cada lugar, sempre comigo, tal como te senti naquela noite quente de Julho, aquela mesmo que hoje recordei.

"All the stars may shine bright
All the clouds may be white
But when you smile
Oh how i feel so good
That i can hardly wait
To hold you
Enfold you
Never enough
Render your heart to me
All mine, you have to be" in "All Mine" ( Portishead)



   

18 de outubro de 2011

A Debandada

A ideia foi boa, ao que parece tudo correu pelo melhor, mas acabou por ter sido um pouco frustrante para muita gente, que não conseguiram ver alguns concertos, devido à lotação mínima dos espaços.  A afluência foi enorme, as ruas da cidade do Porto mais pareciam o S.João, para espaços tão exíguos, o que dá para repensar o conceito do Festival, embora todo ele bem interessante. 

Deu para ouvir, e apenas isso, Osso Vaidoso e Noiserv  na parte de baixo da Livraria Lello, ver apenas uma canção da Minta, acompanhada por Francisco Silva, mais conhecido pelo alter-ego de Old Jerusalem, mas, felizmente, deu para ver um concerto acústico da Márcia. 

Apesar da atmosfera quente e barulhenta, ao ponto da própria Márcia se irritar com tal, o concerto deu para demonstrar que a artista tem das vozes mais bonitas do momento e canções que encantam . Depois de tentativas falhadas para ir a dois espaços, ainda deu para dançar no Mosteiro do S. Bento da Vitória. Para o ano, espera-se mais. 

14 de outubro de 2011

É a D´Bandada...ou a febre de sábado à noite

No próximo sábado a Baixa do Porto, mais concretamente a tão famosa e fervilhante zona das Galerias, vai ser palco de uma série de concertos em locais distintos, e alguns deles bem curiosos, como a barbearia "Salão Veneza", a loja de produtos tradicionais portugueses " A Vida Portuguesa", a lindíssima  " Livraria Lello" ou o " Apartamento Loft". 

Organizado pela Optimus, neste Festival, conhecido por " D´Bandada", vão estar presentes bandas que editaram EP´s nas edições "Optimus Discos", que podem conhecer, e aproveitar para  fazer download gratuito de todos eles, aqui

Pela minha parte, e se tudo correr pelo normal, normal, entenda-se, é chegar a tempo de entrar já que as entradas são limitadas e os espaços pequenos, tentarei ver estes três artistas de qualidade.

Apesar de já o ter visto 3 vezes ao vivo, espero voltar a ver Noiserv na Livraria Lello, pela imensa curiosidade em ver como é que o tipo de música que David Santos cria pode ser conjugado no, maravilhoso, local do concerto




depois tentarei seguir para o Café Ceuta ver a Francisca Cortesão, vulgo, Minta, uma artista que já falei aqui e que nunca a vi ao vivo



e ficarei lá para ver a minha tão adorada Márcia, que apesar de já a ter visto, quero, sempre que tenha oportunidade, voltar a vê-la ao vivo




no final de todos eles, poderei ainda dar uma volta por algum sitio em que alguém esteja a tocar, como por exemplo ver os Linda Martini no Plano B ou até ver os You Can´t Win, Charlie Brown nas Galerias de Paris, ou simplesmente encostar às boxes num dos vários locais da zona onde se pode beber e conviver. See you there. 


15 de setembro de 2011

Anna Calvi no Hard Club

Uma sala tão pequena para tamanha magia. Anna Calvi, lindíssima como se calculava, tem uma presença que enche o palco e torna agradável uma sala tão claustrofóbica como é o Hard Club.  Com  a sua guitarra ao colo, pose de diva e voz de deusa, a britânica deu um concerto intensamente belo e poderoso. Embora algumas das canções tenham perdido algumas particularidades que só o estúdio consegue dar, elas ganham, ao vivo, uma outra dimensão e uma crueza impulsionadas por uma voz poderosa, tornando inesquecíveis alguns momentos que foram vividos naquela noite calorenta. " Desire", "First we kiss", " Love won´t be leaving", "Suzanne & I", foram apenas alguns momentos a recordar para sempre. E ela acabou por destronar Cat Power como a mulher mais sexy que vi ao vivo.  

8 de setembro de 2011

Anna Calvi




O desejo. Os olhos. A voz. As canções. A pose. Estar ao teu lado. 2ª feira, no Hard Club

"  I wanna go to the fire
But God knows it's the sound of
It's the sound of love
It's the beat of my heart that you finally beating
And it's coming, coming, coming for you"

26 de agosto de 2011