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28 de maio de 2013



"O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso da natureza. Socalcos que são passadas de homens titânicos a subir as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor, pintor ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis da visão. Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a reflectir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta." - Miguel Torga in "Diário XII"

6 de março de 2013

Aquilo que mais me doí de tudo o que este governo me fez, foi apenas e só, ter vergonha de ser português e pensar, muitas e muitas vezes, em fugir para bem longe enquanto ele continuar a governar. E isso é algo que nunca perdoarei a esta gente rasca, cruel, corrupta, que nos governa. 

1 de janeiro de 2013

2012 : as imagens que faltaram

O ano em que o povo voltou a sair à rua por um país mais higiénico livre de corruptos, mentirosos e aldrabões. Por uma vida melhor e por um país do qual tem que se voltar a ter orgulho de se viver. 2013 a luta tem de continuar. Para bem de todos nós.

29 de novembro de 2012

O Retrato da artista, quando ignorante.

Em tempos onde a vontade de rir não abunda, eis que chega a salvação. Esta entrevista da "escritora-que-vendeu-mais-de-um-milhão-de-livros-num-país-onde-ninguém-lia" é das coisas mais humorísticas que saiu num jornal. Esqueçam as noticias do "Correio da Manhã". Esqueçam a mulher que queria matar o homem com o tamanho dos seus seios. Esta entrevista é de todo um requinte. Curiosamente também trata, embora indirectamente, do tamanho de um órgão. Mas, neste caso, é o cérebro da entrevistada. E, como adivinham, grande não deve ser. Ela que fez um "downsizing do seu lifestyle"  deve ter afectado o  seu cérebro. Eis o retrato de uma "classe", a das "Tias", que neste país conseguem ter uma importância enorme. Cuidado, elas andam aí.




14 de novembro de 2012

A greve de hoje

Hoje não farei greve porque a greve só valerá a pena se o meu trabalho não for feito por outra pessoa e se os serviços pararem mesmo. Numa empresa onde estamos 3 a trabalhar numa Delegação, basta um não fazer greve, mesmo que os outros dois a façam, a luta é sempre em vão. Mas, e de todas a greves por qual já passei enquanto trabalho, esta é aquela em que irei trabalhar de nó na garganta e a qual eu concordo a 1000 %. Por tudo aquilo que está a ser preparado tirar das pessoas por um governo de mentirosos, de incapazes, de incompetentes e de gente corrupta. Não é só o dinheiro que vamos ter a menos em 2013. É a vontade de estar neste país, de trabalhar, de vestir a camisola pela empresa que nos paga, de ter esta nacionalidade, de deixar o pessimismo do nosso futuro nos vencer, uma das coisas que mais luto para que tal não aconteça. E depois olho para isto tudo e pergunto o que fiz, assim como muita gente fez, para que as consequências caiam em cima de todos nós. Esta dívida não é nossa. Não fomos nós que a fizemos e estamos a pagar caro. 

4 de outubro de 2012

Já suspeitava


que éramos governados pelos Irmãos Metralha. 

17 de setembro de 2012

"Temos de nos tornar na mudança que queremos ver." Gandhi

Foi bom sentir que o povo português já não está amorfo. Foi emocionante ver os Aliados repletos de gente disposta a actuar civicamente, como nunca se viu, de exigir dignidade a toda a classe politica, não só àqueles que nos (des)governam mas sim a todos os políticos, da Esquerda à Direita, que respeitem quem os colocou lá, quem confiou neles e que o povo ainda tem uma palavra forte a dizer. Que o povo ainda sabe que tem o poder de mudar o rumo e de exigir, não o impossível, mas que a vida e que todos os sonhos ainda sejam possiveís.
Senti que são tempos de mudança que se vivem, que estamos a chegar a um ponto de viragem na nossa Democracia neste século, e que é tempo de nos ouvirem com atenção e com respeito. Quase um milhão de portugueses saíram à rua, sem partidarismos, pacificamente, com vontade de intervir mostrando que acordou e que quer ser ouvido e respeitado.

Por estes dias dá orgulho ser português. 

15 de setembro de 2012

Hoje é O dia

...em que o futuro de Portugal pode mudar. Em que devemos mostrar que estamos unidos contra o roubo dos nossos direitos, dos nossos futuros, dos nossos sonhos e desejos e que mostraremos a todos que não deixaremos que nos tirem a vida e que nos condenem à miséria. Aparece e traz outro amigo também. Porque Portugal precisa mais de ti do que daqueles que nos (des)governam.

13 de agosto de 2012

De como os JO foram uma lição

Entre a cerimónia de abertura e do encerramento dos JO a Inglaterra relembrou, de forma prazerosa, ao Mundo a força dos seus ícones da cultura pop. Houve erros de casting, normais em festas destas, desde a presença da Jessie J em detrimento de uma Katie Perry, Florence Welsh ou até Lilly Allen, qualquer uma delas teria feito mais sentido, não se ter aproveitado aquela "reencarnação" do Freddie Mercury para que ele actuasse em vez de ter sido a Jessie J cantar, os Muse ( que mau...), as Spice Girls, os Take That, a ausência dos Blur ( embora tivessem sido aclamados na abertura), o desprezo pelos The Smiths, New Order, Joy Division, Coldplay, Suede ou The Cure, etc. Mas serviu para comprovar toda a mais valia da sua música em todos os estilos, como se nós tivéssemos esquecido  que crescemos a ouvir/ver/ler/sentir/devorar tudo aquilo que vinha exportado das Terras de Sua Majestade.

E serviu, sobretudo, demonstrar o quanto a cultura é extremamente importante para a afirmação de um país. Uma bela lição para Portugal ao mesmo tempo que saíram noticias que fundações de relevância cultural, como é o caso da Fundação Paula Rêgo, iria fechar. 

8 de agosto de 2012

Ignorância olímpica

Todos os 4 anos tudo se repete. Depois da ressaca do patriotismo bacoco à volta da selecção de futebol, e cujos resultados acabam sempre em enormes e orgulhosas vitórias morais, eis que os portugueses se vingam das frustrações do seu dia-a-dia nos atletas olímpicos. Exigem-se medalhas. Exigem-se que eles se superem. Que orgulhem uma nação.  Exigem-se tudo e mais alguma coisa.

Não se lembram que para isso acontecer é necessário anos de trabalho intenso e de apoios, sejam financeiros ou profissionais, e mesmo assim podem acontecer vários imponderáveis que não se podem planear ( uma lesão, uma falta de concentração, uma eliminatória com adversários mais fortes, etc).

Esquecem-se que esses mesmos atletas estão mergulhados num amadorismo que não os possibilita de serem atletas de elite e que durante os 4 anos que medeiam cada presença olímpica existe um desprezo de todos que criticam, mesmo que consigam conquistas importantes ( é só relembrar os últimos êxitos à pouco mais de um mês da Patricia Mamona e da Dulce Félix nos Europeus).

Portugal não tem uma cultura desportiva, e tudo começa nas aulas de educação física nas escolas, o que existe nem é uma cultura futebolistica porque não se gosta de futebol em Portugal, o que existe é uma cultura clubistica capaz de gerar ódios e preconceitos vários que extravasam o desporto e passam para o seu lado menos nobre. Infelizmente, não são precisos 4 anos para provar que a ignorância dos portugueses é bem capaz de conquistar medalhas de ouro. 



10 de julho de 2012

Carreirismo




ou como é preciso estar atento à politica portuguesa para perceber este sketch

23 de maio de 2012

Este país mete-me nojo

Quando vejo que o meu colega de trabalho esteve 40 minutos a tentar ser corrompido por um agente de autoridade que mentia descaradamente e que conseguiu levar a conversa para um beco sem saída confesso que se não fosse por tudo aquilo de bom que tenho na vida ( principalmente família e amigos ) e que se eu tivesse alguma perspectiva de emprego lá fora fazia logo a mala e tentava sair para bem longe daqui. 

23 de abril de 2012

Do estado mental dos portugueses ( II )

Uma coisa com o alto patrocínio da Presidência da República já será, na maior parte das vezes, uma coisa suficiente má. Agora, uma canção, e uma campanha, onde se pedem aos restaurantes para que não ponham fora os RESTOS da comida no intuito de dar aos pobres, é das coisas mais asquerosas que já vi/ouvi em Portugal.
Ver Jorge Palma, Sérgio Godinho, Manuel João Vieira e mais alguns artistas que admiro associados a esta campanha só me entristece. Uma campanha mesmo à imagem do seu alto patrocinador. Como o que ele recebe não dá para as despesas, pode ser que um dia tenha direito a alguns restos de algum restaurante aderente.

17 de abril de 2012

Do estado mental dos portugueses

No Jornal da Tarde da RTP de hoje passa uma reportagem sobre uma Brigada de Trânsito da GNR que foram fazer operações Stop para uma auto-estrada algures, com especial atenção para os carros em excesso de velocidade.


Diz uma condutora indignada
" - Fizeram-se auto-estradas para se andar muito depressa. Não posso ir pela outra estrada que está em obras. Preciso de chegar cedo ao trabalho e agora multaram-me. "
condutor seguinte:
"- Pois, ia em excesso de velocidade e multaram-me. É preciso dinheiro para a troika. "


Como diria o Lobo Antunes, Portugal continua a ser um país com uma só nota musical: o dó.

23 de março de 2012

"A cobardia é a mãe da crueldade." Michel de Montaigne 

4 de julho de 2009

É aproveitar, quem quiser, é aproveitar

Isto é o que se chama uma verdadeira promoção de morte. No sentido literal. Sem aborrecimentos, filas, preocupações ou sequer perdas de tempo. Em tempos de crise, é necessário aproveitar os saldos. Grátis até Dezembro, e aconselhável a não deixar para o último dia*.

* - por acaso, um dia gostaria de saber a estatistica oficial para ver se foi mesmo no último dia que tiveram mais clientes. À boa maneira portuguesa.

Resta dizer que, apesar de ser a maneira como quero acabar, dispenso esta promoção de momento.