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18 de janeiro de 2017
Da linha entre a dor e o desejo
“É incomodativa a parecença entre a dor e o desejo. Ambos monopolizam toda a atenção, nada mais existe, como uma mulher amada. São capazes de apagar tudo, as notícias, o tempo lá fora, as mudanças na natureza, até a angústia. É um reino onde impera uma verdade definitiva.” in " A morte de um apicultor " de Lars Gustafsson
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O Mundo da Biblioteca de Babel
12 de novembro de 2013
A falta que Saramago faz
"A diferença (entre a ditadura e o capitalismo) é que não é a ditadura como nós conhecemos. É o que eu chamo de «capitalismo autoritário». A ditadura tinha cara, e nós dizíamos é aquela, ou aqueles militares, o Hitler, o Franco, o Pinochet, mas agora não tem cara. E como não tem cara não sabemos contra quem lutar. Não há contra quem lutar. O mercado não tem cara, só tem nome. Está em toda a parte e não podemos identificá-lo, dizer «és tu». Mesmo as pessoas que lutaram contra a ditadura, entrando na democracia acham que não têm mais que lutar. E os problemas estão todos aí. O mercado pode tornar-se uma ditadura.
José Saramago, in 'O Globo (1999)'
José Saramago, in 'O Globo (1999)'
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O Mundo da Biblioteca de Babel
24 de janeiro de 2013
"...a memória sofre distorções incompreensíveis mesmo para aqueles que se consideram sãos ( como eu me julgava então) e que essas distorções reforçam apenas o sentimento de que a vida é uma ficção escrita diariamente na qual tudo se torce e retorce de acordo com a vontade de alguém. Alguém que não somos nós ; que não podemos ser nós. Se o homem busca a verdade e no interior do homem habita a verdade, então no interior do homem existe também uma cortina que a oculta" in " A Cidade Líquida" conto de João Tordo, que pode ser descarregado aqui.
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O Mundo da Biblioteca de Babel
10 de dezembro de 2012
" Poucas são a coisas que causam mais decepção à alma do homem do que acordar, especialmente cedo na manhã, enquanto outros dormem. É só quando uma pessoa está acordada que se apercebe como os sonhos nos transcedem. " In " A Gente Independente" de H. Laxness
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9 de dezembro de 2012
Do coração que ama
" Poucas coisas são tão falíveis e inconstantes como o coração que ama, e no entanto é o único lugar no mundo onde existe o sentimento de partilha." in " A Gente Independente " de H. Laxness
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25 de novembro de 2012
Da memória
" Os outros são a nossa memória e nós somos a memória dos outros " in " A Vida Verdadeira" de Vasco Luís Curado
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O Mundo da Biblioteca de Babel
9 de outubro de 2012
Da busca
""o que dá o verdadeiro sentido ao encontro é a busca e que é preciso andar muito para alcançar o que está perto. " in " Todos os Nomes " de José Saramago
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26 de setembro de 2012
Do futuro como condicionante do presente
" Como derrotar os demónios do passado se os demónios do futuro estavam todos à sua volta numa gritaria sem tréguas ? " in " Fúria" de Salman Rushdie
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29 de março de 2012
Do nascer de um novo dia
"“ Cada dia é um universo novo, Fatma, dizia-me ele. Cada manhã.
O universo renasce cada manhã, tal como nós, e isso desperta em mim tanto entusiasmo que nalgumas manhãs acordo antes de raiar o dia, e sei que o sol vai nascer, e que tudo será novo, e que também eu me vou renovar, juntamente com tudo o que se renova, e que poderei ver, ler e aprender coisas que ignoro, e que depois de as ter apreendido poderei de novo rever tudo o que sei, e então a minha emoção é tanta, Fatma, que tenho vontade de me levantar imediatamente, de correr... quero ir de imediato.... sem perder tempo, ... por que razão tu não conheces esse sentimento, Fatma, porque não dizes nada, em que pensas? “ in " A Casa do silêncio" de Orhan Pamuk
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28 de março de 2012
Da capacidade de observar a vida
"“... é preciso observar tudo, reparar em tudo ... e as capacidades do nosso cérebro têm de ser desenvolvidas, senão ficamos iguais aos outros, aos que passam o tempo a apodrecer nos cafés, como carneiros, infelizmente...” in " A Casa do Silêncio" de Orhan Pamuk
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7 de outubro de 2011
"O problema de sabermos, no mais fundo de nós, que amaremos alguém para sempre, é que a nossa fraqueza fica demasiado exposta em caso de tempestade." in Canário de Rodrigo Guedes de Carvalho
Sem querer, apareceu-me esta frase de um livro que muito me marcou. Acho que vou reler esta obra. Ou então ler o "Daqui a Nada", o livro de contos/crónicas que me falta ler. Ansioso por ler uma obra nova deste autor português que, tão injustamente, não tem sido bem tratado pela "critica". Espero então, brevemente, uma nova obra sua. Tenho imensas saudades da escrita do Rodrigo Guedes de Carvalho.
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14 de agosto de 2011
Do começo de tudo
" O amor começa com uma metáfora. Ou por outras palavras, o amor começa no preciso instante em que, com uma das suas palavras, uma mulher se inscreve na nossa memória poética." in " A insustentável leveza do ser " de Milan Kundera
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5 de agosto de 2011
Do sono do amor
" O amor não se manifesta através do desejo de fazer amor ( desejo que se aplica a um número incontável de mulheres), mas através do desejo de partilhar o sono ( desejo que só se sente por uma única mulher). " in " A insustentável leveza do ser" de Milan Kundera
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1 de agosto de 2011
Dos acasos da vida
" Mas um encontro não é precisamente tanto mais importante e cheio de significação quanto mais depende de um grande número de circunstâncias fortuitas ?
Só o acaso pode ser interpretado como uma mensagem. O que acontece por necessidade, o que já era esperado e se repete todos os dias é perfeitamente mudo. Só o acaso fala. Nele é que deve tentar-se ler, como as ciganas fazem com as figuras deixadas no fundo de uma chávena pela borra do café. " Im " A insustentável leveza do ser" de Milan Kundera
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29 de julho de 2011
Em continuação do post anterior
" Nunca se pode saber o que se deve querer porque só se tem uma vida que não pode ser comparada com vidas anteriores nem rectificada em vidas posteriores. " In " A insustentável leveza do ser " de Milan Kundera
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21 de julho de 2011
Do silêncio
" Olha a lua e para as estrelas e diz-me quão estúpida é a festa, qualquer festa, comparada com a beleza da noite. O silêncio é um dom universal e do qual poucos de nós desfrutam. Talvez porque não possa ser comprado. Os homens ricos compram ruído. As almas deliciam-se com os silêncios da natureza. Não podem ser negados aos que os procuram" in " A minha viagem pela Europa" de Charlie Chaplin
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2 de julho de 2011
"...só podemos contar com a compaixão e o entendimento dos outros se os nossos fracassos puderem ser explicados, se as nossas derrotas tiverem sido lutadas com coragem até ao fim e se o nosso sofrimento for a consequência inevitável destas duas causas razoáveis. Se por vezes somos felizes sem motivo, nunca podemos ser infelizes da mesma maneira. E, numa época severa como a nossa, espera-se que cada um escolha o inimigo certo e um destino à medida das nossas forças". in "Morte na Pérsia" de Annemarie Schwarzenbach
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21 de abril de 2011
Do amor aos livros à noção de Paraíso
Há quem se vincule a um deus com cara de velho terrível; outros fazem-no ao murmúrio intangível do patrão ouro; eu, nos dias de hoje, refugio-me no afecto da minha mulher e em certos livros. Não minto. Para mim, o Paraíso inclui uma biblioteca sem cercas de arame farpado nem armadilhas visíveis, um ventre de baleia para onde algum acaso caridoso me atirou para a eternidade.
Tudo é pó, desejo e silêncio, e uma luz crua, zenital que conduz ao Valhalla dos ilustrados através de longas escadas em caracol. E o cheiro…
Porque o cheiro do livro é a quinta-essência de todos os cheiros, a geografia do herói, o trópico da quietude e dos bosques frondosos. Qualquer livro é passagem. Quando abro um volume e aspiro as suas páginas, já não estou ali.
(…) Podemos viver sem ler, é verdade; mas também podemos viver sem amar: o argumento mete água como uma jangada conduzida por ratazanas. Só quem já esteve apaixonado sabe o que o amor nos oferece e tira; só quem já leu sabe se a vida merece a pena ser vivida sem a consciência daqueles homens e mulheres que nos escreveram milhares de vezes antes de termos nascido. E que ninguém sorria perante estas linhas. Por uma vez, e sem que sirva de precedente, foram escritas exclusivamente a partir da emoção.”
In “O Revisor”, de Ricardo Menéndez Salmón, retirado daqui.
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13 de abril de 2011
" Estamos tão habituados a que o televisor seja o mediador entre nós e o que acontece, o nosso arauto e mestre-de-cerimonias. o Grande Irmão que tudo vê, que, quando o horror entra na nossa casa através do ecrã, não parece tão inoportuno como o que nos assalta num acidente de tráfego ou durante a visita a um pavilhão de esquizofrénicos.
De facto, muitos adultos só conhecem a morte através do televisor, tal como os escravos da caverna de Platão só conhecem os objectos através do seu reflexo na parede.
Filhos de uma cultura do simulacro, onde cada copia assume, satisfeita, a sua condição de imagem esbatida, já parece que só obtemos prazer na negação ou na náusea, na ausência do real ou na sua exaltação . " in " O Revisor " de Ricardo Menendez Salmon
7 de abril de 2011
Da politica...como arte
"Perverter a realidade através da linguagem, conseguir que a linguagem diga o que a realidade nega, é uma das maiores conquistas do poder. A política transforma-se, assim, na arte de disfarçar a mentira."
" Ninguém como o político perverteu tanto o sentido das palavras, de todas as palavras; nem sequer o mais recalcitrante fideísta. E se, como pretendia Heraclito, a alma humana se parece com uma aranha que acorre velozmente a qualquer lugar da sua teia quando sente uma das suas partes danificada, o político é uma aranha que acorre velozmente ao depósito comum da linguagem cada vez que se sente atacado por algum dos seus adversários."
"Somos repetidamente ludibriados, despojados da nossa honra, compelidos a comungar essa hóstia cheia de náusea a que eles chamam democracia, justiça ou liberdade. Todas estas palavras, na realidade tão profundas que deveriam queimar a língua de quem as pronuncia sem respeito, perderam o seu significado, a ponto de soarem aos nossos ouvidos como a música de Verão, ou como uma prece aprendida na catequese quando éramos crianças." in O Revisor, de Ricardo Menéndez Salmón, trad. de Helena Pitta, Porto Editora
" Ninguém como o político perverteu tanto o sentido das palavras, de todas as palavras; nem sequer o mais recalcitrante fideísta. E se, como pretendia Heraclito, a alma humana se parece com uma aranha que acorre velozmente a qualquer lugar da sua teia quando sente uma das suas partes danificada, o político é uma aranha que acorre velozmente ao depósito comum da linguagem cada vez que se sente atacado por algum dos seus adversários."
"Somos repetidamente ludibriados, despojados da nossa honra, compelidos a comungar essa hóstia cheia de náusea a que eles chamam democracia, justiça ou liberdade. Todas estas palavras, na realidade tão profundas que deveriam queimar a língua de quem as pronuncia sem respeito, perderam o seu significado, a ponto de soarem aos nossos ouvidos como a música de Verão, ou como uma prece aprendida na catequese quando éramos crianças." in O Revisor, de Ricardo Menéndez Salmón, trad. de Helena Pitta, Porto Editora
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