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22 de julho de 2014

28 de maio de 2013



"O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso da natureza. Socalcos que são passadas de homens titânicos a subir as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor, pintor ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis da visão. Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a reflectir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta." - Miguel Torga in "Diário XII"

13 de maio de 2013

Por vezes perco tempo a apreciar nas fotografias de futebol a expressão dos rostos dos adeptos tentando adivinhar naquilo que estariam a pensar e na alegria que estariam a sentir, recordando momentos vividos tentando entrar na pele deles.

De todas as fotografias da grande vitória do meu FCPorto que humilde e pacientemente esperou pelo momento certo para acabar com a bazófia e arrogância benfiquista, esta fotografia de João Moutinho agarrado a um adepto desconhecido que, no meio de uma euforia desmedida, entrou no relvado, é aquela que mais me fascina.

Muito mais do que ver Jorge Jesus, o espelho da bazófia, de joelhos enquanto o roupeiro do FCPorto lhe faz um manguito, e eu teria feito outros gestos piores, ou ter visto Vítor Pereira correr como se tivesse na reta final de uma maratona olímpica, e a mim também me apeteceu correr tanto naquele momento, esta fotografia demonstra o quanto um abraço entre dois desconhecidos, entre o que pagou para estar ali com o que lhe pagam para que ele esteja ali, entre o portista desde pequenino com o que aprendeu a ser portista, reflecte toda uma alegria imensa e toda a magia de um momento tão maravilhoso e tão único que é quase impossível  descrever a alegria vivida. Reflecte também a união e a mística tão especial entre a equipa e os adeptos. Foi linda a vitória, agora é cerrar fileiras e todos juntos chegaremos ao tão almejado Tri. Somos Porto.

4 de maio de 2013

O lado verde da vida: a mensagem de Sebastião Salgado




16:54 minutos de uma palestra do grande fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado com uma mensagem verde, emocionante e uma lição de vida da qual poderemos sempre retirar coisas boas para a nossa vida. A ver para aprender e imitar. Tocante como é tocante todo o seu trabalho.

10 de novembro de 2011

João Silva terminou a Maratona de Nova Iorque com o tempo de 2:38:14, precisamente o mesmo tempo da vencedora do escalão sénior feminina da Maratona.
João Silva é um dos foto-jornalistas fundadores do "Bang Bang Club", um quarteto de foto-jornalistas dos quais falo aqui, e após um ano de ter pisado uma mina no Afeganistão e de ter perdido as duas pernas, a sua força, coragem e perseverança foram premiadas através do seu esforço para concluir esta prova com um excelente tempo. 
Apesar disso, nenhuma televisão, pelo menos que eu notasse, deu o devido destaque a este feito que deveria orgulhar todos os portugueses. E andámos entretidos e embevecidos com a segunda bota de ouro do CR7... Porque é destes exemplos de valentia que necessitamos e dos quais nos podemos orgulhar sem qualquer tipo de nacionalismo bacoco. 

Para conhecer mais a sua história ver neste blog  onde se pode apreciar algumas das suas fotos e um vídeo da corrida.

2 de novembro de 2011

The Bang Bang Club


Por alturas do Apartheid, quatro foto-jornalistas (Kevin CarterGreg MarinovichKen Oosterbroek e o português João Silva) foram, através das suas máquinas fotográficas, os olhos do Mundo mostrando o que se estava a passar numa África de Sul envolvida numa guerra civil entre etnias, onde a violência indiscriminada nas ruas estava fora de controlo e a tomar proporções preocupantes. É sobre este período sangrento que este filme trata, baseado no livro original escrito por João Silva ( o português que ainda à pouco tempo perdeu as duas pernas em Afeganistão ) e Greg Marinovich, únicos foto-jornalistas sobreviventes.

Impedidos pelo jornal onde trabalhavam de divulgar fotos violentas, os quatro foto-jornalistas tornaram-se free-lancers e criaram uma espécie de clube, que baptizaram de"The Bang Bang Club", onde tinham por objectivo mostrar tudo aquilo que se passava com a brutalidade e a dureza necessária que só a realidade transmite, sem qualquer censura, para que o Mundo acordasse para o que se estava a passar.  

Apesar de ser muito suspeito, afinal foto-jornalista é das profissões que mais tenho em apreço, por isso pelo tema em si já estava conquistado à partida, gostei bastante do filme, com boas interpretações, sendo ao mesmo tempo uma pequena, singela e justa homenagem a todos os corajosos foto-jornalistas, mas principalmente aos quatro elementos deste clube. 


Como acaba por ser normal, a vida de Kevin Carter é aquela que mais se destaca e a qual o realizador dá mais ênfase obrigando o espectador  a  questionar sobre a realidade e os limites da Arte. Depois de ter tirado esta fotografia, e de ter vencido o Pulitzer, todo o Mundo questionava-o se ele teria feito alguma coisa pela criança ( que mais tarde viria-se a saber que não estava morta no momento, mas sim a descansar, e que apenas faleceu alguns anos depois). Carter não aguentou essa pressão e após o falecimento, apanhado num meio de um tiroteio, do seu companheiro Ken Oosterbroek, decidiu pôr termo à sua vida. O valor deste filme é que o realizador preocupa-se em apenas mostrar a história, sem condenar ou aligeirar a imagem de Carter. O realizador não julga, nem questiona, apenas mostra a realidade. Uma realidade bem dura e dramática e uma história de vida impressionante.

Por fim, nem o filme parece que vai estrear em Portugal, nem sequer o livro tem uma edição portuguesa ( apenas existe uma edição brasileira ), apesar de termos João Silva um fotógrafo nascido em Portugal. Estranheza para um país que tanto gosta de julgar os outros quando não se apoia qualquer produto/marca/pessoa/etc onde o nome de Portugal esteja envolvido. 


29 de maio de 2011

18 de maio de 2011

Conquista-a por nós




Há uma canção que pede " só um pouco mais de azul". Eu apenas peço que demonstrem toda a nossa força e que repitam aquele dia calorento de 2003, naquela bela cidade de Sevilha, onde as lágrimas vertidas confundiram-se com os gritos e o sorrisos de vitória.

Força Porto, hoje está um dia bonito para sermos felizes.

act: Hoy no somos 11 dentro del campo, hoy somos 11 representando a millones que correran y juagaran con nosotros. Haciendo historia - Radamel Falcao no seu twitter.  Nem mais, caro Falcao.

18 de abril de 2011


 fotografia: Nélson D'Aires


Para quê se procuram palavras se estas imagens falam-nos de tudo e mostram-nos a realidade ?

14 de abril de 2011

Noite de Abril





Hoje, noite de Abril, sem lua,
A minha rua
É outra rua.

Talvez por ser mais que nenhuma escura
E bailar o vento leste
A noite de hoje veste
As coisas conhecidas de aventura.

Uma rua nova destruiu a rua do costume.
Como se sempre nela houvesse este perfume
De vento leste e Primavera,
A sombra dos muros espera

Alguém que ela conhece.
E às vezes, o silêncio estremece
Como se fosse a hora de passar alguém
Que só hoje não vem.



Sophia de Mello Breyner Andresen
Obra Poética I
Caminho

28 de fevereiro de 2011

Da beleza do preto-e-branco

fotografia: Miguel Manso
Sou um curioso por fotografia. Não sei se posso dizer que sou "apaixonado" por fotografia. Tenho poucos livros desse tema em casa ( com o preço que eles têm...), ainda sou um principiante  no conhecimento da história da fotografia e dos seus nomes mais importantes, vou a poucas exposições,  pratico pouco, na adolescência até tirei um curso básico ( que saudades de revelar fotografias...), mas não sou um expert, longe disso,  gosto de apreciar fotografias, principalmente nos jornais e revistas.  Digamos que, dentro do género, sempre fui um grande apreciador de fotojornalismo. E dentro do estilo, prefiro ver fotografias a preto-e-branco.

Neste domingo, a propósito dos Óscars a Pública, suplemento de Domingo do jornal Público, brindou-nos, como já tem vindo a ser habitual naquela revista, como uma reportagem espectacular, daquelas que lemos e relemos com prazer, conseguindo nos fazer perder nas belas fotografias que ilustram a mesma.

Com texto de Vasco Câmara e fotografias de Miguel Manso, que através do seu IPhone nos revela uma América a preto-e-branco como nós a imaginámos quando a vemos na tela. Com o deserto como pano de fundo, e  singelas homenagens a alguns realizadores, vemos aquelas paisagens solitárias  e imponentes, maiores do que a vida e do que os sonhos nos possam demonstrar, em que a solidão não é uma coisa triste, mas sim nada mais do que uma grata solução para quem gosta de viver com a natureza, tão bruta como maravilhosa, ao seu redor.
 

2 de janeiro de 2011

Do acreditar


Fotografia do livro " Um casa na Escuridão" de José Luís Peixoto

1 de setembro de 2010

Uma espécie de Haiku ( II )


Com o pó do desejo
inscrevi na parede da rua-
bem-te-quero.

25 de abril de 2010

25 de Abril Sempre

(Fotografia de Eduardo Gageiro)

Apesar de tudo, continuemos a festejar Abril.

17 de março de 2010

Das palavras das fotografias

" Tem tendência para confiar mais nas fotografias do que nas palavras. Não porque as fotografias não possam mentir, mas porque, uma vez saídas da câmara escura, são fixas, imutáveis. Em contrapartida, as histórias parecem mudar continuamente de forma." in " O Homem Lento" de J. M. Coetzee Fotografia : : "Fellow Photographer" by Kyle Ng

1 de janeiro de 2010

As imagens ( possíveis) de 2009


Cumprindo uma tradição, que o ano passado não cumpri, aqui ficam 12 imagens de acontecimentos que me marcaram no ano de 2009. Foi feito um bocadinho à pressão, por isso ainda esqueci de várias coisas que mexeram comigo. Alguns, muitos, livros, filmes , muitas músicas, o Bruno Aleixo que tanto me fez rir, o Twitter, o Facebook, etc, poderiam estar cá, por exemplo. Para o ano, prometo fazer a coisa mais direitinha.

13 de outubro de 2009