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4 de julho de 2010

a angústia do banco de jardim


" Um dos problemas actuais das cidades é que elas já não servem para parar. Quando eu era criança as pessoas paravam nas cidades, fosse num café, num banco de jardim, no muro duma casa ou até numa paragem de autocarro. Agora não. Os bancos de jardim estão vazios, as pessoas tomam o café em pé enquanto olham para o relógio e até pelo autocarro esperam em pé, sempre a olhar para um lado e para o outro como se estivessem atrasadas.


Há bocado passei por um banco de jardim e pareceu-me que ele estava angustiado, não só por se sentir inútil mas principalmente por ter saudades das conversas de amor que já não ouve. É que o problema também é esse: as cidades onde as pessoas param são cidades onde as pessoas aprendem a amar, as cidades onde as pessoas não param são cidades de gente só. E o problema da gente só é que esta acaba por estar só mesmo quando não está.

O amor já não nasce numa conversa de banco de jardim. Agora manda-se dois nomes para um número de valor acrescentado e fica-se a saber se as pessoas são compatíveis ou não. Joana e Mário dá setenta por cento e toma-se isso como definitivo. Surpresa. Não é definitivo."

visto aqui

17 de junho de 2010

Minutos, dias

Todos os dias têm a sua história, um só minuto levaria anos a contar, o mínimo gesto, o descasque miudinho duma palavra, duma sílaba, dum som, para já não falar dos pensamentos, que é coisa de muito estofo, pensar no que se pensa, ou pensou, ou está pensando, e que pensamento é esse que pensa o outro pensamento, não acabaríamos nunca mais.

In Levantado do Chão, Ed. Caminho, 14.ª ed., p. 59
(Selecção de Diego Mesa) - Retirado do caderno online do Mestre.

3 de junho de 2009

Serviço público...


é isto. Nem sei por onde começar. Sou vosso amigo, não sou ?

4 de março de 2009

A falar assim




é que a gente (não) se entende.


PS: Visto na minha perdição da blogosfera.

13 de dezembro de 2008

Desafios e prémios

Na blogosfera, assim como na vida, proliferam os desafios e os prémios. Neste meu tempo de "ausência" tive direito a um prémio e um desafio.

O prémio, neste caso, dois prémios, foi-me atribuído pela Tânia, e o desafio foi-me imposto pela Maria Del Sol . Quanto ao prémio, partilho com todos vocês, penso que é injusto premiar quem quer que seja, por muito pouco de valor que este blog tenha, muito ao jeito de um jogador de futebol que ganha prémios individuais e divide-os pela equipa, eu divido por todos aqueles que leio e me influencia.
Quanto ao desafio, o livro que me calhou, foi do próximo que será lido, " O livro dos amores risíveis" de Milan Kundera. A frase reza assim:

" E veio-lhe então a ideia que seria injuriar a mulher recusar esta oferenda, recusar esta terna atenção".

Coincidência, até tem a haver com a atribuição do prémio e do desafio. Nunca poderia recusar a atenção e simpatia destas duas meninas. A todos, sintam-se premiados e desafiados.

13 de novembro de 2008

Adeuzinho, pá

Um dia vou ao aeroporto despedir-me da melancolia.

Aforismos de Pastelaria visto aqui