2 de abril de 2008


Numa primeira audição mais atenta penso que a banda sonora do filme " I'm Not There ", é um álbum longo, com muitas músicas, e, ainda por cima, poucas delas têm menos de 5 minutos, o que quer dizer, é um álbum para se ir desbravando com calma, sob risco de ficar pelo caminho canções que merecem serem descobertas. Por isso, é bem provável, que ainda fale mais vezes desta banda sonora, chamando a atenção para algumas músicas que ainda não as descobri.

Depois chegamos à conclusão que a banda sonora tem uns enormes Calexico, uma banda da qual tenho um especial apreço ouvir, principalmente em noites de Verão regadas com sangria e com boa companhia, e cuja presença neste álbum se destaca pelas suas versões magnificas.

Existe aquela audição imediata onde procuramos os nomes mais conhecidos, aí começamos por ouvir a bonita balada de Jeff Tweedy ( dos Wilco ) na versão de " Simple Twist of Fake ", um surpreendente, e sempre tão cool, Jack Johnson, um Sufjan Stevens com uma encantadora versão parece retirada de filmes infantis, Eddie Vedder a tentar ser um rockeiro querendo imitar o Bruce Springsteen, mas vindo dele já ouvi muito melhor, embora não a ache assim tão má. Mas destaca-se a versão, totalmente festiva, da música "Stuck Inside of Mobile With the Memphis Blues Again" pela Cat Power, assim como aquela beleza estranha, mas ao mesmo tempo arrepiante, que Antony consegue imprimir à música "Knockin' on Heaven's Door".

Depois temos as músicas que se destacam no filme, a fabulosa versão de " One More Cup of Coffee" de Roger McGuinn (dos Byrds) com os Calexico, e "Going to Acapulco", com mais uma vez os Calexico ( eles estão em grande) mas desta vez acompanhados por Jim James ( dos The Morning Jacket ), para nos recordarmos de um momento de pura magia no filme, ou até nos voltarmos a deslumbrar com o miúdo Marcus Carl Franklin a cantar com a sua voz inocente a música "When the Ship Comes In".

É claro que também existem coisas negativas, é normal num álbum tão grande, sinceramente, não gostei da versão dos Los Lobos, penso que a Charlotte Gainsbourg, apesar de estar bem no filme, conjuntamente com os Calexico, aqui fizeram uma versão um pouco baça de " Just Like a Woman" . Depois existem versões que nada acrescentam, são apenas uma declaração de fã a Dylan, acredito que as melhores versões de músicas são aquelas em que os interpretes reinventam as músicas, mas no conjunto o álbum é muito bom e ainda me falta ouvir em condições tantas músicas .

Por fim, temos aquelas músicas que se vão destacando, que nos vem até nós devagarinho, e quando começamos a ouvir os primeiros acordes viramos toda a atenção para elas. Aí destaco uma que está em permanente repeat no meu mp3, a versão dos Calexico ( quem mais poderia ser ? ) com um artista que se chama Sam Beam. Se esse nome não vos diz muito, então dizer que esse senhor é também conhecido pelo pseudónimo de Iron & Wine, acho que já vos diz mais alguma coisa. Se mesmo assim não conhecem, então andam desatentos e é favor de reparar essa coisa grave. A música chama-se "Dark Eyes " e é simplesmente MARAVILHOSA, muito refrescante, dá um toque de exotismo ao álbum, estou completamente viciado nesta música. Foi pena, mas apenas consegui arranjar 30 segundinhos para vocês se encantarem.



My space do álbum aqui

3 comentários:

looT disse...

De uma forma geral concordo com o que dizes, a banda sonora é bastante grande é um daqueles álbuns para ir consumindo com calma e saboreando lentamente.
Os Calexico de facto destacam-se e muito são absolutamente fabulosos.

Abraço

ema disse...

vamos vê-lo ao alive?

Menphis disse...

ema - vamos pois. Eu já tenho um dia marcado para o ver :) Encontramos-nos lá.