e tudo terá mais sentido quando dámos oportunidades a nós próprios para sermos felizes.
1 de outubro de 2010
e tudo terá mais sentido quando dámos oportunidades a nós próprios para sermos felizes.
27 de setembro de 2010
Do amor...como fora de moda
24 de setembro de 2010
A verdadeira loba
Versões improváveis ( 13 )
23 de setembro de 2010
Do Paulo Bento na selecção
21 de setembro de 2010
18 de setembro de 2010
15 de setembro de 2010
e só posso dizer que adorei.
Dos Supertramp apenas conhecia as canções com maior êxito, que foram, como é óbvio, recebidas com maior entusiasmo do que as restantes. Antes do espectáculo estava expectante, não sabia muito bem o que iria encontrar, se um concerto de uma banda em estado de maturação ou um grupo de amigos que se juntaram apenas para ganhar uns trocos, mas encontrei, daqueles que foram, e continuam a ser, dos grupos mais importantes, e históricos, do rock sinfónico, um colectivo de músicos de primeira linha, de enorme categoria, conseguindo realizar um espectáculo irrepreensível, e bastante agradável, com um alinhamento inteligente, para quem quase encheu o Pavilhão.
E a média de idades não estava assim tão alta como pensei, havia público de todas as idades sempre dispostos a se juntar à festa. E, valha a verdade, a acústica do Pavilhão, apesar de tudo, portou-se à maneira, o som esteve bom, mas, certamente, aquele recinto necessita, urgentemente, de uma enorme modernização a fim de o tornar muito mais funcional e moderno. A cidade do Porto já merece ter um Pavilhão Rosa Mota mais moderno e atraente preparado para grandes espectáculos.
Apesar do imenso e insuportável calor que se encontrava lá dentro, em contraponto à maravilhosa noite, com uma lua lindíssima a iluminar o mundo, que se encontrava lá fora, foi muito refrescante e saboroso assistir a um concerto diferente, que passou muito rápido, tornando-se numa autêntica festa de reencontros, onde a maior parte do povo reencontrou a sua juventude e recordou bons momentos ao som daquelas grandes, e fantásticas, canções. Apesar da imensa falta que o Roger Hodgson, a sua voz em falsete é inconfundível dando outra dimensão às canções, quem o substituiu esteve muito bem.
Que importa se alguns solos parecem intermináveis, se as canções nunca têm a duração de menos de 5/6 minutos, se aquilo que ouvimos já foi criado à quase 40 anos atrás, o que importa é sentir a música e partilhar a alegria de ver ao vivo grandes músicos a tocarem grandes canções, e isso, foi sentido nesta terça-feira.
"At night, when all the world's asleep,
the questions run so deep
for such a simple man.
Won't you please, please tell me what we've learned
I know it sounds absurd
but please tell me who I am " - The Logical Song" - Supertramp
14 de setembro de 2010
A flor da solidão
Vivemos convivemos resistimos
cruzámo-nos nas ruas sob as árvores
fizemos porventura algum ruído
traçámos pelo ar tímidos gestos
e no entanto por que palavras dizer
que nosso era um coração solitário silencioso
silencioso profundamente silencioso
e afinal o nosso olhar olhava
como os olhos que olham nas florestas
No centro da cidade tumultuosa
no ângulo visível das múltiplas arestas
a flor da solidão crescia dia a dia mais viçosa
Nós tínhamos um nome para isto
mas o tempo dos homens impiedoso
matou-nos quem morria até aqui
E neste coração ambicioso
sozinho como um homem morre cristo
Que nome dar agora ao vazio
que mana irresistível como um rio?
Ele nasce engrossa e vai desaguar
e entre tantos gestos é um mar
Vivemos convivemos resistimos
sem bem saber que em tudo um pouco nós morremos
Ruy Belo
obra poética de ruy belo, vol.2
presença
1990
12 de setembro de 2010
10 de setembro de 2010
9 de setembro de 2010
Diário de um dia de sonho
Nota mental: um dia voltar aqui. O mais breve possível.
8:00 – 15:00 Horas- A parte mais difícil, depois do carro estacionado num local estrategicamente perfeito para sair, começa o controle da ansiedade, o interminável tempo de espera, o nevoeiro a desvanecer, o calor a apertar, a comida para aconchegar o estômago, o convite para jogar às cartas que se tornou numa conversa sobre música e concertos, tudo valia a pena para que as horas passassem depressa. E a ansiedade a crescer…
Nota mental: para a próxima trazer um livro. E mais comida. E talvez se fosse mais tarde não haveria problema nenhum. É que os espanhóis gostam de ir em cima do acontecimento e não têm paciência para esperar longas horas pelos concertos.
15: 00: 17:30 – A entrada para o recinto. O anfiteatro do Monte do Gozo é, digamos assim, o cume do monte, o grande palco montado tapa-nos a visão, que se prevê bela, do resto do local, o público, muito longe de estar esgotado, ao contrário do que se previa, foi-se acomodando nos seus lugares à procura da melhor vista para o palco. Aqui, o tempo passou com mais animação, um DJ de serviço tentava aquecer o ambiente, o público passava o tempo da melhor maneira, e o sol brilhava intensamente.
Nota mental: Nunca mais criticar o preço das cervejas nos festivais em Portugal. Uma cerveja era
10 €. Está bem que deveria ser de 500 ml, mas era um preço escandaloso.
17: 30 ás 18 horas - Cornelius 1960: Uma imitação barata de Jamiroquai, um funk-rock-pop que não aquece, nem arrefece. E com imensos problemas no som, ainda foi pior.
Nota mental: Esquecê-los depressa.
18:20 ás 19:00 horas: The Temper Trap: o 2º melhor concerto da noite. Um concerto intenso, de uma banda que está a ganhar algum e
19:25 ás 20:25 horas- Echo & The Bunnymen: Foi um concerto, no mínimo, estranho. Se nada posso apontar à parte instrumental da banda, que me pareceu bem competente, o vocalista , qual pinta de junkie com problemas de identidade, queria ser a figura da festa, tornando-se no figurão
Nota mental: tentar ouvir alguma coisa deles, quando estiver virado para saudosismos dos 80´s.
21:00 ás 22: 30 horas – Para melhor vermos um quadro, temos sempre que dar um passo atrás e só aí poderemos o apreciar devidamente. Só passado um tempo, quando a minha memória estiver menos fresca, é que poderei sentir verdadeiramente o que
É ao vivo que os canadianos provam ser uma das, para mim são “a”, bandas mais influentes deste inicio de século, arrasando ao vivo, quaisquer criticas que possa existir em relação à sua música, o que, pelos vistos, virou moda entre o povo do indie, seja lá o que isso fôr.
O povo grita, emociona-se e canta bem alto juntamente com eles, os braços erguem-se para o céu como se agradecessem aos Deuses a dádiva daqueles momentos de partilha, de verdadeira comunhão de espíritos. A banda dá tudo nos concertos, e cada espectáculo são emoções únicas para quem presencia. " No Cars Go", "Wake Up", "The Suburbs", "Sprawl II ( nunca pensei que resultasse tão bem num concerto, com a Regine a encantar ), a força de " We Used to Wait", e tudo o resto foi tão emocionante, tão inesquecível para quem esteve lá, que, certamente, as recordações desta noite se irão prolongar no tempo. Foi o concerto mais emocionante que presenciei em toda a mniha vida.
Nota mental: Tentar guardar todas as imagens e sons do que se passou na minha memória.
22:45: 1:45 horas – As emoções repousam num corpo em que não se sentia cansado, apesar do dia longo. Pelo caminho, nada melhor do que comprar uma recordação que procurava intensamente. A adrenalina teimava em não baixar, aquilo que tinha acabado de viver parecia que me estava, novamente, a passar à frente, o sonho terminou, mas as recordações da grande noite serão eternas.
Nota mental: Compensar, nos dias seguintes, o sono perdido.
6 de setembro de 2010
4 de setembro de 2010
2 de setembro de 2010
O Natal está próximo, não está ?
Eu quero uma coisa destas. E já vi na Fnac. E parece-me que não irei resistir até ao Natal. Pergunta que se impõe: será que posso ver isto num DVD normal ou terei de me contentar com a edição especial ?
1 de setembro de 2010
30 de agosto de 2010
Noites Ritual - Dia 2
Quanto aos outros concertos, tanto Sean Rilley & The Slowriders, como Legendary Tygerman deram excelentes concertos, nos seus estilos. A banda conimbricense deu um concerto muito mais rockeiro e poderoso do que na edição do Optimus Alive, senti-os com um som muito mais maduro e consistente, confirmando a sua enorme mais-valia : a sua musicalidade tradicionalmente americana está de tal forma vincada que até parece que nasceram por terras do Tio Sam.
O Tygerman deu um concerto à sua imagem: irreverente, e muito bem acompanhado. Rita Redshoes, Claudia Efe e Phoebe Killdeer, além de um baterista que veio directamente do público ( !!!), todos juntos deram um grande show. Finalmente, já vi Tygerman, um projecto que acompanho com muito interesse, desde o seu inicio devido ao meu grande fetiche musical, de nome " blues-rock".
Por fim, veio o Slimmy e foi o Menphis embora…duas canções bastaram para confirmar que a sua música não faz o meu género. Para o ano há mais.
29 de agosto de 2010
Noites Ritual - Dia 1
Continuam-se a repetir os mesmos erros, com a conjugação de dois palcos, os concertos são, invariavelmente, muito curtos, o que é pena. E porque não, as Noites Ritual se transformarem em duas noites com 3 ou 4 bandas no Palco Principal e depois, num desses dias, ou até Domingo, abrir espaço às bandas do palco secundário? É que isto de andar para cima e para baixo, com noites onde estiveram quase 20 mil pessoas acaba por ser cansativo e assim perdem-se concertos que até poderiam ser interessantes no palco secundário. Além da, já falada, curta duração dos concertos, assim alargava-se o tempo de actuação das bandas principais e toda a gente ganhava com isso.
Salto- Um registo interessante, uma mistura de Vampire Weekend-Rádio Macau-Sétima Legião, muito anos 80, um baixo-guitarra-sintetizadores, mas bem agradável. Um caso a seguir.
Tornados- Quiseram animar o público com o seu rock´n´roll anos 60, mas este não estava disposto a ser animado. Nunca vi um público tão menos participativo do que este. E o pior vinha a seguir. Quanto aos Tornados, deram um concerto com altos e baixos, às vezes, na parte dos slows, foi a pender para o aborrecido, mas quando aceleravam a sua música foi bom de se ouvir. Bem animados, são os convidados ideais para concertos que se queiram festivos.
Samuel Úria- Concerto curtíssimo, ficando a sensação de saber a muito pouco. Uma aparição tão fugaz, como intensa. É artista para ver num concerto “a sério”. Irónico, divertido e bem acompanhado, confirmou ser um dos nomes mais curiosos ao vivo. Permitem-me uma expressão futebolística: a jogar em casa deve dar excelentes espectáculos. Um concerto que cabia bem no palco principal.
Diabo na Cruz – O melhor da noite. Deram um grande concerto, mais num registo mais rock do que o esperado. Acho que o registo popular que é bem proeminente no álbum, ao vivo perde-se mais, ganhando mais uma galhardia rock,que também , valha a verdade, é apreciável. Pareceu-me, e isto não é uma crítica destrutiva, que os holofotes sobre o B Fachada, que é o maior deles todos, baixaram um bocadinho. No Sudoeste, onde vi o seu concerto via Facebook, ele, com a sua braguesa, brilhou mais, aqui foi mais discreto. E, o maior problema dos concertos de borla, público muito pouco participativo para quem deu um grande espectáculo. Mereciam uma grande recepção e não só na " Dona Ligeirinha".
Anaquim – Concerto excelente, animados, com muito público a quererem vê-los, outro concerto que caberia bem no palco principal. Desde o genérico da “Conversa da Treta”, com dedicatória especial a António Feio, à música da série Tom Sawyer, passando pelas mais conhecidas, a banda deu um concerto bem engraçado.
Oquestrada- O cansaço era muito, as dores no pé, lesionado, não facilitavam, a música não me atraia muito, deu para ver 15 minutos e ir embora.
26 de agosto de 2010
8 canções...das Noites Ritual
Diabo na Cruz -" Bom Tempo"
Anaquim - " Lusíadas"
Samuel Úria - "Teimoso"
Sean Riley & The Slowriders - " Talk Tonight"
Tiguana Bibles "- "Child of the Moon"
Oquestrada - " Eu e o meu País"
Legendary TygerMan - "No Way to Leave on a Sunday Night"
E porquê duas canções dos Diabo na Cruz ? Apenas porque são a banda que quero mais ver.
PS: Agora, todas as 6ºs feiras, uma playlist de 8 canções dedicado a um tema/grupo/género musical etc.
23 de agosto de 2010
" O Bom Inverno"
Saudades
De regresso a casa
Em Lisboa, a minha "estrela" (acredito que todos nós temos uma, é só conseguirmos fazer com que ela brilhe, ou que alguém a faça brilhar.) brilhou. Quebrados todos os receios, posto de parte todos os meus medos, a minha estadia na capital, embora envolta num manto de aborrecida solidão (não deu para rever nenhuns amigos e apenas conheci uma parte da cidade), e de algum cansaço, deu para mostrar que a apreensão com que estava no momento da partida, não tinha razão de existir e que tudo iria correr pelo melhor, o que, de facto, aconteceu.
Deu também para estreitar relações de amizade com outros colegas de trabalho, para aprender coisas novas, para me reencontrar comigo próprio e, sobretudo, para ganhar mais uma lição de vida: às vezes, quando temos medo de dar certos passos ou de enfrentar certas coisas, a única coisa que temos a fazer é sermos nós próprios e enfrentarmos de peito aberto as dificuldades.
E, por fim, quando tudo correr pelo melhor, manter a mesma atitude e humildade não deixando de ter os pés no chão. Agora, é só esperar para colher os frutos daquilo que semeei na última semana.
15 de agosto de 2010
Se já estive excitado por ir uma semana para Lisboa, rever alguns amigos que tenho por lá, aprender coisas novas, conhecer nova gente, conhecer melhor a cidade, etc e tal, também já estive com medo daquilo que me espera, um Departamento com pessoas “curiosas”, pessoas muito atentas ao que irei dizer, que me irão rodear, algumas hipocritamente.
Irei ser aquilo que, embora já me afligisse muito mais, me faz um bocadinho de confusão: o centro das atenções. Ou melhor, irei encontrar um caminho em que andarei sobre brasas e no qual terei de ter todo o cuidado, e mais algum, para não me queimar.
Provavelmente, estarei a ser pessimista sem razão para tal, ou talvez cuidadoso demais, irá tudo correr bem, mas, nestas coisas de trabalho, é preciso não dar o flanco da forma mais fácil, ainda para mais quando temos a chefia mesmo em cima de nós.
E depois dos conselhos do meu chefe, que por lá conviveu muitos anos, numa altura em que estava mais aliviado e mais positivo, fiquei mais…apreensivo. Agora estou numa fase do “vamos a ver no que isto vai dar”, a confiança no meu trabalho é inabalável, não tenho, nem nunca tive medo do trabalho, os conselhos foram absorvidos, todo o cuidado é pouco e venha muito trabalho e a 6ª feira o mais rápido possivel para vir apanhar o comboio de regresso.
Porque também estarei sem pc e sem net, o blog ficará esta semana em pausa, uma nova pausa para ganhar fôlego para uma mudança profunda que quero fazer por aqui e irei programar com o imenso tempo livre que terei para a semana (imenso...depois do trabalho, pois claro), espero que tenham uma boa semana e portem-se todos muito bem e não se esqueçam da sopa antes da comida e de lavar os dentes depois.
E como há sempre uma canção que me compreende sempre: aqui vai uma que, neste momento, tem tudo a ver comigo. “ I Just Don't Know What To Do With Myself “
9 de agosto de 2010
Pequena nota
7 de agosto de 2010
1 de agosto de 2010
Das coisas incompletas
Amo o incompleto, o suspenso, o atravessado, o interrompido. Os fins entristecem-me. Viver as coisas até ao fim é matá-las.
E trocá-las por outras novas é traí-las. Melhor trazê-las sempre, duvidosas e imprevisíveis mas ainda gotadas e presentes. " ( Miguel Esteves Cardoso in " Explicações de Português" )







