1 de agosto de 2013

The Bridge

Há alguma coisa de Roberto Bolaño em " The Bridge". Melhor, há muita coisa que existe em "The Brigde" que prolifera, e muito, nas obras de Bolaño. Para quem leu "2666" ( estou a tratar disso agora mesmo) sabe do que estou a falar. Juarez é uma cidade mexicana mundialmente famosa pelos seus inúmeros assassinos, principalmente de prostitutas. El Paso, é a cidade americana que lhe faz fronteira. Um serial-killer "actua" dos dois lados da fronteira deixando, no meio da ponte que as separa, um corpo desfeito em dois, que após investigação verifica-se que são afinal dois corpos, a parte de cima é de uma juíza americana, anti-imigração de mexicanos, e a parte de baixo de uma prostituta mexicana. A partir daí os dois detectives principais das duas cidades tomam conta do caso que, ao que parece, não tem fim e pode ter contornos diferentes de todos os assassínios. "Every body is connect" é o "lema" desta série que em 3 episódios deu para ver que existe argumento, belos momentos filmados e muita tensão. Vamos a ver o que o futuro nos aguarda.

30 de julho de 2013

Sixto Rodriguez - The Sugar Man

A história da vida Sixto Rodriguez, retratado no documentário (que ainda não vi) "Searching for a Sugar Man", poderia ser o retrato de muitos artistas, ou até de uma pessoa comum com a vida mais agitada. Primeiro veio a glória, com aquilo que tem de bom e de mau, depois o esquecimento ao ponto de terem pensado que se teria assassinado, e muitos anos depois o renascimento. É aquele tipo de músico, e de canções, que Tarantino não desdenharia revitalizar como ele tanto gosta. Esteve para vir ao Primavera Sound mas adiou, desgraçadamente digo eu, em virtude de já não ter idade para "tournées" de rock´n´roll ( justificação dele). Canções com um som nostálgico de um tempo nostálgico que sabe sempre bem ouvir.



28 de julho de 2013

O lado verde da vida: da horta que nasce

Três meses depois da terra ter sido remexida e as sementes terem sido lançadas por alguém que sabe, eis que agora tudo começa a florescer.
Numa primeira impressão calcula-se que vai haver abóboras, vagens, pepinos e feijão para dar e vender, e que o resto plantado, embora com algumas "intervenções" por parte da cadela Lady tenha deixado aquilo num estado duvidoso, parece que vai sobreviver e que irá nascer uma horta com muitas e boas coisas para a casa. A ver vamos, para já começo a entrar verdadeiramente ao serviço mantendo aquilo limpo e regando. Espero não estragar o trabalho de quem soube criar...o futuro o dirá .

27 de julho de 2013

1 ano depois

do primeiro dia do resto das nossas vidas e mantemos todos os sonhos, todos os planos de um futuro conjunto. Um ano depois tudo muda. Um ano depois também estamos mudados. E moldados um ao outro. Um ano depois o nosso amor está cada vez mais fortalecido e pronto para saltarmos todos os obstáculos que a vida nos coloca. Um ano depois e a vida tem-nos abençoado. Que tudo aquilo que vivemos de bom durante este ano não se perca e que todo o que se viveu de negativo seja uma lição e uma motivação para que consigamos transformar numa coisa positiva não repetindo os mesmos erros. Um ano depois de começarmos a viver juntos e o nosso maior desejo não terminou: que isto dure para sempre.

Recomeço

E a partir de hoje, este blog sofre um renascimento, ou recomeço. Com um novo conceito, agora desapareceram as etiquetas e, em sua substituição surgiram novas rubricas, como se fossem vários blogs dentro de um blog. Se carregarem em cima de uma etiqueta, agora rebaptizada como " Os blogs dentro do blog" ele apenas mostra os assuntos que estão etiquetados. E tudo isso porque deu-me saudades de ter um blog de futebol, outro sobre livros, outro de cinema, de televisão etc, portanto antes de criar blogs achei que seria interessante juntar tudo num, e criar as etiquetas como se fossem blogs. Existem muitos sites/blogs com esse conceito, portanto não estou a ser original,eles influenciaram-me para que eu reavivasse este blog que caminhava para o seu desaparecimento. 

Espero que gostem, pela minha parte as ideias fervilham, que o meu tempo livre me permita que essas ideias se consigam concretizar. Quanto ao outro blog que iria surgir acoplado, apenas está em acabamento, brevemente darei novidades. 

24 de julho de 2013

Dia 27

É o dia marcado para a reabertura do blog. O blog já está funcional e como eu o queria colocar mas falta o tempo para começar a escrever posts. Até lá.

11 de julho de 2013

Blog em obras e pausa

Quero, de uma vez por todas, recuperar este blog que está a definhar, por isso nada melhor do que rever toda uma estrutura que me estava a saturar. É verdade que já não tenho pachorra/tempo/assunto para posts longos, e embora os posts mais longos também apareçam, irei "transformar" neste blog como um, verdadeiro, diário sem qualquer preconceito de assuntos. Por isso, mais ou menos, até ao fim desta semana o template irá sofrer alterações até que seja dado o "tiro de partida" para mais uma nova fase deste blog. E, acoplado com esta mudança, um novo blog irá surgir...

3 de julho de 2013

" Os detectives selvagens" Roberto Bolaño

Intenso,duro,cruel, denso, brilhante. De Roberto Bolaño só tinha lido, e apreciado, duas obras, com " Os Detectives Selvagens" fui conquistado, de vez, pelo seu valor literário.

A obra versa sobre dois poetas fundadores do "real viscelarismo", Arturo Belano e Ulisses Lima, e dividido em 3 partes: dois diários e um conjunto de "entrevistas/estórias" de dezenas de personagens cujas vidas se entrecruzaram com as das duas personagens principais. 

Um livro que necessita tempo, paciência e alguma luta por parte do leitor, chegando ao final em knock-out perante toda o genialidade que está nas suas, mais de, 600 páginas. 

2 de julho de 2013

San Sebastian

À primeira vista, San Sebastian parece feia,porca e má. Logo como cartão de visita, para quem vem de comboio, tem-se uma estação de comboios feia e bastante suja e depois o motorista de autocarro foi bastante antipático. 

 No entanto, e depois de um curto passeio verificamos que não é assim: a cidade basca está repleta de imensos,vistosos, limpos e bastante bonitos jardins onde se pode namorar/dormir/ler/ver as vistas/passear, etc.

É uma cidade propicia e bastante convidativa a longas e relaxantes caminhadas e/ou passeios de bicicleta o que parece ser aproveitado pela população local.Além isso temos praias bonitas e um porto muito característico. 

Depois temos aquele orgulho nacionalista basco com a cidade a pulsar um enorme fervor e orgulho pelo 4º lugar do Real Sociedade, e consequente apuramento para a pré-eliminatória da Champions League, com bandeiras, camisolas azuis e brancas por todo o lado.

 Apesar de não ter conhecido a tão famosa, e elitista, gastronomia, San Sebastian aconselha-se para uma escapadinha de 4/5 dias e conhecer um sitio bonito, de forma descontraída.

25 de junho de 2013

Próximo destino

Donostia-San Sebastian. Vai ser uma fugida rápida de 3 dias. Deve dar para passear e conhecer um pouquinho que seja uma cidade diferente e mudar de ambiente. Até Julho.

24 de junho de 2013

O disco do Verão *





* - ou de uma coisa a que chamaremos de Verão mas que nada vai ter a haver com aquilo que pensamos ser Verão.

21 de junho de 2013

James Gandolfini (1961-2013)

Quem acompanha este blog sabe o quanto eu venerei/venero a série " The Sopranos".  James Gandolfini morreu e com isso perdemos a esperança de um dia voltarmos a ver o grande Tony Soprano, e seus camaradas, nos ecrãs. Nestas alturas, em que perdemos um ídolo, as palavras faltam sempre. Rest in Peace, James.

7 de junho de 2013

Blur no Primavera Sound

Facto: os Blur têm grandes canções. Outro facto: algumas delas são das melhores e das mais bonitas canções pop feitas por uma banda. Assim de repente " Under the Westway" ( para mim, o melhor momento do concerto), " The Universal", "Tender", " Bettlebum", confirmam este facto. Último facto: todos os vídeos/álbuns ao vivo dos Blur editados criam umas enormes expectativas de tão grandiosos e épicos que são. Um espectador que se prepare para um concerto, vendo/ouvindo-os fica com enorme expectativa que vai assistir ao melhor concerto da sua vida, que vai ter um público que canta a plenos pulmões a " Tender" durante 10 minutos, que vai-se emocionar com o tom épico da " The Universal", que vai saltar com a " Country House", mas quando sai do concerto fica a sensação que sabe a pouco.

Os Blur foram grandes quando poderiam ter sido grandiosos, foram eufóricos quando poderiam ter sido inesquecíveis, podendo ter sido aquilo que quase foram: a melhor banda do Festival ( se o Nick Cave não tivesse tido arrasado no dia anterior).

Começaram frios, sem qualquer empatia com o público, parecendo mais que estavam a "debitar" as suas canções, algumas delas com uma interpretação algo indesejável, como " Coffee & TV" e com alguns defeitos de som, por exemplo o coro gospel não se ouvia, mas a pouco e pouco foram-se soltando e lá conseguiram conquistar e serem conquistados acabando por dar um concerto muito bom, mostrando as suas mais-valias.

Fica o desejo de os ver novamente, mas fica a satisfação de ter realizado um sonho: vê-los ao vivo.

6 de junho de 2013

Nick Cave no Primavera Sound

Deveria ser obrigatório ver Nick Cave ao vivo uma vez na vida. Ver a sua figura elegante e esguia, o seu estilo meio homem da má vida meio quarentão sedutor, a sua verve no palco que impressiona e que abala, as faíscas que transbordam do seu corpo na interpretação das suas músicas, e depois há o essencial em tudo isto e que nos leva a embarcar na aventura que é ver os seus concertos : as suas grandes e épicas canções. 


Foi um concerto curto, para aquilo que se esperava, o que o australiano apresentou na primeira noite do Primavera Sound, com a particularidade de ter um alinhamento onde cantou muitos mais clássicos do que canções do seu último, e grandioso, álbum " Push the Sky Away", pecando pela ausência da " Marmaids" do seu novo trabalho ou de clássicos como " Into My Arms" ou " The Ship Song", entre mutas outras, mas foi, de longe, o melhor concerto e a melhor perfomance que passou pelo Festival. 

Não é o mesmo pregador que vi em tempos, agora é um cantor que parece dizer "amem-me", sempre com energia no alto e provocador com uma banda da melhor casta que parece melhorar com o tempo, à boa moda de um bom Vinho do Porto, com Warren Ellis sempre em grande. Numa coisa não se perdeu com o tempo, antes pelo contrário, parece ainda ter sido engrandecido: todos os concertos de Nick Cave são para recordar e dá vontade de revirar, pela enésima vez, toda a sua brilhante discografia ficando com apetites para novos encontros.

28 de maio de 2013



"O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso da natureza. Socalcos que são passadas de homens titânicos a subir as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor, pintor ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis da visão. Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a reflectir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta." - Miguel Torga in "Diário XII"

Samuel Úria - 16/05/2013-Sala 2 da Casa da Música

Seguidor da religião do rock´n´roll abençoado pela Santa Trindade Dylan-Cash-Cohen, Samuel Úria, baptista de nascimento, que lançou este ano um dos melhores álbuns nacionais, titulado " O grande medo do pequeno mundo", conseguiu encher a Sala 2 da Casa da Música e encantar um público, tímido é certo, mas bastante interessado e admirador da sua obra.

Acompanhado por uma numerosa banda, que se destacavam alguns elementos dos Pontos Negros e a violinista e voz de apoio, e que voz, de Miriam Martins, Samuel Úria demonstrou uma presença no palco com carisma, estilo, piadas certeiras, interpretando as canções dos seus dois álbuns de forma irrepreensível à boa moda de um crooner sedutor, divertido e encantador.

Além da interpretação das suas obras, foram verdadeiros momentos de cumplicidade aqueles que Úria criou com os seus convidados, com Márcia  cantou a belíssima " Eu seguro" e " A sentimental sentimento são", e com Miguel Araújo Jorge e António Zambujo interpretou uma das  melhores canções de sempre da sua carreira, a arrepiante " Triunvirato". 

Os sorrisos e o ar de satisfação de quem assistiu no final do concerto não enganou ninguém: o concerto foi uma festa. Venham mais concertos destes.

20 de maio de 2013

Rest in Peace, Mr. Manzarek



O autor de umas das melhores "malhas" de órgão de todos os tempos deixou o mundo dos vivos. Mas estará sempre eternamente nos nossos corações. Rest n Peace, Mr. Manzarek.

Conquistas TRIdimensionais





 "O momento mais doce para mim é o último minuto de uma vitória. Depois disso, tudo se dissipa. A memória desaparece em meia hora. É como uma droga. Preciso de reiniciar tudo para voltar a sentir esse último minuto quando se grita ao árbitro: "Sopra o raio do apito" Alex Ferguson

Foram três belas conquistas portistas neste fim de semana desportivo.O destino deste clube é apenas um : vencer.  Ser campeão. Revisitar momentos de alegria como os vividos nestas últimas semanas. Partilhar sorrisos, lágrimas de felicidade, enrouquecer vozes, erguer os braços, gritar bem alto o nome do clube. Foi maravilhoso, agora já se começa a trabalhar para a conquista do Tetra, do Bi, ou do BiTri porque, como diz o Ferguson, vivemos para aquele doce minuto: o minuto em que gritámos alto: CAMPEÕES, NÓS SOMOS CAMPEÕES.

15 de maio de 2013

Planos para 5ª feira à noite



Ver o baladeiro Samuel Úria ao vivo na Sala 2 da Casa da Música.

13 de maio de 2013

Por vezes perco tempo a apreciar nas fotografias de futebol a expressão dos rostos dos adeptos tentando adivinhar naquilo que estariam a pensar e na alegria que estariam a sentir, recordando momentos vividos tentando entrar na pele deles.

De todas as fotografias da grande vitória do meu FCPorto que humilde e pacientemente esperou pelo momento certo para acabar com a bazófia e arrogância benfiquista, esta fotografia de João Moutinho agarrado a um adepto desconhecido que, no meio de uma euforia desmedida, entrou no relvado, é aquela que mais me fascina.

Muito mais do que ver Jorge Jesus, o espelho da bazófia, de joelhos enquanto o roupeiro do FCPorto lhe faz um manguito, e eu teria feito outros gestos piores, ou ter visto Vítor Pereira correr como se tivesse na reta final de uma maratona olímpica, e a mim também me apeteceu correr tanto naquele momento, esta fotografia demonstra o quanto um abraço entre dois desconhecidos, entre o que pagou para estar ali com o que lhe pagam para que ele esteja ali, entre o portista desde pequenino com o que aprendeu a ser portista, reflecte toda uma alegria imensa e toda a magia de um momento tão maravilhoso e tão único que é quase impossível  descrever a alegria vivida. Reflecte também a união e a mística tão especial entre a equipa e os adeptos. Foi linda a vitória, agora é cerrar fileiras e todos juntos chegaremos ao tão almejado Tri. Somos Porto.

8 de maio de 2013

O lado verde da vida: nota mental

Não plantar árvores de menor tamanho do que os cães. A figueira já foi arrancada pela raiz pelo Juary :-) Agora fiquei com um buraco e espaço para plantar uma outra árvore. 

5 de maio de 2013

" O Corpo Humano " de Paolo Giordano

Após o maravilhoso primeiro livro, " A solidão dos números primos", Paolo Giordano após um grande sucesso internacional e com uma enorme recepção positiva pela critica e pelos leitores, ao ponto de ter dado origem a um filme, lançou a tão difícil segunda obra, ficando o leitor com expectativas muito altas para aquilo que irá encontrar na sua leitura.

" O Corpo Humano" vem no seguimento de uma visita/reportagem que o escritor fez ao pelotão italiano presente no Afeganistão, e que transpôs para o seu livro, sem que seja reportagem mas sim numa espécie de diálogo das personagens com elas próprias.

Dividido em 3 partes, a primeira parte funciona como uma introdução do lugar e das personagens, na segunda parte é retratado vários acontecimentos mas um em especial que irá marcar a história sendo o ponto central de todo o livro, cabendo à terceira parte um epílogo de como esse acontecimento mudou a vida de todos aqueles jovens.

Embora não sendo um livro que mexa tanto com as emoções do leitor como na primeira obra, " O Corpo Humano" é uma obra bem escrita, com frases bem construídas e que convida ao leitor "entrar"  para o meio do pelotão, tendo como grande mensagem a prova de que aquilo que mais atormenta um homem não é ser, apenas e só, um peão numa guerra sem razão, mas também, e principalmente, a sua  "guerra" interior que reside dentro de cada um, com as suas dúvidas, sendo muito mais difícil de vencer do que todas as outras.

4 de maio de 2013

O lado verde da vida: a mensagem de Sebastião Salgado




16:54 minutos de uma palestra do grande fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado com uma mensagem verde, emocionante e uma lição de vida da qual poderemos sempre retirar coisas boas para a nossa vida. A ver para aprender e imitar. Tocante como é tocante todo o seu trabalho.

2 de maio de 2013

O lado verde da vida: do quintal que nasce

Embora tenha algumas raízes familiares ligadas à aldeia, sempre fui um " menino da cidade", por isso nunca fui habituado a mexer na terra, plantar coisas, trabalhar com enxada, etc, mas confesso que sempre tive o desejo de um dia, se tivesse possibilidade, aprender e ter um quintalzinho para me entreter nas horas vagas. Além do mais sempre tive um pequeno fascínio pela aldeia, não só pelas suas gentes, mas também pelo seu modo de trabalhar as terras/vinhas, sempre achei as vindimas uma das coisas mais fantásticas e mais poéticas,   sempre me fascinei com a arte que se tem para poder moldar aquilo que a natureza nos oferece e de quanto o Homem pode rentabilizar aquilo que ela nos pode dar. 

Embora um pouco desajeitado, como o normal em mim, aos poucos estamos a começar a construir um quintal que nos vai possibilitar termos as nossas coisas plantadas, embora ainda não esteja ainda decidido o que dali irá sair.

Numa primeira fase, apenas me cabe ter em atenção três coisas: basicamente tapar os buracos que os cães fazem, limpar as suas necessidades ( felizmente agora deixaram de fazer em qualquer lado, para fazer na terra, o que é bom) e impedir que eles estraguem as primeiras plantações que foram feitas. Já estão plantadas árvores que, num dia ainda distante, irão dar ameixas, cerejas, figos e pêras, além do limoeiro e da laranjeira que já estão plantadas já à muito tempo.

O trabalho duro, propriamente dito, está a ser feito por quem percebe melhor e por quem trabalha mais competentemente, eu só vou espreitando, curioso, como se faz tentando aprender alguma coisa. E esperar que o o tempo traga boas coisas daqui. 

1 de maio de 2013

19 anos depois



e a tristeza não cessa e as saudades são grandes. 19 de Maio de 1994, o dia em todos fomos brasileiros e todos choramos por Senna.

26 de abril de 2013

Não sei se posso considerá-la como um meu "guilty pleasure" mas, confesso, gosto de Lana Del Rey e das suas canções épicas que acho serem autênticos rebuçados da música pop. Quanto mais ouvimos mais queremos ouvir. Além de ter um feeling que deverá ser um grande filme, " The Great Gatsby", por aquilo que tem sido dado a conhecer, deverá ter uma grande banda sonora. E não será apenas pela grandiosa versão que o mestre Jack White fez para a canção dos U2, " Love is Blindness", a menina-mulher Lana também deu a conhecer um original seu, com o título " Young and Beautiful" e descobrimos outra pérola pop que poderá a ser revisitada vezes sem conta pelas rádios, e por todos nós também, neste Verão.





25 de abril de 2013



«O Futuro«  por
José Carlos Ary dos Santos
 Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente
Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente

Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai."

25 DE ABRIL SEMPRE SEMPRE SEMPRE SEMPRE SEMPRE SEMPRE


23 de abril de 2013

Do Dia Mundial do Livro

Os Meus Livros

"Os meus livros (que não sabem que existo) 
 São uma parte de mim,
 como este rosto 
 De têmporas e olhos já cinzentos
 Que em vão
 vou procurando nos espelhos 
 E que percorro com a minha mão côncava.
 Não sem alguma lógica amargura
 Entendo que as palavras essenciais, 
 As que me exprimem, 
estarão nessas folhas 
 Que não sabem quem sou,
 não nas que escrevo. 
 Mais vale assim. 
As vozes desses mortos
 Dir-me-ão para sempre."   Jorge Luis Borges, in "A Rosa Profunda"

22 de abril de 2013

Nos próximos 5 dias

Ver filmes atrasados, ouvir alguma música, aproveitar o sol, namorar, é claro, desfazer rotinas mas, sobretudo, ler e escrever um pouco, colocando o blog a funcionar normalmente, é o que pretendo fazer nos próximos dias. Em resumo, aproveitar todos os momentos de umas mini-férias que me vai saber a férias grandes.

14 de abril de 2013

Dos passos atrás do FCP

De passos atrás em passos atrás, assim vai a época do FCPorto. Tudo começa pelo mau planeamento de um plantel em que, numa época, vê perdidos, por cisma, jogadores que ainda poderiam dar jeito nesta época, casos de Fucile, Sapunaru, Belluschi, Marc Janko e até Rolando. Depois em Dezembro, a contratação vergonhosa de Liedson cuja capacidade física está comprovada, e pelo próprio, é paupérrima. Um plantel com poucas e boas soluções não tendo um banco à altura. Por fim, várias e decisões técnicas do treinador que levou a um saturamento da sua imagem.

É verdade que a Taça da Liga não é um troféu que satisfaça as pretensões portistas,assim como o campeonato ainda não está perdido, mas a eliminação da Champions frente ao Málaga foi o ponto mais negativo e marcante para o resto desta temporada. Tudo o que faça até ao fim da época, mesmo que seja campeão, terá sempre um travo amargo porque nada se fez para ser feliz. E quando assim é, resta olhar para o céu à espera que o sucesso caía em cima dos braços. E duas épocas seguidas é mais difícil isso acontecer...

11 de abril de 2013

Das coisas boas que estão para vir ( II )


Sai amanhã e com a particularidade de ter uma sinopse mais interessante do que o do Ricardo Menéndez Salmón. Em contraponto o outro tem uma capa bem melhor.

10 de abril de 2013

Das coisas boas que estão para vir

Este é já para a semana que sai






















este parece que em Junho sairá a edição portuguesa

9 de abril de 2013

Da alma nova do FCP

Depois do jogo fiquei a acreditar mais do que acreditava antes. É verdade que faltou muita coisa, mas das vezes que tem faltado muita coisa esta vitória foi vista e sentida como um renascer de esperança. Não foi brilhante, nada disso, mas foi muito saboroso. Ainda estamos longe, ainda não dependemos de nós, mas no acreditar que ainda podemos lá chegar estamos mais perto. E isso pode fazer diferença. 

7 de abril de 2013

Da falta da actualização do blog

A falta de tempo não pode ser desculpa para tudo. Nem a falta de assunto. Neste momento, acaba por ser a falta de vontade para escrever. Alinhar as três coisas, tempo, assunto e vontade, é o meu próximo objectivo. E, acreditem, já faltou mais. Quando isso acontecer o blog irá ser actualizado a ritmo normal. Até lá...não me percam de vista ;)

27 de março de 2013

A brit-pop já não é o que era *

Ver Damon Albarn a cantar juntamente com Noel Gallagher era impensável. Ver Noel a cantar uma canção dos Blur impensável era. Ver Paul Weller e Graham Coxon no meio dos dois nunca foi impensável mas sim improvável. Contudo, tudo isto aconteceu. E viveu-se um momento feliz. 

* - Título alternativo: Os anos 90 já não são o que eram.

26 de março de 2013

" O Ano Sabático"- João Tordo

Uma das questões mais intrigantes que a Humanidade possui é se existirá algum duplo nosso por esse Mundo fora que não conhecemos ? Se num outro ponto do planeta existirá alguém que tenha semelhanças nossas ao ponto de se confundir fisicamente e de parecer completar os nossos pensamentos e actos. 

É sobre esta pergunta que João Tordo procura responder no seu último romance, " O Ano Sabático". Neste livro encontramos Hugo, um músico frustrado, alcoólico, que vive solitariamente em Montreal e que decide tirar um ano sem trabalhar, visitando a sua família em Lisboa,  fugindo de todos os problemas que criou por terras do Canadá.

Aquando da sua visita, Hugo, que se instala na casa da sua irmã gémea, vai com uma amiga  da sua irmã ao Coliseu ver um espectáculo de um músico de renome no jazz português, Luis Stockman, ficando surpreendido quando este toca uma canção cuja melodia já o anda a dar voltas à cabeça durante muito tempo. Hugo mostra-se obcecado com esta descoberta, e tenta descobrir o porquê desse acontecimento. A sua obsessão leva a um labirinto que, se adivinha, o irá levar a uma saída trágica.

Na segunda parte do livro, conhecemos o ponto de vista de um amigo de Stockman que nos  mostra o outro lado da história com revelações curiosas e que completa o puzzle construído na primeira parte.

O escritor português mostra, mais uma vez, a sua qualidade narrativa, a sua escrita envolvente e que embala o leitor para momentos agradáveis aquando da sua leitura. Com este livro, João Tordo  reforça o lugar de um dos escritores portugueses que mais aprecio ler. 



20 de março de 2013

Desabafo sobre o (mau) momento do FCP e como ele é tratado na blogosfera

São estes momentos em que mais sinto saudades de ter um blog sobre o FCP. Mas, por outro lado, são estes momentos em que mais fico descansado por ter terminado a minha "intervenção" ( por muito minima que tenha sido) na blogosfera portista. 

Ou seja, estas são as alturas em que mais fascina escrever e dar opinião sobre um assunto, por outro lado são estas as alturas em que mais aparecem as teorias mais mirabolantes e as soluções mais inacreditáveis e cujo debate que se gera(va) perdi a paciência há algum tempo e ficou-me para muito tempo.

Já me questionei várias vezes se voltarei ou não um dia ter um blog do FCP a tempo inteiro, a resposta é sempre a mesma " não". Apesar de ter adorado essa "experiência".  E de ter ficado o "bichinho". Provavelmente, aqui mesmo irei começar a falar mais um bocadinho do que tenho falado. 

Mas, irá existir uma altura da vida do clube que, caso a minha vida proporcione a isso, irei construir um blog, temporário é certo mas que quero que deixe a minha "contribuição" pelo momento que será o mais importante da vida do meu clube. Quando ? Não é difícil adivinhar. Haja tempo naquela altura para me dedicar "a sério". Mas isso será para,espero, daqui a muitos anos, embora eu tenha um feeling que esteja mesmo para breve.

Quanto ao momento do FCP: a única solução que vejo é continuar a acreditar e esperar que tudo melhore porque, neste momento, o título está mais longe mas ainda não é uma miragem. 


11 de março de 2013

Hoje é dia de Bowie




e nada mais interessa.

6 de março de 2013

Aquilo que mais me doí de tudo o que este governo me fez, foi apenas e só, ter vergonha de ser português e pensar, muitas e muitas vezes, em fugir para bem longe enquanto ele continuar a governar. E isso é algo que nunca perdoarei a esta gente rasca, cruel, corrupta, que nos governa. 

26 de fevereiro de 2013

" O Seminarista" - Rubem Fonseca

Rubem Fonseca é dos escritores brasileiros mais conceituados do momento. Premiado com o Prémio Camões, em 2003, o prémio mais importante da língua portuguesa, e dono de uma fama de eremita que só vive da e para a escrita, o contista brasileiro consegue divertir o leitor, em virtude da sua escrita clara e objectiva sem subterfúgios, ao mesmo tempo consegue criar personagens cultas, sem estas serem elitistas.

" O Seminarista" é dos livros, dentro do género policial, mais divertido e mais viciantes que já li, com uma escrita cinematográfica convida o leitor ler de forma rápida tal é a ânsia e o prazer que ele retira da sua leitura.

 Um assassino profissional, que primeiro conhecemos como Especialista, e depois que decide se chamar José, está um pouco farto da vida que tem, e por isso decide-se reformar para se dedicar à sua imensa paixão pelos livros, música, bom vinho e gozar tudo daquilo que a vida tem de bom.

Só que é atirado, sem nada fazer para isso, para o o meio de uma trama um pouco non sense, o que lhe dá para, na parte final, repensar a sua vida.

Depois de ter lido, e ter apreciado, alguns contos, com este livro, Rubem Fonseca conquistou-me, agora resta-me continuar a ler a sua imensa obra.

25 de fevereiro de 2013

Dos Óscars

Que eu me lembre, esta edição dos Óscars foi daquelas em que vi mais nomeados para melhor filme. À excepção de " Amor" e de ainda não ter terminado " As Bestas do Sul Selvagem" vi todos os outros filmes candidatos à estatueta mais desejada.

Fazendo um balanço daquilo que vi e o que foi premiado, diria que " Argo" é, de facto, o melhor filme de todos, as interpretações, a maneira como é contada a história, o argumento, apesar de estar um pouco fartinho de filmes da CIA o filme de Ben Affleck foi mesmo aquele que mais me agradou. Aliás, acho que Ben Affleck pode ser um caso sério na realização, já que também gostei bastante do seu primeiro filme " A Cidade".

Quanto ao melhor realizador, estava a torcer pelo Tarantino ou pelo Spielberg, mas ganhou Ang Lee. " A vida de Pi" é  de uma enorme contradição, um filme onde tem tanta água e é uma grande seca...

Na categoria dos actores, Daniel Day-Lewis confirma-se que é um dos melhores actores de sempre, apesar de "Lincoln" me ter desiludido um bocadinho, a sua interpretação é enorme, como sempre. Na categoria de melhor actor secundário, ainda pensei que a Academia premiasse a grande interpretação de Tommy Lee Jones, em " Lincoln", mas ganhou Waltz e eu gostei na mesma. Dois filmes de Tarantino em que Waltz entra, dois Óscars. Dupla de classe, tipo Lucho Gonzalez-João Moutinho no meio campo do FCP.

Na categoria das actrizes, não gostei lá muito do filme " Uma guia para um final feliz", estava a torcer pela actriz do " 00:30 A hora negra" ( também um grande filme/documentário), mas até aceito a vitória. Na categoria secundária, de facto, a Hathaway esteve brilhante nos " Os Miseráveis". 

Quanto ao resto, relativamente aos melhores argumentos fiquei feliz pela vitória do Tarantino ( melhor argumento original) e do Affleck ( melhor argumento adaptado), e de facto, a insuportável, Adele conseguiu cantar a melhor canção original de todas as nomeadas.

Agora, é tempo de ver resumos da cerimonia, ver os discursos, a abertura, e os vestidos das senhoras. Quanto a isso, eu não vi mas quase que aposto que a Scarlett Johansson estava espectacular. E a actriz do " 00:30 A hora negra" também deveria estar, vá. 

ps: AH..Esqueci-me da categoria do melhor filme de animação. Até estava planeado eu ter visto todos os filmes antes da cerimonia, mas não deu. Ganhou o " Brave".Se bem que existia também o " Frankewinnie" do Tim Burton. Eu já gostava de ter o ido ver ao cinema, mas não consegui. Agora, é que não falha.

24 de fevereiro de 2013



Tenho-me como um distraído mas com memória fina e atenta. Quando me lembro de coisas que me marcaram, sejam elas positivas sejam negativas, lembro-me até de pormenores ínfimos que podem surpreender as pessoas. Lembro-me das roupas, dos locais, do tempo, do dia da semana, das horas e só não me lembro da cotação do euro face ao dólar porque não é uma coisa que me preocupe.

Por isso, lembro-me de tudo, de como comecei a ser mais feliz, a sentir-me completo, de  sorrir mais abertamente, naquele inicio de tarde de Verão, quarta-feira, precisamente às 12 horas e 37 minutos, de como estava calor, da manhã ansiosa, dos passos inquietos em direcção ao local combinado, de como imaginei aquele momento de todas as maneiras e feitos e de como ele aconteceu sem que o tivesse imagino como tal, da roupa dela, da minha roupa, dos passos dela, de como a esperava parado naquele sitio que sempre a espero todos os dias, do meu nervoso miudinho de criança que esperava pelo seu primeiro beijo, do que comemos depois, dos lugares onde imaginamos pela primeira vez o nosso futuro, do banco em que víamos o Douro sempre lindo e os animais a passearem entre os nossos pés, de como cheguei atrasado ao emprego e de como não queria ir trabalhar só para estarmos juntos, daquele fim de tarde juntinhos, do filme em que vimos pela primeira vez de mãos dadas e de como custou-nos, mais do que nunca, a despedida.

Hoje passam 18 meses desse momento, do inicio dessa propriedade magnética entre duas pessoas a que chamamos de amor, a memória do que se passou ainda está fresca, a chama do amor e da paixão ainda se mantêm quente. Brindemos então. Venham não mais 18 meses, nem 18 anos desse amor. Venham apenas mais 6 vidas. Já ficaria feliz pela eternidade fora.


*- fotografia Instagram  do livro de Casimiro de Brito de nome " Imitação do Prazer "


19 de fevereiro de 2013

17 de fevereiro de 2013

Michael Jordan, o 23 que faz 50

Num tempo conturbado para o desporto, devido aos sucessivos escândalos de heróis que mostram ter pés de barro, nunca é demais recordar aquele que foi para mim o melhor, e mais completo, desportista de todos os tempos: Michael Jordan.

É com saudades que recordo aquelas tardes de sábado, em plenos anos 90, em que parávamos em frente à TV para vibrar com aquela equipa maravilhosa dos Chicago Bulls, liderados pela imensa classe de Jordan, coadjuvado por grandes basquetebolistas. E que  tardes mágicas de basquetebol, com comentários fantásticos do Carlos Barroca, que assistimos.

Guardo no cantinho como um dos meus grandes heróis desportistas, e hoje, o dia em que Jordan completa 50 anos nunca é demais evocar as saudades de uns tempos que já não voltam. 

14 de fevereiro de 2013

Do dia de hoje

Que este dia continue a ser, para nós, todos os dias. Mas que um dia eu possa saber transmitir por palavras aquilo que sinto por ti. Até lá, vou roubando as palavras dos outros. 


Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza

De dádivas encheram o outono. ( Pablo Neruda )

13 de fevereiro de 2013

Do Dia Mundial da Rádio


Quem me conhece sabe que a minha profissão de sonho era  ser locutor de rádio, quero dizer ainda é porque acho que os sonhos não se devem abandonar assim de repente, quem sabe um dia... Já lá vai o tempo em que gravava os relatos do FCP para estar toda a semana a relatar, ou que ficava até altas horas da noite a descobrir novas bandas nos programas da noite.Agora, no tempo dos podcasts e na falta de tempo para parar um bocadinho para ouvir os programas favoritos, a rádio funciona mais como companhia no trabalho de dia ( apesar da estação não ser, de longe, a minha favorita) quando vou de carro, e para ouvir o relato do jogo mesmo que o esteja a ver ao vivo. E os podcasts ajudam um bocadinho a passar o tempo enquanto vou pela rua. Além do mais, o "objecto" rádio é das coisas mais fascinantes, e alguns deles maravilhosamente bonitos, que existe. Por isso, hoje, estamos em festa por ser o Dia Mundial da Rádio. Viva a rádio.

12 de fevereiro de 2013

"Retrograde" - James Blake




Há aqui uma "evolução na continuidade" depois do sua brilhante primeira obra. Há a beleza e aquela sensação de suspense sempre prontos a sermos surpreendidos. James Blake vai lançar um novo álbum brevemente e em Maio iremos vê-lo no Primavera Sound Festival. "Retrogade" é o seu primeiro avanço. E começa maravilhosamente bem.

4 de fevereiro de 2013

"Don´t be a stranger" Mark Eitzel

Há neste novo registo musical de Mark Eitzel uma enorme contenção em todos os elementos que o compõem: desde uma, e porque não assumir, fragilidade na voz, às cordas delicadas e à bateria sincopada, até no ritmo melancólico e certeiro que o piano transmite.

Depois de problemas de saúde o antigo trovador indie-folk torna-se num crooner folk, por vezes até fazendo lembrar Perry Blake,  editando um álbum  em que as melodias tristes e melancólicas imperam, transmitindo uma enorme beleza nas suas composições..

Costumo dizer que existem álbuns perfeitos para andarmos de carro à noite sozinho para que tomemos a devida atenção ao seu valor. Este é um deles. 



31 de janeiro de 2013

29 de janeiro de 2013

" Life" - Keith Richards


" Durante muitos anos, dormi em média duas vezes por semana. Isso quer dizer que fiquei acordado pelo menos o equivalente a três vidas. " ( inicio do capítulo dois )

“ Life” é a biografia do grande guitarrista Keith Richards, escrita pela mão do próprio, mais parecendo um documentário escrito da(s) sua(s) vida(s), contando-a(s) de forma descomplexada e sem segredos, cruzando até com pequenos depoimentos de amigos.

São vidas recheadas de aventuras, algum sexo, muito rock´n´roll e imensas drogas que o guitarrista vive(u), uma, ou várias como ele diz, vida fascinante, mas ao mesmo tempo perigosa, uma vida que influencia outras vidas, um modo de vida da qual o tempo vai dando lições para o seu futuro.

Keith Richards não se esconde e fala sobre tudo, da paixão pela música em geral, e pelos blues em particular, da relação de irmãos com Mick Jagger ( com algumas criticas que, segundo se diz, poderia ter posto em causa a continuidade dos The Rolling Stones), das relações com as mulheres e filhos, das outras deambulações musicais, do relacionamento com o resto da banda, entre outras coisas curiosas.

Uma verdadeira bíblia para entender esta grande personagem do mundo do rock´n´roll .

27 de janeiro de 2013

Django




Depois do maravilhoso " Sacanas sem lei", eis que Tarantino leva-nos até ao tempo da escravatura, homenageando o cinema, como sempre faz nas suas películas. Desta vez, o realizador norte-americano homenageia o western, contando a história de Django, um escravo libertado por Dr. King Schultz ( mais uma vez, grandiosa interpretação de Christoph Waltz ), porque era o único que conhecia uns irmãos muito procurados pela justiça e do qual o dentista transformado em caçador de recompensas estava muito interessado dado que a quantia pela sua captura era alta.

Juntos conseguem finalizar com êxito a missão, tendo Dr. King conseguido aliciar Django (Jamie Foxx) para formarem uma equipa. Mas Django tem uma missão maior do que todas, a de resgatar a sua mulher, escrava de Calvin Candie (uma interpretação fabulosa de Leonardo Di Caprio) e é essa a sua obsessão que iria guiar a sua vida.

Mais uma vez, Tarantino mostra-nos do que é feito o seu cinema, sendo que para mim, "Django" é das melhores obras de sempre do realizador, a parte em que ele goza com o Ku Klux Klan é das partes mais non-sense e mais divertidas de todos os seus filmes, ou quando vemos as sombras na parede de Django e sua mulher beijando-se, aí sente-se que a homenagem é conseguida. Quanto à violência e ao sangue, nada demais para quem está habituado a ver os seus filmes, e mais uma vez afirmo ser uma questão de hipocrisia quando tanto discutimos filmes de ficção quando vemos momentos tanto ou mais violentos na televisão, principalmente em noticiários. 

Grande Tarantino. A ver.


24 de janeiro de 2013

"...a memória sofre distorções incompreensíveis mesmo para aqueles que se consideram sãos ( como eu me julgava então) e que essas distorções reforçam apenas o sentimento de que a vida é uma ficção escrita diariamente na qual tudo se torce e retorce de acordo com a vontade de alguém. Alguém que não somos nós ; que não podemos ser nós. Se o homem busca a verdade e no interior do homem habita a verdade, então no interior do homem existe também uma cortina que a oculta" in " A Cidade Líquida" conto de João Tordo, que pode ser descarregado aqui.

23 de janeiro de 2013

Jubilee Street

O mestre Nick Cave anda a apresentar o álbum em duodécimos . " Jubilee Street" é, para mim, uma das canções mais elegantes e bonitas do mestre. O álbum promete. 

17 de janeiro de 2013

" Os Miseráveís "

Demasiado longo para poucos momentos belos. Demasiado longo para muitos bocejos. Demasiado sentimentalista para poucos momentos arrepiantes. Demasiado esforçado e irritante ouvir Russel Crowe tentar cantar. Ironia: foi o filme onde se ouviu mais gente a fungar. Bons momentos: a canção de abertura ( parecia que a qualquer momento iria entrar Tom Waits) e alguns momentos da Anne Hathaway e Hugh Jackman. O melhor do filme: a dupla Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter. Mas tudo é demasiado...pouco.

16 de janeiro de 2013

Armstrong: o homem que venceu a ciência


Mais do que a queda de uma lenda viva ( Lance Armstrong) e de um mito ( a de nunca se dopou obtendo sempre vitórias limpas) a, possível, declaração do ciclista norte-americano à Oprah foi como uma facada enorme na imensa multidão ( eu incluído) que acreditava na sua inocência.Esperemos pela entrevista, apesar de todo os actos nobres em prol do próximo que a sua Fundação fez, Armstrong necessita urgentemente de uma retratação séria e honesta, o que pode ter sido feita na entrevista, ou então voltar à luta e assumir até ao fim da vida que nunca se dopou. Uma coisa é certa, o ciclismo como modalidade vai ser a maior prejudicada deste processo, o que é pena para quem gosta deste desporto. 

13 de janeiro de 2013

Do clássico

só um pouco mais de azul. No fundo este jogo não decide nada. O vencedor apenas fica em vantagem, quer pontual, quer emocional, e isso é importante conquistar antes do final da 1ª volta, mas, quem perder, não deverá ser considerado como afastado do título. Como sempre, estou confiante. Força FCPorto.

Actualização: - Foi um jogo agradável, com 20 minutos electrizantes, e com um resultado justo. Quanto a João Ferreira, não é novidade nenhuma o seu "critério", é só conhecer o  seu passado.

- Mais uma vez Vítor Pereira não perde um clássico para o campeonato, com a particularidade de sair por cima, mais uma vez, sobre Jorge Jesus. Mérito para ele.

- Foi um FCPorto personalizado, jogando de forma impecável com os, poucos, recursos que tem. Sempre é bom ouvir apenas a claque portista a cantar mais alto do que todo o público.

9 de janeiro de 2013

Três ( primeiras ) impressões do Kobo

- Ler na cama passou a ser muito mais confortável. ( e em pé à espera do autocarro, e no autocarro e deitado no sofá,etc)
- Habituei-me melhor do que esperava ( apesar de ainda não ter experimentado tudo, o que acho que irá melhorar ainda mais a minha forma de leitura)
- Os ebooks não aquecem as mãos. ( mas também nada me aquece as mãos...)

8 de janeiro de 2013

Happy 66 Birthday, Mr. Bowie

No meio de tanto, demasiado até, ruído mediático, eis que Mr. Bowie consegue surpreender tudo e todos lançando um single que funciona como amostra, entusiasmante diga-se, do seu novo álbum  " The Next Day". Reacende-se o sonho de o ver em concerto. Happy Birthday, mr. Bowie. E obrigado pela prenda maravilhosa.


3 de janeiro de 2013

12 nomes para o meu 2013

Nick Cave.Ricardo Menendez Salmon.Blur.Daniel Day-Lewis.Tarantino.James Rodriguez. Kobo.Wembley.João Tordo.F. Scoot Fitzgerald.Tumblr.Atoms for Peace.

1 de janeiro de 2013

Porque dia 1 de Janeiro ficará sempre conhecido como o dia em que a perdemos


2012 : as imagens que faltaram

O ano em que o povo voltou a sair à rua por um país mais higiénico livre de corruptos, mentirosos e aldrabões. Por uma vida melhor e por um país do qual tem que se voltar a ter orgulho de se viver. 2013 a luta tem de continuar. Para bem de todos nós.