7 de novembro de 2011

"Marina" de Carlos Ruíz Zafón


Depois de ter lido " A Sombra do Vento", "Marina" foi a minha segunda incursão na obra do catalão Carlos Ruiz Zafón, um dos romancistas mais na moda, mas cujo sucesso é justificado e bem merecido.

Tal como na "A Sombra do Vento", este "Marina", que foi dos primeiros livros que Zafón escreveu e publicou, usa de todos os "truques" que mais tarde o iria catapultar para a fama, uma história envolvente, misteriosa, com alguns toques de gótico e de fantástico, uma história de amor, cujo final nos deixa surpreendido e, neste caso em especial, com um verdadeiro nó na garganta.  


"Marina" foi um dos primeiros livros que Zafon publicou, por isso é dos melhores pontos de partida para quem quer desbravar a sua obra, até para que não se perca em comparação com os outros dois já publicados. Por mim, não tardarei a ler os que me faltam.

5 de novembro de 2011

O Meu Amor existe




"O meu amor tem lábios de silêncio
 E mãos de bailarina
E voa como o vento
E abraça-me onde a solidão termina

O meu amor tem trinta mil cavalos
A galopar no peito
E um sorriso só dela
Que nasce quando a seu lado eu me deito

O meu amor ensinou-me a chegar
Sedento de ternura
Sarou as minhas feridas
E pôs-me a salvo para além da loucura

O meu amor ensinou-me a partir
Nalguma noite triste
Mas antes, ensinou-me
A não esquecer que o meu amor existe"
Para quê procurar inventar palavras se o Jorge Palma diz, como sempre, tudo o que quero dizer.  Feliz Aniversário, Meu Amor.

2 de novembro de 2011

The Bang Bang Club


Por alturas do Apartheid, quatro foto-jornalistas (Kevin CarterGreg MarinovichKen Oosterbroek e o português João Silva) foram, através das suas máquinas fotográficas, os olhos do Mundo mostrando o que se estava a passar numa África de Sul envolvida numa guerra civil entre etnias, onde a violência indiscriminada nas ruas estava fora de controlo e a tomar proporções preocupantes. É sobre este período sangrento que este filme trata, baseado no livro original escrito por João Silva ( o português que ainda à pouco tempo perdeu as duas pernas em Afeganistão ) e Greg Marinovich, únicos foto-jornalistas sobreviventes.

Impedidos pelo jornal onde trabalhavam de divulgar fotos violentas, os quatro foto-jornalistas tornaram-se free-lancers e criaram uma espécie de clube, que baptizaram de"The Bang Bang Club", onde tinham por objectivo mostrar tudo aquilo que se passava com a brutalidade e a dureza necessária que só a realidade transmite, sem qualquer censura, para que o Mundo acordasse para o que se estava a passar.  

Apesar de ser muito suspeito, afinal foto-jornalista é das profissões que mais tenho em apreço, por isso pelo tema em si já estava conquistado à partida, gostei bastante do filme, com boas interpretações, sendo ao mesmo tempo uma pequena, singela e justa homenagem a todos os corajosos foto-jornalistas, mas principalmente aos quatro elementos deste clube. 


Como acaba por ser normal, a vida de Kevin Carter é aquela que mais se destaca e a qual o realizador dá mais ênfase obrigando o espectador  a  questionar sobre a realidade e os limites da Arte. Depois de ter tirado esta fotografia, e de ter vencido o Pulitzer, todo o Mundo questionava-o se ele teria feito alguma coisa pela criança ( que mais tarde viria-se a saber que não estava morta no momento, mas sim a descansar, e que apenas faleceu alguns anos depois). Carter não aguentou essa pressão e após o falecimento, apanhado num meio de um tiroteio, do seu companheiro Ken Oosterbroek, decidiu pôr termo à sua vida. O valor deste filme é que o realizador preocupa-se em apenas mostrar a história, sem condenar ou aligeirar a imagem de Carter. O realizador não julga, nem questiona, apenas mostra a realidade. Uma realidade bem dura e dramática e uma história de vida impressionante.

Por fim, nem o filme parece que vai estrear em Portugal, nem sequer o livro tem uma edição portuguesa ( apenas existe uma edição brasileira ), apesar de termos João Silva um fotógrafo nascido em Portugal. Estranheza para um país que tanto gosta de julgar os outros quando não se apoia qualquer produto/marca/pessoa/etc onde o nome de Portugal esteja envolvido. 


28 de outubro de 2011

Alegria no trabalho ( 7 )

Depois de muita insistência lá consegui com que se mudasse a estação de rádio. Lá se foi a Rádio Comercial ( apesar da " Caderneta de Cromos" ). E para que a Adele não fosse mais ouvida, a estação escolhida foi mesmo aquela em que só passará canções dela daqui a 20 anos...sim, a escolhida foi a M80 :)...apesar da primeira canção ter sido Michael Bolton :-/

25 de outubro de 2011

Happiness is only real when shared

                                                     ( fotogramas do filme " Into the Wild" )


A cada dia que passa tenho mais certeza disso.

24 de outubro de 2011

Agora É

Agora é diferente
Tenho o teu nome o teu cheiro
A minha roupa de repente
ficou com o teu cheiro

Agora estamos misturados
No meio de nós já não cabe o amor
Já não arranjamos
lugar para o amor

Já não arranjamos vagar
para o amor agora
isto vai devagar
isto agora demora ( Manuel António Pina )

21 de outubro de 2011

Parece que a chuva já vem aí




Bom fim-de-semana. Com chuva ou não. 

20 de outubro de 2011

Coisas para as quais já não tenho muita pachorra ( II )

-A incapacidade do Vítor Pereira de mexer na equipa durante o jogo. ( substituições acertadas só aconteceram em dois jogos, Vitória de Setúbal e Shaktar ) E depois não coloca os jogadores que mais parecem estar em forma, apostando sempre nos mesmos.


- Guarin :Os passes confusos, a falta de agressividade na disputa dos lances ( que tem a haver com a soberba com que parece entrar para os jogos) e a incapacidade, física e mental, de demonstrar o mesmo valor do ano passado.


-  Uma equipa sem chama, completamente desmotivada e sem alma. Jogadores-chave, como Moutinho, Álvaro e Rolando em baixo de forma, e o Hulk não pode resolver tudo. Até dá pena ver o Kléber correr de um lado para o outro sem ajudas, principalmente do meio-campo.


Conclusão: o crédito do Vítor Pereira está-se a esgotar e a caminhar perigosamente para o fim.

19 de outubro de 2011

Coisas para as quais já não tenho muita pachorra

Telejornais e programas de TV a falar da "crise".


Ouvir a Adele e a Aurea em todo o lado. Qualquer dia até na sopa elas me aparecem. 


Aqueles "cordões de solidariedade" no Facebook e aquelas coisas de " se gostares do teu pai/tio/mãe/cão/gato etc cola isto no teu mural". Quase tão irritantes como os convites para sermos vizinhos no Farmville, etc e tal.

E a música é um luxo ?

Toda a gente se congratulou com o não aumento do IVA dos livros, o que até acho justo. Injusto é o aumento dos concertos e dos espectáculos de teatro e do cinema. Mais injusto, é, certamente, os aumentos generalizados dos produtos alimentares, da luz, da água e de tudo o resto. Mas interessa-me apenas efectuar uma pergunta que pouca gente se coloca e pouca gente faz pouco para haver uma mudança :

Porquê os cd´s/dvd´s de música ainda continuam a 23 %? A música é um luxo ?

18 de outubro de 2011

A Debandada

A ideia foi boa, ao que parece tudo correu pelo melhor, mas acabou por ter sido um pouco frustrante para muita gente, que não conseguiram ver alguns concertos, devido à lotação mínima dos espaços.  A afluência foi enorme, as ruas da cidade do Porto mais pareciam o S.João, para espaços tão exíguos, o que dá para repensar o conceito do Festival, embora todo ele bem interessante. 

Deu para ouvir, e apenas isso, Osso Vaidoso e Noiserv  na parte de baixo da Livraria Lello, ver apenas uma canção da Minta, acompanhada por Francisco Silva, mais conhecido pelo alter-ego de Old Jerusalem, mas, felizmente, deu para ver um concerto acústico da Márcia. 

Apesar da atmosfera quente e barulhenta, ao ponto da própria Márcia se irritar com tal, o concerto deu para demonstrar que a artista tem das vozes mais bonitas do momento e canções que encantam . Depois de tentativas falhadas para ir a dois espaços, ainda deu para dançar no Mosteiro do S. Bento da Vitória. Para o ano, espera-se mais. 

14 de outubro de 2011

É a D´Bandada...ou a febre de sábado à noite

No próximo sábado a Baixa do Porto, mais concretamente a tão famosa e fervilhante zona das Galerias, vai ser palco de uma série de concertos em locais distintos, e alguns deles bem curiosos, como a barbearia "Salão Veneza", a loja de produtos tradicionais portugueses " A Vida Portuguesa", a lindíssima  " Livraria Lello" ou o " Apartamento Loft". 

Organizado pela Optimus, neste Festival, conhecido por " D´Bandada", vão estar presentes bandas que editaram EP´s nas edições "Optimus Discos", que podem conhecer, e aproveitar para  fazer download gratuito de todos eles, aqui

Pela minha parte, e se tudo correr pelo normal, normal, entenda-se, é chegar a tempo de entrar já que as entradas são limitadas e os espaços pequenos, tentarei ver estes três artistas de qualidade.

Apesar de já o ter visto 3 vezes ao vivo, espero voltar a ver Noiserv na Livraria Lello, pela imensa curiosidade em ver como é que o tipo de música que David Santos cria pode ser conjugado no, maravilhoso, local do concerto




depois tentarei seguir para o Café Ceuta ver a Francisca Cortesão, vulgo, Minta, uma artista que já falei aqui e que nunca a vi ao vivo



e ficarei lá para ver a minha tão adorada Márcia, que apesar de já a ter visto, quero, sempre que tenha oportunidade, voltar a vê-la ao vivo




no final de todos eles, poderei ainda dar uma volta por algum sitio em que alguém esteja a tocar, como por exemplo ver os Linda Martini no Plano B ou até ver os You Can´t Win, Charlie Brown nas Galerias de Paris, ou simplesmente encostar às boxes num dos vários locais da zona onde se pode beber e conviver. See you there. 


13 de outubro de 2011

Angry Birds #


Só falta jogar no telemóvel ( parece que só dá para quem tem telemóveis Android...), de resto, é no pc de casa, no trabalho, no Facebook, etc. Já tenho as séries todas e é um completo vício. Toda uma folguinha de tempo é vê-lo atirar fisgadas com pássaros para matar porcos. É divertido, viciante qb e dá para descontrair. Não tentem jogar uma vez, porque podem-se viciar.

#- - o autor deste post não se responsabiliza por qualquer acto antissocial que a leitura do mesmo possa vir a originar depois de experimentar jogar Angry Birds .

11 de outubro de 2011

Bomba-relógio

Esta canção descobri pela voz do seu autor, Sérgio Godinho, que no seu novo álbum faz uma versão. Mas, na verdade, é na voz de Cristina Branco que ela ganha uma dimensão à medida do poema. Uma leveza saltitante na belíssima voz de uma das melhores interpretes portuguesas do momento. 




O teu amor quando palpita
verdade seja dita
põe rastilho no meu peito
trinta batidas num só beijo
sem defeito.

Feito tac e tic
o teu amor rebenta o dique
feito tic e tac
o teu amor passa ao ataque
feito tac e tic
o teu amor rebenta o dique
feito tic e tac
eu à defesa ele ao ataque
e toca e foge e toca e foge
é uma bomba relógio

O teu amor quando palpita
verdade seja dita
faz-me atrasar os ponteiros
como a ostra esconde a pérola
aos viveiros.

Feito tac e tic
pérola solta-se a pique
feito tic e tac
faz-me o coração um baque
feito tac e tic
pérola solta-se a pique
feito tic e tac
faz-me o corpo todo um baque
e toca e foge e toca e foge
é uma bomba relógio. ( Autor: Sérgio Godinho )

10 de outubro de 2011

Alegria no trabalho ( 6 )

A empregada de limpeza tem dois esporões no calcanhar. O meu colega, como sempre, a querer demonstrar o seu vocabulário todo bem falante, perguntou:


- E isso não é removido cirurgicamente ?


resposta da empregada :


- Não sei. Eu fiz o "ro-x" e parece que isto é dos ossos. Agora estou à espera da operação...

9 de outubro de 2011

Da protecção da felicidade

" Mas talvez saibamos proteger melhor a felicidade depois da experiência da tristeza; conhecer o sofrimento talvez nos torne mais atentos e menos levianos na administração da sorte que temos" - Valter Hugo Mãe na entrevista do suplemento Ípsilon desta semana.

7 de outubro de 2011

"O problema de sabermos, no mais fundo de nós, que amaremos alguém para sempre, é que a nossa fraqueza fica demasiado exposta em caso de tempestade." in  Canário de Rodrigo Guedes de Carvalho


Sem querer, apareceu-me esta frase de um livro que muito me marcou. Acho que vou reler esta obra. Ou então ler o "Daqui a Nada", o livro de contos/crónicas que me falta ler. Ansioso por ler uma obra nova deste autor português que, tão injustamente, não tem sido bem tratado pela "critica". Espero então, brevemente, uma nova obra sua. Tenho imensas saudades da escrita do Rodrigo Guedes de Carvalho.
Lá fora, a noite parecia de um Verão que andava desaparecido, vigiado por um luar mágico. Dentro do carro, esta canção ecoava na rádio. Um sorriso se abriu em mim e se manteve até ao fim...





"Something in your eyes was so exciting,
Something in your smile was so inviiting,
Something in my heart,
Told me I must have you."

4 de outubro de 2011

6 anos de Scotch, Gin and Soda

Obrigado a todos pela companhia. Não sei quanto tempo o blog vai durar mais, na verdade ele que já teve para desaparecer muitas vezes continua, e continuará, a andar pela "rede cibernauta". Tem sido bom embarcar nesta viagem blogosférica que tem me dado muitos, e bons, amigos, também me deu alguns, felizmente poucos, inimigos, muitas descobertas, tem sido testemunhas de muitas alegrias, de algumas tristezas, de desilusões, de momentos felizes, de momentos quase dramáticos, etc. No entanto, este "aniversário"  do blog apanha-me num dos melhores momentos da minha vida, plenamente realizado pelas razões que vocês calculam, por isso ele acaba por ser mais uma testemunha intima e privilegiada da minha felicidade, a qual partilho para todos através dele.

E quando vejo que nestes 6 anos já escrevi num blog, ou melhor, em dois blogs, sobre futebol, noutro sobre livros, e noutro sobre música e que, embora já o tivesse deixado de escrever em todos eles, por variadas razões,  o "Scotch, Gin, and Soda" ainda se mantêm firme e hirto, apesar de alguns percalços, sinto um pouquinho de orgulho por aquilo que criei e pela longevidade que acaba de alcançar. 


No fundo, como escrevi no meu primeiro post, este blog continua a ser isto: 


"Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem factos, a minha história sem vida.

São as minhas confissões e, se nelas nada digo, é que nada tenho que dizer.
- Trecho 12 " Livro do Desassossego "" Fernando Pessoa

Mais uma vez, obrigado a todos e espero que continuem a embarcar nesta viagem.

Do sentido dos meus dias


Amor
o teu rosto à minha espera, o teu rosto 
a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.

as tuas mãos são finas e claras, vês-me
sorrir, brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre as folhas da olaia.

entro nos corredores de outubro para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.

hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim.


José Luís Peixoto, in "A Casa, A Escuridão"

3 de outubro de 2011

Tom Waits - "Back in the Crowd"

Diz-se que" o coração tem suas razões, que a própria razão desconhece", e é o que sinto quando oiço as canções de Tom Waits. Explicar o porquê de adorar as suas canções é como explicar o porquê amarmos aquela pessoa e não outra. Ou seja, é impossível. Há ali um chamamento qualquer, uma estranheza que me agrada, uma mistura de sentimentos, alguns deles contraditórios, que me fascina. 


 Se agora todos os dias 24 dos meses são especiais, o deste mês é duplamente especial.Dia 24 de Outubro, Mr. Waits lança um novo álbum. "Back in the Crowd" é o novo single. Uma balada melancólica onde Mr. Waits mostra o seu melhor.



28 de setembro de 2011

" Meia-noite em Paris"


Belíssimo, romântico, divertido, literário, musical, magnifico,mágico,inspirador, como imagino Paris. Para mim, um dos filmes que mais adorei ver este ano. Uma comédia com imensas referências literárias e musicais, com personagens divertidissimas, Owen Wilson num papel perfeito onde pensamos estar a ver, em todo o momento, Woody Allen, numa história tão original como divertida.

23 de setembro de 2011

As transformações do amor

Já me pôs viciado na rádio M80, já me pôs a beber iogurtes e bolachas matinais antes das idas ao Dragão quando dantes bebia cerveja e comia bifanas e moelas, agora quer que eu compre uns sapatos de vela para uma ida conjunta a um casamento...há limites !!! Sapatos de vela ??? nahh... :-)

22 de setembro de 2011

REM - The End




E com o fim dos REM perde-se a minha enorme esperança de os ver ao vivo.

20 de setembro de 2011

Coisas, um pouco parvas, que se descobrem a altas horas da noite num bar catita

É possível que eu seja como o Pato Donald. Nunca vou ser tio, a não ser que tenha sobrinhos por afinidade...

19 de setembro de 2011

Estou muito contente comigo próprio. Nunca pensei que me sentisse tão bem, ter conseguido encontrar a minha zona de conforto muito cedo e ter estado tão concentrado para não a deixar fugir em nenhum momento até ao fim da prova. Fiquei surpreendido por ter realizado uma prova regular, sem nenhuns problemas, quer físicos, quer motivacionais, a música ajudou ( e como em todas as alturas da minha vida, foi ela que me puxou para cima quando parecia estar a ficar mais em baixo), foi muito bom ver gente que amo na chegada e foi uma enorme emoção quando ergui os braços na altura em que cortei a meta. Sonhei tanto por aquele momento que nem queria acreditar que tudo tinha corrido maravilhosamente bem. Foi um concretizar de um objectivo pelo qual tinha lutado bastante apesar de não ter treinado da melhor forma. O melhor de tudo é saber que não acabei exausto, embora tenha fortes dores musculares numa perna, mas apesar disso estou bem e feliz por ter vencido mais um desafio de vida. Venha a próxima.

18 de setembro de 2011

Meia-maratona da Sport Zone


Se estou preparado ? Sinceramente, não. Tive mês e meio de treinos intensos, de dietas e planos de treino até que...algo apareceu na minha vida e tudo mudou. ;-) Dei outras prioridades à minha vida. Os treinos têm sido menos intensos, e mais espaçados, o plano de treino já não se cumpre como outrora, a dieta foi abandonada mas também não se abusou ( ao menos isso...). Não sei se aguentarei terminar sempre a correr, mas o que vai interessar é terminar nem que seja a andar. Depois conto a experiência. Na próxima, promete maior aplicação. 

15 de setembro de 2011

" First we kiss"

Um dia pediste-me uma canção só para nós. Dei-te esta. E o melhor do concerto, foi ter estado todo o tempo agarrado a ti.



My heart beats against the wardrobe
I hear the closing door
Beats against the window
Tell me how long, tell me how long

Feel it come from nowhere
Taking over me
Feel it come from nowhere
Tell me why, tell me why

First we'll kiss
Then you will lock the door, my dear
A perfect kiss
Just to remind what's between us
Tonight is here

Feel it come from nowhere
Taking over me
Feel it come from nowhere
Tell me why, tell me why

First we'll kiss
Then you will lock the door, my dear
A perfect kiss
Just to remind what's between us tonight
What's between us tonight, tonight

[Incomprehensible]
As I hear the closing door
Our face against the window
Our lips touch no more

And suddenly from up here
Everything's clear
The love we had between us tonight
Is here

Anna Calvi no Hard Club

Uma sala tão pequena para tamanha magia. Anna Calvi, lindíssima como se calculava, tem uma presença que enche o palco e torna agradável uma sala tão claustrofóbica como é o Hard Club.  Com  a sua guitarra ao colo, pose de diva e voz de deusa, a britânica deu um concerto intensamente belo e poderoso. Embora algumas das canções tenham perdido algumas particularidades que só o estúdio consegue dar, elas ganham, ao vivo, uma outra dimensão e uma crueza impulsionadas por uma voz poderosa, tornando inesquecíveis alguns momentos que foram vividos naquela noite calorenta. " Desire", "First we kiss", " Love won´t be leaving", "Suzanne & I", foram apenas alguns momentos a recordar para sempre. E ela acabou por destronar Cat Power como a mulher mais sexy que vi ao vivo.  

11 de setembro de 2011

Das etapas do amor

"Queimar etapas acaba por queima o amor, que, ao contrário, tem necessidade de respeitar o tempo e a evolução dos sentimentos"- Papa Bento XVI num encontro com 500 noivos .


Acredito, sinceramente, e concordo, no que o Papa quer dizer. No amor a pressa acaba por ser uma "inimiga" da relação e pode dar origem a que essa mesma relação atinja o ponto de saturação num instante.  Como diz o meu pai, com a sabedoria e a experiência de um casamento de 33 anos," não se pode gastar tudo num só dia, amanhã é outro dia".

11/09/2001

Quando se percebeu que a realidade poderia ser mais dura e mais terrível do que a ficção.

8 de setembro de 2011

Anna Calvi




O desejo. Os olhos. A voz. As canções. A pose. Estar ao teu lado. 2ª feira, no Hard Club

"  I wanna go to the fire
But God knows it's the sound of
It's the sound of love
It's the beat of my heart that you finally beating
And it's coming, coming, coming for you"

1 de setembro de 2011

Tom Waits na pele do Monstro das Bolachas



 Este vídeo devo-o à Desnorteada, que mo deu a conhecer.

No comboio como reflexo da vida





Por vezes, perdemos coisas porque adormecemos e não acordamos nos momentos certos. Uma lição para a vida neste brilhante videoclip.

31 de agosto de 2011

Uma semana depois

e ainda não perdi a vontade de sorrir a toda a hora.

30 de agosto de 2011

Haverá sempre um "Super 8" para me relembrar da magia do cinema

e da magia dos primeiros amores, dos primeiros encontros, dos primeiros beijos, dos primeiros anos de vida da  adolescência, dos primeiros amigos verdadeiros e para toda a vida, da magia da criação da arte. Pode não ser perfeito mas é tão encantador como emocionante. O-bri-ga-tó-rio.

29 de agosto de 2011

Oh, meu Deus..estragaram-me a poesia do "Planeta dos Macacos"

Para quem, como eu, tem TODOS os filmes originais e remakes e o livro original e adora aquilo tudo, foi um pouco estranho ver este filme. Não é de todo mau, por exemplo, gostei da maneira como terminou mas...foi esquisito. Espero que, ao menos, dê para reavivar o hype do "Planeta dos Macacos" e que faça com que muita gente tenha curiosidade para ver o 1º filme original, que é só dos mais brilhantes filmes de ficção-cientifica que já vi.

Orgulho

Sim, poderia ter sido melhor.
Sim, fomos nós que começamos a oferecer-lhes a vitória.
Sim, na segunda parte fomos tenrinhos.
Sim, se o árbitro marcasse aquele penalty poderia ter mudado o sentido do jogo.
Mas, eles são a melhor equipa de futebol de sempre.
Mas, quando pensamos que temos o jogo controlado e adormecido, a qualquer momento da partida, eles relembram-nos o que são.
Mas continua a ser uma maravilha vê-los jogar e dá vontade de torcer por eles mesmo que seja contra a nossa equipa.
Mas eles têm o treinador mais gentleman do Mundo.
Mas eles têm Messi, o melhor jogador de futebol que já vi depois de Maradona, Marco Van Basten e Zidane.

O orgulho esse ficou. Como sempre.

26 de agosto de 2011

24 de agosto de 2011

Apanhado na curva ;-)



Quando menos esperava, pela pessoa que menos esperava, da maneira que menos esperava, um desejo sentido e uma alegria do qual muito esperava. Não sei para onde este caminho me levará. Só sei que quero me deixar levar.

24/08/2011 - 12:35 a.m.

O (meu) mundo parou.

Hallelujah Lord




Alguém sabe onde é esta festa ??? Eu quero ir.

20 de agosto de 2011

It's Not Easy To Be Me




Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, pelo simples medo de arriscar. William Shakespeare

18 de agosto de 2011

Do seguir o coração

" Lembrar-me que inevitavelmente terei que morrer é a mais importante ferramenta que eu alguma vez encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas na vida. Porque praticamente tudo - todas as nossas expectativas externas, todo o nosso orgulho, todo o nosso medo do embaraço ou fracasso - todas estas coisas simplesmente caem em face da morte, deixando apenas aquilo que é realmente importante. Lembrares-te que mais cedo ou mais tarde vais morrer é a melhor forma que eu conheço de evitar a armadilha de que temos alguma coisa a perder. Nós já estamos nus. Não existe nenhuma razão para não seguirmos o nosso coração." Steve Jobs

Hoje apareceu-me isto e achei inspirador. Este blog, ou melhor eu, ultimamente, ando a apoiar-se nas palavras dos outros para que elas se tornem num guia na busca pela felicidade, como se elas fossem um trampolim para um salto que, mais cedo ou mais tarde, vai ser dado. Não sei se esse salto está próximo, sinto que sim, mas cada vez mais sinto que seguir o  que o coração  dita será o melhor caminho escolhido, mesmo que depois o resultado final não seja aquilo que pretendíamos. A ansiedade atrapalha a acção, o receio tolda as palavras, mas no fundo o coração está, como nunca esteve, com vontade de dar o impulso necessário. A ver se, no final, ele não me trai e se esconde em fantasmas passados como tem feito. Mas, se ele tem-se escondido, é porque talvez ele achasse que o caminho certo não era aquele... Vamos ver o caminho que o futuro mostrará ao coração, mas seria bom que o tempo acelerasse ao ritmo da ansiedade...

17 de agosto de 2011

Do caminho a escolher

 Hoje de manhã saí muito cedo,
Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...

Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.

Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre --
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.

                    Alberto Caeiro

15 de agosto de 2011

" A insustentável leveza do ser"

Continuo a acreditar que são os livros que chamam por nós. Que eles se cruzam connosco numa determinada altura da nossa vida. Que vamos ao seu encontro quase como se fosse um empurrão do destino. Por vezes, eles nos encontram na altura certa, outras vezes não.  

Depois de muitos conselhos, esperei para ver qual era a altura para que " A insustentável leveza do ser" de Milan Kundera entrasse na minha vida. E eis que me apareceu mesma na melhor altura para que me marcasse. Meio ensaio, meio romance, meia história de amor, meio ajuste de contas com a politica passada do seu país de origem, meio filosófico, um verdadeiro livro onde ficam vários cantos dobrados para os revisitar e um sentimento de agrado que me irá acompanhar para sempre.

14 de agosto de 2011

Do começo de tudo

" O amor começa com uma metáfora. Ou por outras palavras, o amor começa no preciso instante em que, com uma das suas palavras, uma mulher se inscreve na nossa memória poética." in " A insustentável leveza do ser " de Milan Kundera

11 de agosto de 2011

Apetece cantar alto sem parar...



"Diz-se que o amor é cego
Deforma tudo a seu jeito
Mas eu acho que o amor descobre
O lado melhor do que parece defeito"

10 de agosto de 2011

De como a vida nos vai dando lições

É tão bom quando tiramos as " lentes da indiferença" e começamos a olhar para o fundo das pessoas. Ás vezes, temos grandes, e tão boas, surpresas. Aprendemos tanto sobre a vida nesses momentos. E sobre nós próprios também.Conselho de amigo: façam isso mais vezes.

5 de agosto de 2011

Do sono do amor



" O amor não se manifesta através do desejo de fazer amor ( desejo que se aplica a um número incontável de mulheres), mas através do desejo de partilhar o sono ( desejo que só se sente por uma única mulher). " in " A insustentável leveza do ser" de Milan Kundera

1 de agosto de 2011

Dos acasos da vida

" Mas um encontro não é precisamente tanto mais importante e cheio de significação quanto mais depende de um grande número de circunstâncias fortuitas ?
 Só o acaso pode ser interpretado como uma mensagem. O que acontece por necessidade, o que já era esperado e se repete todos os dias é perfeitamente mudo. Só o acaso fala. Nele é que deve tentar-se ler, como as ciganas fazem com as figuras deixadas no fundo de uma chávena pela borra do café. " Im " A insustentável leveza do ser" de Milan Kundera

31 de julho de 2011

" A solidão dos números primos"


Um dos livros da minha vida. Tão trágico e tão belo ao mesmo tempo. Tão simples e delicado mas ao mesmo tempo tão duro na solidão descrita das personagens. Tão longe do que eu sou, mas tão perto do que eu sinto. Um vazio na alma quando o fechei pela última vez. A ler. Para quem procura na literatura respostas para a vida.

29 de julho de 2011

Em continuação do post anterior

" Nunca se pode saber o que se deve querer porque só se tem uma vida que não pode ser comparada com vidas anteriores nem rectificada em vidas posteriores. " In " A insustentável leveza do ser " de Milan Kundera

28 de julho de 2011

Two against one




Como diz a letra desta maravilhosa canção, é quase uma luta que travo comigo próprio quase todos os dias. E, nesta altura, ainda mais. Quando deixarei de ser assim e ir apenas ao ritmo que a vida nos impõe ?

26 de julho de 2011

Já estou inscrito :-O


Foi com uma mistura de enorme nervosismo, um pouco de medo, de ansiedade mas, sobretudo, de confiança que me inscrevi na Meia Maratona da Sport Zone. Nunca pensei correr uma Meia Maratona nesta altura, comecei a correr assiduamente a partir de Fevereiro, desafiado por umas amigas do ginásio, ganhei-lhe o gosto ( à corrida, não às amigas entenda-se, se bem que...), entrei numas provas, a mais longa foi de 16 km e dei comigo a pensar que " se fiz a de 16 km, mais um esforçinho e faço 21". 

Há coisas que se tem que fazer até lá, perder peso é uma delas ( precisava de perder 7 kg, 2 já lá foram com o Festival e uma semana de treino), consequentemente mudar hábitos alimentares, principalmente à noite, e, basicamente, treinar treinar treinar e descansar descansar descansar.  Vamos a ver se sou capaz de terminar a prova. Até lá, vai-se treinando.

23 de julho de 2011

Amy Winehouse (1983 - 2011 ) - Tears Dry On Their Own



Um dos maiores talentos musicais desapareceu aos 27 anos. Como Kurt Cobain, Jim Morrison, Janis Joplin, Jimmy Hendrix e Brian Jones. Sem palavras.

21 de julho de 2011

Do silêncio

" Olha a lua e para as estrelas e diz-me quão estúpida é a festa, qualquer festa, comparada com a beleza da noite. O silêncio é um dom universal e do qual poucos de nós desfrutam. Talvez porque não possa ser comprado. Os homens ricos compram ruído. As almas deliciam-se com os silêncios da natureza. Não podem ser negados aos que os procuram" in "  A minha viagem pela Europa" de Charlie Chaplin

19 de julho de 2011

Dos concertos

Dia 1 - Primeiro vieram os Sean Riley & The Slowriders que confirmaram o seu imenso talento, mesmo com alguns problemas técnicos à mistura, provando ser uma das melhores bandas portuguesas questionando o porquê de não tentarem a internacionalização. The Walkmen confesso que não dei muita atenção ( os festivais também são feitos de momentos assim), e The Kooks deram um concerto aceitável se bem que não seja de todo o meu estilo favorito. Beirut foi uma tremenda desilusão, tinha enormes espectativas, mas fiquei desiludido com o som paupérrimo, com a falta de animação por parte dele parecendo-me sempre deslocado. É urgente que ele volte mas num concerto em nome próprio. Lykke Li vi apenas 20/25 minutos, mas achei um grande concerto, acredito que quem o tenha visto desde o inicio até ao fim, possa recordar este espectáculo como dos melhores momentos do Festival. Artic Monkeys mostraram garra e um som poderoso. Nota-se já grande maturidade nestes míudos.

Dia 2 - O dia mais esperado e aquele que irei recordar para sempre, esquecendo até que perdi B Fachada. Primeiro, Noiserv, sem nenhuma novidade, é já o 3º concerto que o vejo e sinto que o seu talento não pára de crescer. Depois Rodrigo Leão que deu um grande espectáculo ao pôr-de-sol soube tão bem ouvir as sua melodias tranquilas e inspiradoras. De seguida os The Gift procuraram animar o pessoal que esperava as bandas que vinham a seguir e, de certa forma, conseguiram. Apesar de todas as suas canções parecerem de “final de festa”, o que acaba por aborrecer por alturas do meio do espectáculo e irritar já para o final, Sónia Tavares e seus companheiros deram um bom concerto. Portishead foi o momento em que a minha alma ficou cheia. Beth Gibbons...que voz, que presença, que concerto, vai direitinho para os concertos da minha vida. Ela no palco, eu perdido no meio do público, fizemos amor através da sua música.
Quase todo o público estava lá para ver os Arcade Fire e eles acabaram por presentear os seus fãs com um excelente espectáculo visual e um muito bom espectáculo musical. Com o público a colaborar a banda empenhou-se em corresponder, e conseguiu, a toda a euforia desmedida. Gostei muito mais do concerto que vi em Santiago de Compostela, mas foi um grande concerto lá isso foi.

Dia 3 - Os X-Wife deram um concerto interessante dentro do seu estilo rock dançante, a banda do Porto esteve bem na missão de abrir o dia, depois fui ver os PAUS e fiquei surpreendissimo,dois bateristas, uma guitarra e um sintetizador fazem a festa, lançam os foguetes, apanham as canas e voltam a fazer a festa, quero vê-los mais vezes. Elbow deram um excelente concerto, apesar do público juvenil que desesperavam por Slash, e de pensar em que o seu som fosse mais poderoso. Certeiro e irónico, o vocalista dos Elbow foi o melhor “entertainer” que passou no palco principal durante os 3 dias. All my respect to Slash, não desiludiu, em forma, Slash deu um concerto arrasador. E que bom foi recordar Guns´n´Roses.
Quanto aos The Strokes mostraram apenas e só que quando o Lenny Kravitz disse que o rock´n´roll morreu era porque deveria estar com uma grande bezana. Grande som, grandes guitarristas, vocalista no ponto, tudo muito bom. Para o ano há mais. Rock on.

Super Rock


Reza a lenda de que do pó viemos e para o pó voltaremos, e o Super Rock confirmou isso mesmo, o pó foi a “ figura” que se destacou durante os 3 dias do Festival. Àparte o pó, os maus acessos ao recinto do Festival, que mais nos faziam parecer peregrinos do que espectadores de concertos rock, o som paupérrimo nalguns concertos, e algum público que teima em proliferar nestes dias estragando, ou tentando estragar, o espectáculo aos outros, o Super Rock 2011 ficará sempre com um recanto guardado no meu coração.

Felizmente, recordarei este Festival imagens belíssimas, e não só relacionadas com os concertos, o ambiente em redor, o reencontro com os amigos, as conversas cruzadas, os silêncios no Parque de Campismo, a Lagoa de Albufeira cheio de mulheres giras, a paisagem da Aldeia do Meco, os meus momentos de solidão atenta a ler o livro da Patti Smith enquanto mastigava vagorosamente uma maçã, a lua cheia a iluminar o céu, a reflexão interior que sempre fazemos quando estamos a tentar preencher o vazio do tempo, mas também recordo as horas em que me perdi, literalmente, nas ruas da Aldeia do Meco até aparecer uma adepta do “karma” ( abençoada..) que nos deu boleia salvando-nos de andar durante mais uma hora. Intenso, divertido, poderoso, com muito pó, recheado de momentos inesquecíveis, eis o Super Rock 2011. 

Apenas isto



Essa miúda é uma fogueira
Que te acende as noites em qualquer lugar
E tu desejas arder com ela
Enquanto bebes o perfume
Que ela deita nos seus trapos de cor
Para te embriagar

Essa miúda é um exagero
Diz que sem ti não sabe voar
Mas tu adoras voar com ela
Enquanto inventas espaços novos
Ela vai arquitetando uma teia
P´ra te aconchegar

Essa miúda faz-te acreditar
Que o sol é um presente
Que a aurora trás
Principalmente p´ra ti

Essa miúda é uma feiticeira
Prende-te a mente e põe-se a falar
E tu bem tentas compreende-la
Mas o que sai da sua boca
Não parece condizer com o que ela
Te diz com o olhar

Essa miúda faz-te acreditar
Que o sol é um presente
Que a aurora trás
Principalmente p´ra ti - Jorge Palma

17 de julho de 2011

Há momentos em que a música entra em nós, nos arrepia, nos emociona, nos eleva a alma a outro sítio como se fosse um chamamento dos Deuses. Há momentos em que a música nos coloca num estado desconhecido, numa espécie de transe. Há momentos em que a vida parece parar e tudo ao redor não existe.Há momentos em que não conseguimos colocar em palavras. Este foi o meu momento no Festival em que tudo isso aconteceu.


13 de julho de 2011

5 de julho de 2011

Festival de música de sonho

O desafio foi pensado desta maneira, programar um festival de música de sonho com duas condições: bandas "impossíveis" ( ou que já terminaram, ou que os elementos já faleceram ) e com 4 bandas para o palco principal e outras 4 para um palco secundário. Parecendo fácil, acreditem, não o é. Aqui vai a minha "sugestão":

1º dia: Palco Secundário: Zeca Afonso; Lhasa de Sela, Tim Buckley e Nick Drake.
Palco Principal: Simon & The Garfunkel, Johhny Cash, The Beach Boys e The Beatles.


2º dia: Palco Secundário: Ornatos Violeta, Elliott Smith, Jeff Buckley e Joy Division.
Palco Principal: Nirvana,The Velvet Underground,The Doors e Led Zeppellin.


3º dia:Palco Secundário: António Variações, The Eagles, Janis Joplin e Cream.
Palco principal: Nina Simone, Queen, Jimmy Hendrix e Pink Floyd.



4º dia: Palco Secundário: Tédio Boys, The Stooges, The Clash e The Ramones.
Palco principal: Frank Zappa, Queen, Bob Marley e Ziggy Stardust.


Para verem como é difícil este desafio, digo que ficaram de fora nomes como Elvis Presley, James Brown, Genesis, The Black Sabbath, The Smiths, Yes, Cat Stevens, Crosby,Stills, Nash & Young, Jerry Lee Lewis, Serge Gainsbourg,Fleetwood Mac, Police,The Smashing Pumpkins, The Birthday Party, The Who, entre outros. Aqui fica feito o desafio a todos que se sentirem tentados a fazer o mesmo.

2 de julho de 2011

"...só podemos contar com a compaixão e o entendimento dos outros se os nossos fracassos puderem ser explicados, se as nossas derrotas tiverem sido lutadas com coragem até ao fim e se o nosso sofrimento for a consequência inevitável destas duas causas razoáveis. Se por vezes somos felizes sem motivo, nunca podemos ser infelizes da mesma maneira. E, numa época severa como a nossa, espera-se que cada um escolha o inimigo certo e um destino à medida das nossas forças". in "Morte na Pérsia" de Annemarie Schwarzenbach