23 de agosto de 2010

De regresso a casa


Em Lisboa, a minha "estrela" (acredito que todos nós temos uma, é só conseguirmos fazer com que ela brilhe, ou que alguém a faça brilhar.) brilhou. Quebrados todos os receios, posto de parte todos os meus medos, a minha estadia na capital, embora envolta num manto de aborrecida solidão (não deu para rever nenhuns amigos e apenas conheci uma parte da cidade), e de algum cansaço, deu para mostrar que a apreensão com que estava no momento da partida, não tinha razão de existir e que tudo iria correr pelo melhor, o que, de facto, aconteceu.

Deu também para estreitar relações de amizade com outros colegas de trabalho, para aprender coisas novas, para me reencontrar comigo próprio e, sobretudo, para ganhar mais uma lição de vida: às vezes, quando temos medo de dar certos passos ou de enfrentar certas coisas, a única coisa que temos a fazer é sermos nós próprios e enfrentarmos de peito aberto as dificuldades.

E, por fim, quando tudo correr pelo melhor, manter a mesma atitude e humildade não deixando de ter os pés no chão. Agora, é só esperar para colher os frutos daquilo que semeei na última semana.

15 de agosto de 2010

Hoje, Domingo, viajarei, por questões profissionais para Lisboa, onde irei estar até 6ª feira, sendo essa a principal razão para que nestas semanas estivesse com uma disposição volátil.

Se já estive excitado por ir uma semana para Lisboa, rever alguns amigos que tenho por lá, aprender coisas novas, conhecer nova gente, conhecer melhor a cidade, etc e tal, também já estive com medo daquilo que me espera, um Departamento com pessoas “curiosas”, pessoas muito atentas ao que irei dizer, que me irão rodear, algumas hipocritamente.

Irei ser aquilo que, embora já me afligisse muito mais, me faz um bocadinho de confusão: o centro das atenções. Ou melhor, irei encontrar um caminho em que andarei sobre brasas e no qual terei de ter todo o cuidado, e mais algum, para não me queimar.

Provavelmente, estarei a ser pessimista sem razão para tal, ou talvez cuidadoso demais, irá tudo correr bem, mas, nestas coisas de trabalho, é preciso não dar o flanco da forma mais fácil, ainda para mais quando temos a chefia mesmo em cima de nós.

E depois dos conselhos do meu chefe, que por lá conviveu muitos anos, numa altura em que estava mais aliviado e mais positivo, fiquei mais…apreensivo. Agora estou numa fase do “vamos a ver no que isto vai dar”, a confiança no meu trabalho é inabalável, não tenho, nem nunca tive medo do trabalho, os conselhos foram absorvidos, todo o cuidado é pouco e venha muito trabalho e a 6ª feira o mais rápido possivel para vir apanhar o comboio de regresso.

Porque também estarei sem pc e sem net, o blog ficará esta semana em pausa, uma nova pausa para ganhar fôlego para uma mudança profunda que quero fazer por aqui e irei programar com o imenso tempo livre que terei para a semana (imenso...depois do trabalho, pois claro), espero que tenham uma boa semana e portem-se todos muito bem e não se esqueçam da sopa antes da comida e de lavar os dentes depois.

E como há sempre uma canção que me compreende sempre: aqui vai uma que, neste momento, tem tudo a ver comigo. “ I Just Don't Know What To Do With Myself “


9 de agosto de 2010

Pequena nota

Não sei como, nem o porquê, mas o template do blog ficou todo preto. Andei a brincar com a nova opção do "design de modelos" do blogger e resultou numa página toda preta. Irei aproveitar e , proximamente,mudar o template, já que não consigo dar a volta a isto. Já era tempo de aprender de mexer nas coisas que sei e deixar quieto o que não sei...

7 de agosto de 2010

1 de agosto de 2010

Das coisas incompletas

" Nunca vou ao fim das coisas. Tudo começa. Nada acaba. Eu não deixo. No meu sonho, tudo continua, tudo se repete, mesmo que seja preciso interrompê-las de vez em quando. Tenho medo que acabem. Porque é que se hão-de levar as coisas até ao fim ?
Amo o incompleto, o suspenso, o atravessado, o interrompido. Os fins entristecem-me. Viver as coisas até ao fim é matá-las.
E trocá-las por outras novas é traí-las. Melhor trazê-las sempre, duvidosas e imprevisíveis mas ainda gotadas e presentes. " ( Miguel Esteves Cardoso in " Explicações de Português" )

30 de julho de 2010

29 de julho de 2010

Voltar



O regresso é sempre mais fácil quando vamos para perto do que gostamos.Do Alentejo ficou aquele desejo, que já conhecia, de voltar sempre que puder. Mas agora é tempo de voltar à vida normal e regressar aos "meus lugares", o que é sempre mágico.

Foram dias tranquilos, prazerosos, felizes, retemperadores. E também foram dias de reencontros. Tive um reencontro, através do Facebook, que me fez acordar uma parte de mim, que julgava adormecida, e que me fez, acima de tudo, voltar a reencontrar-me comigo próprio. As férias também servem para isso, para reflectirmos no nosso passado, tentando moldar o presente e programar o futuro.

E, neste caso, uma coincidência inesperada, serviu-me para olhar um pouco para trás na minha vida ( neste caso, recuar 12 anos ) e tentar fazer uma avaliação do que era e do que sou agora. Entre o deve e o haver acho que, com a idade, e com a aprendizagem que o tempo me trouxe, tornei-me em alguém muito diferente do que era, perdoem-me a imodéstia, mais positiva, quer no relacionamento com os outros, quer no relacionamento comigo próprio.

Agora é tempo de aproveitar os últimos momentos de férias para repôr, ainda mais, energias para enfrentar o resto do ano com a mesma coragem, valentia e vontade de vencer que estas férias me trouxeram.


16 de julho de 2010

Destino: Vila Nova de Milfontes


No entanto, aqui, todos os dias, está programado
postar uma canção de um artista/banda que me vai acompanhar nestes dias.

Até dia 28 e portem-se bem na minha ausência.

14 de julho de 2010

O pão nosso de cada dia


Neste caso, o meu e do John...

13 de julho de 2010

Toy Story 3

É impressão minha ou vou ter que convidar a minha prima pequenina para vermos este filme ao cinema, assim não parece tão mal. Corro o risco de vibrar mais do que ela. No fundo, nestas coisas, continuo a ser um miudo. Mas aquela parte do Ken quando vê a Barbie a primeira vez é mesmo de risos.




ah..e ainda tenho para ver o meu adorado Shrek...ai que nunca mais cresço.

Alive'2010


The Drums, Devendra Banhart , Florence & The Machine, The XX , La Roux, Faith No More, Holy Ghost, Mão Morta, Manic Street Preachers ( cumpri um sonho que me perseguia desde muito tempo, vê-los ao vivo. ), Skunk Anansie ( em homenagem à minha adolescência) , Sean Riley & The Slowriders, Gogol Bordello, Pearl Jam ( noite mágica, até mesmo para não indefectiveís) e LCD Soundsystem, uns mais do que outros, uns mais intensos e inesqueciveis do que outros, mas todos eles proporcionaram momentos que irei recordar.

Mas queria partilhar aquele que, para mim, foi o momento que vivi com mais intensidade. MIl vídeos não reproduzem a magia do que se passou ali .Até mais do que "The Everlasting" a minha canção favorita dos Manic Street Preachers, ou qualquer outra deles ( e eles cantaram todas as minhas favoritas) claramente, a banda que eu mais queria ver e que me fez perder The Gossip. Ou melhor, queria dedicar a todos os amigos. A todos que revi. Aos outros que conheci. Também para quem não foi mas gostava de ter ido. Para quem partilhei grandes momentos juntos. Para vocês todos. Para todos, o momento do concerto, que curiosamente vi sozinho, mais vibrei, mais saltei e mais cantei. Para todos " You´ve got the love". O meu.



PS: Skunk Anansie não tiveram direito a fotos, a bateria da máquina terminou. Podem carregar na imagem para ver melhor um bocadinho

7 de julho de 2010

6 de julho de 2010

Plano de férias

1- Tratar do cartão de cidadão único.
2- Correr na praia.
3- Entrar no
"Submundo" de Don DeLillo.
4-Escrever.
5-Deixar crescer a barba por uns dias.
6- Deixar passar o Ben Harper no "Festival Marés Vivas".
7- Ver, finalmente, algumas séries em atraso.
8- Deliciar-me com sardinhas assadas.
9- Comer, alarvamente, ameijoas.
10- Beber groselha com leite fresco.
11-Dançar ao som dos
Virgem Suta.
12- Saltar, cantar, me emocionar, conviver, entre outras coisas no Optimus Alive.
13-Tirar fotografias a tudo o que me aparecer à frente.
14- Desligar o telefone ao chefe e dizer que estou sem bateria.
15- Andar com a minha prima de mãos dadas na praia.
16- Fazer castelos de areia com a minha prima na praia.
17- Jogar à bola na praia.
18- Saltar para a água e gritar " woooooooooowwwwwwww"
19- Fechar os olhos e sentir o sol a queimar a minha pele.
20- Assobiar a canção da
"Maria Clementina" ( está lá o grande Fachada, não está ?)
21- Seduzir.
22- Ser seduzido.
23- Dormir dentro de uma tenda.
24- Rever amigos.
25- Beber sangria em noites quentes.
26- Apreciar a moda dos calções nas mulheres. ( fica-lhes tão bem...)
27 - Não ouvir o lixo radiofónico da RFM.
28- Comer melancia fresca.

29- Retomar o hábito de dormir a sesta.
30- Esquecer que o Patrick Watson vai ao Super Rock.
31-Esquecer que os The National, o Casablancas, o Beirut e os Vampire Weekend também vão ao Super Rock.
32- Ver o "Shrek para sempre".
33- Nadar, nadar, nadar.
34- Ler à noite numa varanda, solitário e com silêncio.
35- Churrascada de amigos.
36-Jogar às cartas até altas horas da noite.
37- Beber chá relaxadamente em noites mais frias.
38- Imaginar as figuras das nuvens.
39- Espreguiçar e ficar novamente na cama.
40- Não usar relógio.
41- Observar o mar.
42- Tomar uma bebida numa esplanada.
43- Não usar jeans.
44- Ler o
livro de poesia do Sérgio Godinho.
45- Tentar escrever Haiku.
46- Perder horas a jogar "cruzadex".
47-Esperar que as férias não sejam interrompidas por causa do trabalho.
48- Ouvir o novo album dos The Soaked Lamb.
49- Uma cerveja fresca ao lanche.

e o melhor de todos:

50- Ter a liberdade de não cumprir os 49 pontos anteriores e fazer o que me apetecer.

4 de julho de 2010

a angústia do banco de jardim


" Um dos problemas actuais das cidades é que elas já não servem para parar. Quando eu era criança as pessoas paravam nas cidades, fosse num café, num banco de jardim, no muro duma casa ou até numa paragem de autocarro. Agora não. Os bancos de jardim estão vazios, as pessoas tomam o café em pé enquanto olham para o relógio e até pelo autocarro esperam em pé, sempre a olhar para um lado e para o outro como se estivessem atrasadas.


Há bocado passei por um banco de jardim e pareceu-me que ele estava angustiado, não só por se sentir inútil mas principalmente por ter saudades das conversas de amor que já não ouve. É que o problema também é esse: as cidades onde as pessoas param são cidades onde as pessoas aprendem a amar, as cidades onde as pessoas não param são cidades de gente só. E o problema da gente só é que esta acaba por estar só mesmo quando não está.

O amor já não nasce numa conversa de banco de jardim. Agora manda-se dois nomes para um número de valor acrescentado e fica-se a saber se as pessoas são compatíveis ou não. Joana e Mário dá setenta por cento e toma-se isso como definitivo. Surpresa. Não é definitivo."

visto aqui

29 de junho de 2010

" Jogar como nunca, perder como sempre "

Voltou o lema que tem sido o nosso fado, se bem que a primeira parte foi melhor do que a segunda. Queiroz convidou os criticos a cairem em cima dele, errando tacticamente, depois de ter estado excelente até àquele fatídico minuto em que tirou Hugo Almeida.

É verdade que nunca teve um banco à altura, nunca teve um Ronaldo ( nem na qualificação, nem no Mundial, nunca foi um líder à altura, provando ser um jogador de clubes e não de selecção), nunca teve um Simão "bigmacmacmacmac" em forma, Pedro Mendes sempre mal, Tiago não é, nem nunca vai ser, um 10 como Deco, fez falta Bosingwa e Nani
, etc. Portugal, dentro do seus limites, acaba por fazer um Mundial normal, pelo plantel que tem.

Parabéns para alguns jogadores que acabaram por fazer um bom Mundial, mas, principalmente, para Eduardo e Fábio Coentrão, sem dúvida os melhores, mas também Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Meireles.

A partir de hoje, deixei de ser ateu e estou com Deus, mas tentado em fazer um pacto com o Diabo.


PS. As declarações do Ronaldo indefensáveis e inaceitáveis para quem foi dos piores jogadores portugueses, as polémicas e a lavagem de roupa suja que vamos assistir, o clubismo exacerbado nas opiniões, o ajuste de contas dos jornalistas com o seleccionador, a hipocrisia e o 8 e o 80 do povo português que só mal-diz, tudo isso é o que me leva a vibrar muito mais pelo meu clube do que pela selecção. Por mim, estou de férias oficialmente desde a final da Taça de Portugal. E o meu clube apresenta-se dia 2. Venha a época depressa que já tenho saudades das camisolas azuis e brancas.

27 de junho de 2010

Akinator


O maior responsável deste post é o meu amigo Loot. O jogo é tão simples, como viciante e divertido. Pensa numa pessoa, famosa ou não, responde às perguntas do Akinator que ele, na maior parte das vezes, adivinha. Queres tentar ? Então vai aqui.

PS: Experimentei pensar em mim próprio. Na pergunta " o seu personagem é fofo ?" respondi que sim. É claro que ele adivinhou logo, apontando que era eu. Ele sabe mesmo muito...

23 de junho de 2010

Coisas boas para serem relembradas

Falta apenas uma semana para eu ter direito a quatro semanas de férias. ;)

21 de junho de 2010

Setazero


A frase-chave de jogo: " Não éramos os piores antes e não somos os melhores agora" - Simão Sabrosa.

Nem éramos os coitadinhos que os velhos do Restelo apregoavam a sete ventos, nem somos os maiores por ter goleado a Coreia do Norte. Mas, convenhamos, fizemos uma exibição perfeita, por isso Parabéns Portugal.




Um simples obrigado

Foto : Marcos Borga


"Não é verdade. A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: «Não há mais que ver», sabia que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com Sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já."
in "Viagens a Portugal"



É tempo de sacudir a tristeza do nosso corpo, como se estivéssemos a limpar o pó à nossa alma. É tempo de recomeçar. De voltar às suas palavras. De voltar a sorrir, carinhosamente, com as suas frases.


O corpo, reduzido a cinzas, já não habita no nosso Mundo. Já não respira o nosso ar. Agora pertence a um lugar que conquistou com dignidade, muito trabalho e imenso talento. Pertence à eternidade que apenas os grandes génios conseguem alcançar.

Olho para os seus livros na minha estante. Conto-os. São onze. Desses, li mais de metade. Ainda me faltam cinco. Mais aqueles que ainda não comprei. Um dia, irei comprar a todos, prometi a mim num dia longínquo, depois ter fechado um livro seu. Volto a pegar neles, vejo alguns cantos dobrados e sorrio cúmplice de momentos só nossos.

A partir de agora, irei lê-los. Alguns, irei relê-los. Em silêncio. Em segredo. Para que pareça que as suas palavras sejam só minhas. Para o recordar, como se deve recordar todos os grandes escritores.

Neste mundo de incoerentes, irei ter saudades da sua coerência, da sua frontalidade, de não ter medo de dizer a verdade, apenas porque ela é a sua convicção, mesmo que pareça ser só ele a defendê-la.

A partir de hoje, a tua viagem recomeçou. As minhas palavras serão sempre pequenas demais para a grandiosidade do que deixaste. Apenas, um simples obrigado.


18 de junho de 2010

ADEUS


PS. Não consigo dizer mais nada. A tristeza roubou-me as palavras. Felizmente, a sua obra perdurará para sempre.

17 de junho de 2010

Minutos, dias

Todos os dias têm a sua história, um só minuto levaria anos a contar, o mínimo gesto, o descasque miudinho duma palavra, duma sílaba, dum som, para já não falar dos pensamentos, que é coisa de muito estofo, pensar no que se pensa, ou pensou, ou está pensando, e que pensamento é esse que pensa o outro pensamento, não acabaríamos nunca mais.

In Levantado do Chão, Ed. Caminho, 14.ª ed., p. 59
(Selecção de Diego Mesa) - Retirado do caderno online do Mestre.

16 de junho de 2010

29


E pronto. Já despi a camisola nº 28. Poderia ser melhor, mas também não foi mau. A partir de hoje, visto a camisola com o nº 29. Que venha mais um ano.

15 de junho de 2010

Boa sorte, Portugal ( apesar de tudo...)


Hoje, entra em campo, finalmente, Portugal. Desde já faço uma declaração de interesses: nunca fui um grande adepto da selecção. Sou, assumidamente, clubista, a minha selecção é o FCPorto. Sou adepto daquela teoria que li algures de sentir mais o hino do meu clube do que o hino nacional, porque foi com o coração que escolhi o clube que amo, quanto ao país que nasci, não fui eu que o escolhi. É parvo, talvez, mas sou assumidamente parvo, mas não sou, de certeza, falso.

À parte de 2004, porque 2004 foi de facto diferente, vibrei sempre mais ou menos com a selecção, com qualquer treinador, o treinador que vibrei mais foi mesmo o Humberto Coelho, mas com Scolari, a partir de 2004, o meu apoio foi-se desvanecendo ainda mais, e se o meu apoio foi sempre incondicional e com alguma emoção, a partir daí foi-se secando o meu amor à selecção, ao ponto de não festejar os golos.
Mas, claro, nunca desejei a derrota da selecção, mesmo com Scolari porque acho uma tremenda estupidez desejar o mal de uma coisa que se gosta, devido a uma pessoa que apenas passa pelos clubes. Como diz o provérbio, as pessoas passam, o clube fica.

Adiante, mas com a entrada de Queiroz confesso a minha desilusão, não pela pessoa em si, nem pela sua competência que, para mim, é inatacável, mas reconheço que ele não será a melhor pessoa para motivar os adeptos. É verdade que Scolari conseguiu abrir um ciclo muito forte na selecção: o ciclo do circo em volta à selecção. Queiroz ir atrás desse circo desiludiu-me e muito. O picnic do Tony, o circo da música dos Black Eyed Pies, além da sua enorme falta de jeito para conseguir unir, ou talvez animar, o povo em redor à selecção. Por outras palavras, Queiroz não tem jeito para a palhaçada.
Depois existe aquela particularidade que o povo português tem: entre o apoio incondicional a uma coisa e a parolice a linha é muito ténue, e nisso o povo português é o campeão, a sua atitude, como diz e bem Rui Reininho, é sempre a mais parola de todas. Scolari explorou e bem esse lado, Queiroz não consegue alegrar as pessoas com o seu ar tristonho.

Quanto à equipa, em comparação com Scolari, Queiroz também tem azar, o brasileiro herdou a defesa e o meio campo do FCPorto campeão europeu, juntando o melhor goleador de sempre, Pauleta, um Figo no auge da sua carreira e C. Ronaldo a despontar, juntou um, vá lá vou ser simpático, medíocre guarda-redes, um leque de suplentes de categoria e conseguiu duas boas classificações, quer no Europeu, quer no Mundial. Queiroz herdou uma selecção com alguns jogadores em fim de ciclo, a necessitar urgente de uma remodelação, mas a não ter opções com a mesma qualidade. Além da falta de liderança de alguns jogadores que por lá andam.

Por último, Queiroz não tem uma boa imprensa, que está ansiosa, sabe-se lá porquê, para poder desancar em cima dele. No tempo de Scolari quem criticava era contra a selecção, hoje, vejo programas e programas de gente, que nem é de futebol, a criticar de uma forma violenta as opções de Queiroz, e muitas delas a transpirar clubismo por todo o lado, mas a não assumir.

Apesar de tudo, acredito, não num Portugal campeão, mas sim num Portugal ao nível dos campeões. E hoje, mesmo que esteja apenas a ouvir o relato, ou a espreitar na net do pc do trabalho, estarei a torcer pela selecção, à espera que ela me dê uma alegria.
Boa sorte, Portugal.

12 de junho de 2010

I Got a feeling

que isto vale mais por qualquer música dos Black Eye Pyes ou qualquer som de vuvuzela ou publicidade a bancos ou qualquer outra manifestação de apoio à selecção feita por portugueses ( incluindo, claro está, o picnic do Tony)

Futebol também é isto. Pura Poesia.



11 de junho de 2010

Verão


Enquanto o verdadeiro não chega, vou começar a envolver-me neste, depois de me ter dedicado à obsessão de Pamuk.

8 de junho de 2010

Dreamin´man



I'm a dreamin' man,
yes, that's my problem
I can't tell
when I'm not being real.
In the meadow dusk
I park my Aerostar
With a loaded gun
and sweet dreams of you.

I'll always be a dreamin' man
I don't have to understand
I know it's alright.

I see your curves and
I feel your vibrations
You dressed in black and white,
you lost in the mall
I watch you disappear
past Club Med Vacations
Another sleepless night,
a sun that won't fall.

I'll always be a dreamin' man
I don't have to understand
I know it's alright.

Now the night is gone,
a new day is dawning
And our homeless dreams
go back to the street
Another time or place,
another civilization
Would really make
this life feel so complete.

I'll always be a dreamin' man
I don't have to understand
I know it's alright.

Dreamin' man
He's got a problem
Dreamin' man
Dreamin' man
He's got a problem
Dreamin' man.

7 de junho de 2010

O bilhete já cá canta


Do Festival e do Campismo também. Agora é começar a preparar-me, e esperar os horários para decidir o programa das festas.

6 de junho de 2010









É sempre muito bom voltar a visitar Serralves. Respirar aquele ar puro, aquela tranquilidade, aquela alegria diferente que parece ser única. Foi bom rever aqueles espaços verdes cheios de gente, de animação e de verdadeira cultura. As performances inesperadas, as feiras de artesanato, as crianças aos saltos, a Orquestra de Guitarras e de Baixos, os balões, os papagaios que fazem nascer a imaginação, o espectáculo de Jazz do Hot Clube de Portugal ao entardecer deitado na relva, os cornettos que só ali parecem saber tão bem, o blues no Ténis, a Feira do Livro de Arte, e o imenso que ainda ficou para ver, tudo ali se conjuga no verbo " apreciar". Seja sozinho ou acompanhado, Serralves é sempre motivo de prazer.

5 de junho de 2010

Apareçam



e digam qualquer coisa, que puderei andar por lá.

4 de junho de 2010

O meu colega de trabalho acaba de me relatar a conversa que teve, durante o almoço, com um condutor de um carro que queria saber onde era a Rua da Alegria. O problema é que ele disse a mim onde é que era a Rua da Alegria, explicou-me direitinho como se eu não soubesse. Até me deu duas opções. Como se eu não as soubesse. Eu agradeci, pois claro. E agora, dá opiniões nas letras das canções que passam 1001 vezes na rádio. E o sol fabuloso lá fora a convidar uma praia à maneira e eu a ouvir isto. E o trabalho a acumular, pois claro. De facto, cada um tem o que merece, e eu não devo merecer muito mais do que isto.

" Sit Down Beside on Me"



É a nova canção de mr. Patrick Watson. Genial. Como sempre. Versão original, e com melhor som aqui. Versão ao vivo aqui.

2 de junho de 2010

O melhor treinador do mundo é sempre o meu

Depois de Jesualdo Ferreira, a quem muito agradeço os bons serviços prestados, a partir de agora o melhor treinador do mundo é este

Aos adeptos do FCP, espero que não o vejam como cópia do Mourinho, ou que irá conseguir os mesmos feitos que o "special one" teve aqui, até porque são equipas diferentes. Vejam-no como um jovem irreverente, que quer mostrar trabalho, e que depois de 4 anos de gente experiente, abriu-se uma porta e veio uma enorme lufada de ar fresco, gente nova e, acima de tudo, competente. Confio, como sempre, na escolha do meu Presidente, mas fico agradado com a sua aquisição. Preferencialmente, gostava de um treinador estrangeiro, de preferência europeu, mas se a escolha fosse portuguesa, ele seria a minha primeira escolha. E agora o que o Paulo Bento vai fazer a tantas casas que comprou ? E lá vai ter que anular as matriculas das filhas no colégio...

Boa sorte Mister André e que para o ano voltemos a festejar um campeonato, é o que desejo .

1 de junho de 2010

Da selecção

Pior do que ver jogos da selecção com os comentários do Valdemar Duarte, é ver jogos da selecção com os comentários do Valdemar Duarte com as vuvuzelas de som de fundo.

30 de maio de 2010

Último Domingo do mês de Maio


Como é tradição, foi um dia dedicado a um convivio de amigos. Este ano, teve como destino Cabeceiras de Basto ( manhã e almoço) e depois Serra da Penha ( da parte de tarde). Com boi na brasa e bacalhau na ementa, um jogo de futebol e amizade entre todos como prato principal, este ano ainda tivemos a presença de muito sol e calor. Ficou encontro marcado para o ano, com local a decidir, e com pena deste dia não se repetir mais vezes.

29 de maio de 2010

Moments

" How to define a moment ? I don´t know..."

Certamente, há imensas coisas que me fariam visitar a localidade de Sabrosa. É Douro, e para mim isso basta. Mas hoje, se pudesse, iria visitar Sabrosa para ver o Rei do Blues: BB King.


25 de maio de 2010

" As horas do Douro"

Começamos a ver um ecrã totalmente negro. Silêncio. De repente, ouve-se um som. Parece uma tesoura. A imagem começa a tornar-se mais clara, a câmara a mover-se, e o som a aumentar. Confirma-se, é o som de uma tesoura, que se transforma , num instante, no som de um conjunto de tesouras de poda a cortar ramos. Começamos a ver homens a fazer o seu trabalho. E é assim que começa uma das coisas mais fascinantes da cultura portuguesa: as vindimas.

Todo o ano, todas as estações, quer faça chuva ou sol, quer o tempo esteja muito frio ou muito quente, e geralmente ou está muito frio ou muito calor, aquelas terras são trabalhadas, de forma penosa, mas dedicada, para que ali nasça o verdadeiro néctar dos Deuses.

“As Horas do Douro”, é um documentário da autoria do sociólogo António Barreto e Joana Pontes, que foi exibido na sexta-feira e no sábado, incluído na Extensão do Festival Indie Lisboa 2010 no Porto, no cinema Nun´Álvares, que fala sobre o, para mim, local mais fascinante de Portugal: o Douro.

No documentário vê-se como é que o trabalho do Homem molda a Natureza, tornando-a incomparavelmente bela e imponente, os socalcos trabalhados durante todo o ano com um carinho e dedicação nunca vistos, o amor e o orgulho que as pessoas têm pela sua terra, conhecemos homens e mulheres humildes e honestos, trabalhadores incansáveís, as tradições, as suas histórias, os planos para o futuro, tudo isso registado com um extremo cuidado, e com uma fotografia lindíssima, ou o Douro não fosse um dos locais mais bonitos de Portugal. Ás vezes, nem é necessário nenhum som, basta uma simples imagem em cima do monte para ficarmos deliciados com o que estamos a assistir.

Acompanhamos um trabalho das vindimas, desde o seu inicio, até ao seu fim, aprendemos verdadeiras lições, não só de agricultura ou cultura geral, mas sim lições de vida e de humildade e saímos encantados e vergados perante tanta beleza de uma cultura única no mundo.

Quem gosta de se maravilhar com o Douro não pode perder este interessante documentário.

PS: Quanto ao Indie, hoje, é a vez de ir ver este documentário.

23 de maio de 2010

As aprendizagens do fim-de-semana

Um fim-de-semana sozinho em casa, deu-me para perceber duas coisas úteis para o meu futuro. Principalmente, para um futuro vivendo a sós, que é, por este andar, o que me espera nos tempos mais próximos. Quero dizer, é mais próximo viver sozinho do que acompanhado, vamos a ver para quando essa realização deste desejo.

A primeira, já eu conhecia, sendo apenas uma confirmação: sou uma pessoa que me sinto extremamente cómoda nos silêncios. Enquanto o mundo lá fora vive com imensos ruídos, vamos a qualquer lado, e seja numa loja, numa Feira, num centro comercial, no trabalho, em todo o lado existe sempre música, gosto de encontrar a paz no silêncio, sentindo-me cada vez mais confortável na ausência de sons. Sou um fanático por música, sem ela eu não saberia viver, mas, cada vez mais, sinto necessidade de procurar o silêncio em certos momentos do dia. É quase como adorar ler livros, mas não conseguir ler livros fotocopiados. Acredito que, assim como ler, ver televisão, etc., a música tem o seu momento e gosto de lhe dar toda a atenção, e não é por estar sozinho que a música deve estar sempre presente. E é bem sempre retemperador, ter momentos silenciosos.

A segunda coisa, foi muito bom saber, um verdadeiro alivio confesso, que existe toda uma gama respeitosa de comida congelada que , um dia que viva sozinho, me irá salvar da fome, ou pelo menos, de comer sempre cereais.

É verdade que, desta vez, foi apenas uma lasanha (da Marco Beliini, muito boa, mas não percebi porque que aquecê-la durou a primeira parte toda do Inter-Bayern, poderia ser mais rápida), mas tomei conhecimento que existe toda uma variedade de comidas, até bacalhau com natas, para aconchegar estômagos solitários e com pouco jeito para a cozinha.

Por isso, espero um futuro com alguns silêncios e muita comida congelada. Até poderia ser pior...

22 de maio de 2010

Forza Mourinho...parabéns Mourinho

Que hoje se repita esta imagem.

Actualização: O homem é mesmo Special One. Pena que, em 2004, não tenha gerado esta unanimidade na sua figura e nas suas vitórias . Mas todos sabemos o porquê...vencer com a camisola azul e branca incomoda muita gente.

21 de maio de 2010

Haiku


Tradução:

Doente da viagem,
Meus sonhos perambulam
Pelo campo seco. ( Matsuo Bashô)

17 de maio de 2010

16 de maio de 2010

A Taça é nossa,carago


Não salva a época, porque pensamos sempre grande. Mas dá um certo consolo, e diminui a desilusão. Para o ano há mais. E melhor, espero.

12 de maio de 2010

Da verdade do amor

Da verdade do amor se meditam
relatos de viagens confissões
e sempre excede a vida
esse segredo que tanto desdém
guarda de ser dito
pouco importa em quantas derrotas
te lançou
as dores os naufrágios escondidos
com eles aprendeste a navegação
dos oceanos gelados
não se deve explicar demasiado cedo
atrás das coisas
o seu brilho cresce sem rumor - José Tolentino Mendonça

10 de maio de 2010

Devendra Banhart no Alive



Está a ficar um Festival inesquecível. Corre o risco de ser dois festivais dentro de um.

9 de maio de 2010

The National




Cuidado. O álbum do ano está a sair.

5 de maio de 2010

" Por fuzilamento, por favor"

Quando pensamos que já lemos/vimos tudo, eis que leio isto. Ainda há noticias que me impressionam, pela negativa. Em pleno século XXI ! Nesta noticia, ainda não sei o que me impressiona mais. Se o pedido, a aceitação do mesmo, ou a forma como isto vai ser feito, e como isto está a ser encarado como uma coisa absolutamente normal. Já a pena de morte é impressionante e horrível, agora o condenado poder escolher morrer daquela maneira...

Confirma-se, também, que no país onde existe a melhor ficção do mundo, é a vida real
que impressiona mais.

4 de maio de 2010

Last night the rock´n´roll save my life #




# - na verdade, ele tem-me salvado muitas vezes. A noite de ontem só foi uma confirmação disso mesmo. Falarei mais do concerto quando o meu cérebro, e o meu corpo, recuperar de quatro horas de sono. É favor carregar em cima das fotografias para ver melhor.

3 de maio de 2010

Hoje no Queimódromo


Sinceramente, não sei o que esperar, mais pela parte do público do que pela banda. Dos escoceses, tenho a certeza que vai ser um grande concerto. Do público, espero que estejam dispostos a fazer uma grande festa.
Quanto a mim, vou sentir-me igualzinho do que senti aqui, apenas com a particularidade de amanhã, parecer um zombie no trabalho, mas que se lixe, ver Franz Ferdinand no Porto não é todos os dias. E hoje é O DIA. Aqui fica um cheirinho do que vai ser logo.




2 de maio de 2010

SOMOS PORTO


Hoje a vitória estava " reserbada " para os verdadeiros campeões. Trêsaum

1 de maio de 2010

Do Clássico


Lá estarei. No lugar do costume. Como de costume. Camisola vestida, cachecol bem erguido, cantando o hino bem alto quando as equipas entrarem, apoiando de forma incondicional, sempre de phones nos ouvidos a ouvir o relato porque só assim é que sei estar. Só assim é que me dá gosto estar.

E sem vontade de espancar ninguém, como quis fazer crer o ricardo araújo pereira na sua crónica no jornal, que outrora foi apelidado de “bíblia do desporto” e exemplo de jornalismo, para se tornar num jornal oficial de um clube e semente de ódio a outro clube. É pena que, e falo aqui de adeptos de todos os clubes, pessoas inteligentes não sejam capazes de distinguir meia dúzia de selvagens juntando toda a gente no mesmo saco. Sempre ouvi dizer que é melhor não atirarem pedras, porque nas nossas casas podemos ter telhados de vidro.

Só não me peçam para os aplaudirem. Porque nunca na vida aplaudirei as minhas tristezas, nem ficarei contente com as minhas derrotas. Virarei as costas, isso sim, erguendo bem alto a cabeça, seguindo em frente, porque para o ano haverá mais e, tenho a certeza, melhor.