6 de março de 2008

Caímos de pé e com a sensação que não merecíamos ser eliminados.
Como eu digo aqui, fomos atropelados por um autocarro que nos desfez o sonho de ir à final.
Para o ano estamos lá novamente para tentar chegar mais longe.
Mas como não vivemos de vitórias morais, agora é tempo de esquecer este dia e dar inicio aos festejos do TRICAMPEONATO que já estamos em contagem decrescente. E isto sem esquecer a Taça de Portugal.
Mas fiquei com uma certeza, depois do que eu sofri, a causa da minha morte não será o futebol.

5 de março de 2008

É hoje


Gosto destes grandes jogos marcados a esta hora. Gosto de ver chegar as 18 horas, respirar fundo, desligar os computadores, e começar a minha caminhada rumo ao palco de todas as emoções.

Gosto de fazer aquele caminho a pé, passar pelo Palácio de Cristal, que tanto me inspira, até à Estação de Metro da Casa da Música, de ver os miúdos a saírem da escola com um sorriso nos lábios enquanto os pais/avós/primos/irmãos, que os vão lá buscar, pegam nas suas mochilas pesadas carregadas de sonhos e esperanças de um futuro recheado de sucessos.

Sentir o dia a anoitecer, enquanto vejo aquele senhor junto dos semáforos a vender castanhas assadas e eu, de propósito, passo no meio do fumo para sentir aquele cheirinho.

Gosto de chegar à Estação e, enquanto espero, observar os rostos das pessoas, algumas cansadas na ânsia de chegar o Metro para lhes levar a casa depois de um dia estafante de trabalho, outras, não menos cansadas mas sorridentes e cheias de esperança, à espera que lhes leve até ao Estádio, outras, não tão cansadas, querem apenas que chegue o Metro para lhes levar ao destino pretendido.

Gosto de entrar no Metro e ir para um cantinho, juntinho à porta, à espera que ele me leve ao destino, tentando-me distrair enquanto disfarço os nervos e a ansiedade de lá chegar.

Depois de lá chegar, gosto de entrar na bancada e espreitar para o meu lugar para ver se já lá está o meu pai à minha espera para juntos vibrarmos por uma vitória que acreditamos fervorosamente. Enfim, gosto destes dias de nervosismo míudinho, de unhas roídas, de rádio no ouvido, de vozes roucas e coração acelerado.

E gosto de erguer bem alto o cachecol, dar um grito de " Pooooorttto" enquanto em todo o estádio se ouve isto. É arrepiante.


E gosto, acima de tudo, de ganhar a estes camones de fala esquisita, estes Schmitzs e Heinzs duma figa que já andam por aqui a emborcar cervejinha da nossa que é bem melhor do que a deles.

EU ACREDITO. FORÇA RAPAZES.

3 de março de 2008


A primeira pergunta que colocamos a nós próprios é a questão que os jurados dos Óscars se puseram a eles próprios quando votaram para a categoria de melhor filme: qual é o melhor filme " Haverá Sangue" ou " Este país não é para velhos" ? A maior parte deles escolheram este último, e pensando bem...agiram bem.

Penso que o filme dos Irmãos Cohen é mais completo, com melhor argumento, por consequência, é melhor do que " Haverá Sangue", não esquecendo que Daniel Day Lewis tinha de ser premiado pela sua interpretação e também que o" Óscar para melhor Fotografia" só poderia ser também para o filme de P.T.Anderson, tem imagens mais do que arrepiantes, portanto, este ano, os Óscars foram bem distribuídos nas principais categorias.

Há uma parte do filme que Tommy Lee Jones, o sheriff filosófico que se mostra abismado, e impotente, com a escalada de violência na sua terra ( e ele não vive em Portugal, aí é que ficaria ainda mais, basta ver o que aconteceu neste fim de semana por todo o país) lê uma noticia no jornal ( atenção, o que vou dizer é spoiler, quem quer ver o filme passe para o parágrafo seguinte) que um casal donos de um lar de 3ª idade foram presos porque matavam os velhotes apenas para ficar com os seus cheques da segurança social e enriquecerem. Depois reflecte para o seu companheiro dizendo " o que chamou a atenção às pessoas foi ver a sair um velhote a correr com uma coleira. Curiosamente, não foi a verem os donos a cavar buracos nas traseiras". O seu companheiro meio bronco ri à gargalhada, e nós não resistimos, também rimos daquela reflexão, mas ao mesmo tempo estamos a rir de nós próprios, do mundo em que vivemos e ao que chegamos.

Se no filme " Haverá Sangue" conta a história do inicio do capitalismo e todo o mal que deriva desse capitalismo, principalmente nas relações entre as pessoas, neste filme leva-nos um pouco mais longe mostrando a animalidade de um " serial-killer" , Javier Bardem consegue construir uma personagem que se poderá tornar das mais temidas história do cinema, o seu olhar medonho, a sua voz poderosa, o seu estilo e a sua frieza são irrepreensíveis. Depois temos aquela tensão e suspense todo que nos é servido de uma forma lenta, que , por vezes, incomoda, nunca nos deixando indiferente ao que se passa no ecrã. Agora resta-me apenas comprar o livro de Cormac McCarthy que deu origem a este filme e esperar que alguém faça um filme tão bom, ou melhor, a um do livros mais fascinantes que li deste mesmo autor, " A Estrada".

27 de fevereiro de 2008

Dilbert says :

" Não é o mundo dos negócios que traz ao de cima a nossa idiotia, mas será talvez o local onde mais reparamos nela. Nas nossas vidas pessoais, admitimos os comportamentos bizarros. Até parecem normais. ( Se não acredita em mim, olhe para os seus membros da sua família.) Mas, no mundo do trabalho, penso que todos deveriam ser guiados por um pensamento lógico e racional. No ambiente empresarial, qualquer absurdo é tão visível como uma freira morta num campo de neve. Estou convencido de que o local de trabalho não encerra mais absurdos do que a vida quotidiana, mas o absurdo é, sem dúvida alguma, mais conspícuo.
Acho muito divertido o facto de, inclusive, nos levarmos a sério. Raramente reconhecemos as nossas próprias idiotices e, no entanto, conseguimos identificar claramente as idiotices dos outros. É essa a tensão central da empresa:

Esperamos que os outros ajam racionalmente, apesar de sermos irracionais.

É inútil esperarmos comportamentos racionais por parte das pessoas com que trabalhamos, ou de qualquer outra pessoa, já que se fala disso. Se conseguirmos aceitar o facto de estarmos rodeados por idiotas, compreendermos que a resistência é inútil, a tensão dissipar-se-á e poderemos sentar-nos e rir à custa dos outros. "
Chama-se Dilbert e o seu autor lançou um livro chamado " O principio de Dilbert", onde fala das peripécias de uma empresa. É o livro que comecei a ler, para sorrir e reconhecer a empresa onde trabalho, e no fundo, também a mim próprio. Apesar de não usar gravata, mas tenho um cubículo, ou como se diz por aí uma secretária, só para mim.

25 de fevereiro de 2008

Sento-me na cadeira e enquanto pego na caneca dando um trago do meu mais recente vicio, penso no fim de semana que passou.

Foi até um bom fim de semana, revi gente que me viu crescer e outra gente que me fez crescer. É mesmo crescer que sempre quero e que sempre quis, nunca estagnar num só sitio, é contra o " parar no tempo" que luto, aprender a viver cada vez mais intensamente, rodear-me de informação do mundo, conhecer mais coisas diferentes, novas pessoas, diferentes modos de vida, diferentes feitios e até com diferentes gostos para puder conhecer de tudo um pouco.

Errar muito, desde que isso não prejudique ninguém, são os erros que nos fazem crescer, são eles as verdadeiras lições de vida para que o nosso futuro seja melhor. Pena é, quando repetimos esses mesmos erros, porque nos falta coragem ou força para dizer algumas palavras, fazer alguns actos, porque temos medo de agir, não sabendo bem o porquê e depois perdemos algo que tanto queríamos. Como disse o Sérgio Godinho " pode alguém ser quem não é ? ". No fundo é aquilo o que somos, e não aquilo que não somos, que atrai as outras pessoas, que criamos amizades únicas, amores verdadeiros e tudo o resto que a vida tem de bom.

Por muito que tentamos ser actores nesta vida, existe sempre uma altura em que a máscara cai e aí mostramos o que somos, com as nossas virtudes e defeitos, é por isso que tento ser sempre transparente, aquilo que sou em casa, tento ser no trabalho, tento ser com os amigos e tento até ser em tudo o que faço. Os cumprimentos sentidos, as recordações, os elogios, os sorrisos, o carinho demonstrado, enfim, tudo isso me fez sentir que é a viver assim que consigo viver melhor, mais feliz e que estou a seguir o caminho certo. Embora perca sempre alguma coisa em ser assim...

Abro a Internet vezes sem conta, e dessas vezes vou aos favoritos, pacientemente, colocar a página no meu blog para ir à parte dos"Aperitivos" para ir ver outros caminhos que se cruzaram com o meu. Vidas todas elas diferentes, umas vidas de conhecidos, outros de desconhecidos, mas que um dia, das mais variadíssimas formas, umas mais coincidentes do que as outras, se cruzaram com a minha, crescendo um bocadinho mais e mudando-me um pouco com a presença delas no meu dia-a-dia.

Respiro fundo e necessito de algo. Bebo mais um bocadinho e sinto falta de ouvir algumas palavras diferentes, algo diferente que me faça sentir o coração afagado. Enquanto leio atentamente a vida dos outros, necessito de quebrar o silêncio. Necessito de companhia para estas viagens . Chamo-a até mim, peço-lhe para que me sussurre palavras bonitas ao ouvido, que fale apenas para mim naquele momento e me leve para outro mundo. Imagino-lhe um esboçar de um sorriso irresistível, um cerrar de olhos carinhoso, umas mãos próximas às minhas e é então que toda a minha atenção vai para ela, quando ela me sussurra isto

" What’s it like
When everybody says you ain’t even trying

Oh, the faithful heart
Is when we start
With these trying things

Should have known better
To ask for something
You wouldn’t give
You take the words from your mouth
And nobody knows what the truth is "


e tudo isto para dizer que estou maravilhado pela Shannon Wright

22 de fevereiro de 2008

O Loot propôs-me um desafio engraçado que consiste em responder a um questionário, mas as respostas têm de serem dadas com os títulos de canções do meu músico favorito.

Quando peguei nesse questionário comecei a fazer com as músicas do meu músico favorito, mas o Jeff Buckley era um grande interprete de obras dos outros, embora também tenha sido autor de muitas outras, pensei que estaria a desvirtuar as regras do jogo porque algumas respostas tem títulos de obras dos Led Zeppelin ou Smiths, por exemplo. Por isso, comecei a responder com os títulos do meu músico favorito vivo, Mr. Tom Waits. Contudo, isto é engraçado e fiquei com pena de deixar de fora algumas respostas do Jeff Buckley fora, por isso, aqui vos deixo os dois.
Aconselho a fazerem o mesmo, isto até é mais interessante do que parece, pronto agora deixo-me de conversa, ora então vamos lá:

Pick: Jeff Buckley

1.) Are you a male or female? Harem Man

2.) Describe yourself:
The boy with the thorn in his side

3.) How do you feel about yourself: I Woke Up In A Strange Place

4.) Describe where you currently live: Stramberry Street

5.) If you could go anywhere, where would you go: The Way Young Lovers Do

6.) Your best friend is: Everyday people

7.) Your favorite color is: Lilac Wine

8.) You know that: Your Flesh Is So Nice

9.) What's the weather like? Morning Theft

10.) If your life was a television show, what would it be called? Despite The Tears

11.) What is life to you ? Sweet Thing

12.) What is the best advice you have to give? All Flowers In Time Bend Towards The Sun

13.) If you could change your name, what would you change it to? Kashmir ( que por acaso foi o meu primeiro nick na blogosfera :) )


Pick : Tom Waits

1.) Are you a male or female? Ice Cream Man

2.) Describe yourself: King Kong

3.) How do you feel about yourself: No one knows, i´m gone

4.) Describe where you currently live: Wrong side of the road

5.) If you could go anywhere, where would you go: The Other Side Of The World

6.) Your best friend is: Get behind the mule

7.) Your favorite color is: Blue skies

8.) You know that: Misery Is The River Of The World

9.) What's the weather like? Emotional Weather

10.) If your life was a television show, what would it be called? The Ghosts Of Saturday Night

11.) What is life to you ? Warm beer and cold women

12.) What is the best advice you have to give? The World Keeps Turning

13.) If you could change your name, what would you change it to? Mr. Siegal

21 de fevereiro de 2008

O que raio se passará de importante no sábado à noite para agora todos me convidarem para jantar ? Já vão em 3 convites. Ainda é tão cedo para o meu aniversário, por isso não é nenhuma festa surpresa. Eu até gostava de aceitar todos os convites, o mais curioso é que se decidiram fazer jantares todos no mesmo dia, podiam espaçar o tempo. O que deu ás pessoas agora quererem a minha companhia e logo todas ao mesmo tempo ?

Quando às vezes necessito de espairecer, de desabafar, ou apenas conversar não aparece ninguém e agora de repente nem sei para onde me virar. Quero dizer, até sei, irei festejar a segunda oportunidade de ver um grande amigo feliz com alguém. Na primeira vez não resultou, diz ele, por sua culpa, por não ter sido capaz de a fazer feliz. Nunca me esqueci ele a dizer-me " não faças isto. Não sejas assim. "Agora quer mudar a história da sua vida com outra pessoa, e, confessou-me, que agora é que vai ser, não vai deixar fugir a oportunidade de ser feliz. É o meu chefe.
Hallelujah Brother Daniel


Existe apenas uma definição para o filme " Haverá Sangue" : OBRA-PRIMA. É um filme esmagador, que parece nos sufocar perante a sua grandiosidade épica, existem momentos em que gostávamos de fazer uma pausa para tentar ver as imagens em pormenor, lembrei-me duma entrevista do David Fonseca onde afirmava que era muito chato a ver filmes porque parava muitas vezes para ver a imagem, o enquadramento, a fotografia, etc, e foi isso que, a dada altura, eu queria fazer .

Que interpretação F-A-B-U-L-O-S-A de Daniel Day Lewis, é um autêntico jogador, ele recolhe as cartas todas, baralha, parte, dá e ainda fica com o melhor naipe, acabando por ser o melhor jogador, saindo sempre da partida com um brilho imenso, de facto, um dos melhores actores do momento, Paul T. Anderson disse que fez este filme para ele, e isso nota-se claramente, o Óscar é dele, e mais nada, e mesmo que a interpretação de Javier Bardem, o seu maior concorrente, seja magnifica, como a generalidade da crítica afirma, não terá muitas hipóteses.

Depois temos Paul Dano que também tem uma grande interpretação na pele de um pregador, prometendo muito na sua carreira, depois do seu papel em " Little Miss Sunshine", um actor em clara ascensão.

E temos aquele final que nos deixa sem palavras, quando Paul entra na sala de bowling parece que terminou cinema e passamos a assistir refastelados a uma belíssima peça de teatro, tal é a densidade dramática, tal é a pureza da interpretação dos dois, que momento fabuloso !

Andava a precisar ver um filme assim, puro e duro, sem lamechas e romantismos líricos, um bom western que não é bem um western, um filme dramático que não é bem um drama, ou como diz o anúncio, um filme que nos mostra a vida tal e qual como ela é, não esquecendo a sua banda sonora envolvente.

São filmes como este que nos mostram o quanto é maravilhoso apreciar aquilo a que chamam de 7ª arte, ou seja, o cinema. Amen.

18 de fevereiro de 2008

Sempre gostei mais de ver Fotografia do que trabalhar em Fotografia. Ou seja, sempre gostei mais de me perder na visão fotográfica de outras pessoas, do que perder tempo a trabalhar as minhas fotografias, o que é, admito, estúpido, para quem tirou um curso de fotografia como eu tirei, isto no tempo dos meus "verdes anos ".
Talvez tenha sido porque perdi aquela "magia" de ver a fotografia a aparecer no meio de líquidos, e aquela ansiedade em ver se tinha tirado uma boa foto, agora é mais fácil, tudo digital, se não gosta apaga-se e acabou, por isso, juntando à preguiça, eu teria-me desleixado e deixado de lado o gosto pela fotografia, pelo menos em tirar fotos e trabalhá-las.

Eu era do género de pessoa que tirava fotografias e deixava-as na máquina, nas festas de aniversário era bem capaz de só as descarregar quando tivesse outras festas, um desavergonhado era aquilo que eu era.

Mas existe aqui uma palavra que repeti várias vezes, a palavra "ERA", é que agora deixei-me de o ser, já não tenho preguiça, tiro algumas fotos e já tomei o gosto de trabalhá-las pacientemente, aliás até me descontrai bastante, embora continue a preferir muito mais em ver fotografias dos outros do que as minhas..

O blog que irei falar-vos é da propriedade da Catarina Limão, locutora da Antena 3, e nesse blog ela propõe um tema para que os seus leitores puxem pela imaginação, mandando-lhe fotografias, acerca desse mesmo tema. Achei curiosa a ideia e fiquei com vontade imensa em participar, tinha emprestado a máquina na semana passada e não pude participar no tema proposto, " 3 momentos do pequeno-almoço" mas irei na mesma postar aqui quando tirar fotografias sobre esse tema. O tema desta semana era "liberdade", puxei pela imaginação e a minha contribuição foi esta

e hoje foi lá publicado, se tiverem ideias participem, ou então vão lá por curiosidade para ver outras fotografias, ou em desbravar os links de grandes fotógrafos que ela lá tem, ou então se tiverem curiosidade sempre podem lá ir ver o meu nome de nascimento, como se isso interessasse a alguém.

17 de fevereiro de 2008

" De la musique avant toute chose " ( IV)





A " Sunday Smile" ou um sorriso encantador de todos os dias.

15 de fevereiro de 2008

Juro que um dia irei por gesso no braço direito. Mas um tipo de gesso com picos dos cactos. Tudo para que o meu colega de trabalho deixe de falar e de me bater no braço ao mesmo tempo. É que isso IRRITA.

14 de fevereiro de 2008

Só não foi o melhor avançado, porque existiu artistas como Marco Van Basten ou Romário que conseguíram pintar melhor a beleza desta arte, que é o futebol, nos relvados onde passaram. Mas, certamente, Ronaldo foi um dos mais vibrantes jogadores que tive o privilégio de apreciar, até ao vivo quando ele alinhou no saudoso Estádio das Antas.

Ontem, Ronaldo lesionou-se, ao ver o lance que resultou essa lesão duas coisas me passaram pela cabeça: que a lesão nasceu da forma mais estúpida que já vi, um salto daqueles damos todos nós quando estamos felizes e recebemos boas noticias. A outra é que, possivelmente, essa lesão ditará o fim da sua carreira. Aqui fica a minha homenagem a Ronaldo, o Fenómeno

Um filme do (s) Diabo (s)



" A Queda - Hitler e o fim do Terceiro Reich revela-nos os últimos 12 dias da vida de Hitler, mostrando um lado diferente do ditador, o filme tenta humanizar a sua figura, principalmente na maneira afável que se relacionava com as pessoas mais intimas, que segundo rezam as crónicas até era normal vindo dele, mas é o seu lado grotesco e de orgulho cego, que o impede de ver que a guerra está mais do que perdida, que mais prevalece e que é mais focado neste brilhante filme.

O filme é baseado em 2 livros, um escrito pela secretária do Hitler, uma das personagens principais do mesmo, e por um grande historiador alemão, livros esses que tentarei ler, pois claro, ou eu não fosse um grande curioso por História, mais concretamente por História Contemporânea, e dentro desse tema agrada-me muito ler/ver coisas sobre a 2ª Guerra Mundial, sendo essa a razão de querer ansiosamente ler " As Benevolentes", embora as 900 páginas do livro me impeça de o ler agora, mas, certamente, irá ser o meu livro para as férias.

A interpretação de Bruno Ganz é fabulosa, conseguindo "encarnar" de uma forma impressionante a personagem principal, ficamos a pensar em como é que uma figura de aspecto tão idiota, um velhote corcunda e já caduco, consegue impor tanto medo, não me digam que era respeito porque essas mesmas pessoas o atraiçoaram, àquela gente toda que o venera.

O filme foi nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, perdeu, e justamente digo eu, para " Mar Adentro", mas é daqueles filmes para ver e recordar, porque demonstra uma realidade cruel que existiu e nunca se deverá esquecer.

13 de fevereiro de 2008

É um mundo secreto, mas bem mais interessante do que os " Mundo Secreto", aquela banda musical que fez furor nos " Morangos de Açúcar" e nas festas de Verão onde se podia por a mão no ar.

Ela diz que é o seu mundo secreto, mas eu até penso que o mundo dela não é assim tão secreto, porque partilho muita coisa nesse seu mundo, entenda-se, os seus gostos musicais ( a razão principal para eu começar a visitar o seu cantinho), futebolísticos (a 2ª razão ), e outras coisas nas nossas vidas que parece termos vivido quase da mesma maneira, coincidências da vida, como dizia um amigo meu.

Depois dela dedicar estas palavras carinhosas ao meu blog,

"...por ser especial. É um caso sem explicação. Cada vez que lá vou, nunca consigo dar o meu tempo por perdido. Mesmo quando não deixo o comentário da praxe, de uma maneira ou outra tenho a certeza que me tocou. Para além das felizes coincidências que temos, que até parecem inventadas, já que são tantas... "

e de me ter dado uma catrefada de prémios, não posso deixar de a agradecer por todo o carinho e simpatia demonstrada no seu post de atribuição dos mesmos e também nos seus comentários que faz quando aqui me vem visitar e de lhe retribuir todos esses prémios.

Sem esquecer a vénia com os gestos à Mr. Bean, mas que infelizmente não consegui encontrar no Youtube.

11 de fevereiro de 2008

5ª feira - entre as 19 e 45 e as 20:15 - algures na Rua do Campo Alegre :

Saio do ginásio. Subo as escadas que dá acesso à rua. Estou descontraído, relaxado ao máximo, posso dizer parecia estar a andar no céu. Tinha estado alguns minutos a tomar um banho turco no ginásio, isolado do mundo, de olhos fechados a suar como um camelo no deserto, sem pensar em nada. Depois ter tomado um duche demorado e de ter tirado, do corpo e da mente, todas as coisas negativas do dia que estava a terminar. Pensei,

" Ainda bem que cá vim. Deu para relaxar e tirar este stress todo. Ficaria pior se não viesse. Estou mais cansado um bocadinho, mas muito menos irritado. As pessoas não poderiam pagar por eu ter tido um dia mau. "

Ajeito o saco, respiro o ar primaveril que, felizmente, parece estar a nascer e para ficar. Tomo uma decisão,

" Ainda é cedo. Vou a pé para casa. "

Respiro fundo, e penso no dia dificil que acabo de ter. Tinha sido, até ao momento, um daqueles dias difíceis que parecem nunca acabar, as minhas forças quase se esgotaram para lutar contra todas as adversidades. Tudo parecia estar contra mim. Precisava de acabar um trabalho, mas o vento parecia não estar a meu favor, ou era o telefone, ou tinha que atender alguém, ou mais uma chamada, ou outra vez alguém na porta, ou era o meu colega de trabalho com mais uma coisa estúpida para perguntar, ou era a folha, o raio da folha que já tinha desaparecido no meio da papelada, ou era isto, ou aquilo, etc,etc, o tempo a passar, e o trabalho ainda por terminar.

" E que dia lindo está lá fora" - pensava eu, no meio daquilo tudo, enquanto a luz entrava pela janela.

Pensei em como tinha estado irritado com todos, com o telefone que não parava de tocar, com as pessoas que entravam e pareciam não quererem sair, com o meu colega que sempre que fala dá um toque no meu braço a querer a minha atenção,

" Se ele soubesse o quanto isso me irrita. Nunca mais me fazia isso "

com as horas que passavam rapidamente, até comigo próprio por não ter sido mais organizado, por entrar em stress desnecessariamente, e até por estar irritado, uma coisa que me...irrita.

" As pessoas não têm culpa. Tu tens que ser um pouquinho mais organizado e planeares melhor o trabalho. " dizia a minha consciência .

Necessitava de uma redoma para me isolar do mundo e acabar o trabalho. Mas respirei fundo, fechei os olhos e disse para comigo

" Concentra-te. Faz as coisas com calma e vamos lá. Siga para bingo".

Dizia eu, andava tranquilamente pela rua, a lua sorria para mim, o ar estava mais quente um bocadinho, todo o mal tinha passado e amanhã era outro dia e já tinha novamente forças para lutar.

Pego na companhia das minhas "viagens das caminhadas", o meu Ipod, carrego no item que diz " Músicas aleatórias", e de repente, sem saber como foi lá parar, quer dizer, eu devo ter posto lá, não devo é ter reparado, começa a tocar esta música



For changing lines
I've got no time tonight
In these times the wind surpassed the tide
when the wake up's hard to find
Dreams make upfor your life
This crazy shine it never lets you die
Going up
We become what you want
Again the moon rises up too high
And we don't need the sky
Wonder what it is that makes the world turn slower
Wonder what it is that makes me feel so mad
Everyone that talks to me I so which wouldn't
I wouldn't evencare except I feel so bad
Why is there no one in my life
Time
There's no time tonight
Wide
There's no room to see wide
Time
There's no time tonight ( Time Tonight " de John Frusciante )

Sorrio, penso no quanto é bom ouvir algumas músicas que parecem serem escritas para nós, ou talvez por nós, sigo em frente com a cabeça levantada. Tinha vencido o dia.

9 de fevereiro de 2008

" De la musique avant toute chose" ( III )


6 de fevereiro de 2008

" Nascer pequeno, e morrer grande é chegar a ser homem, Por isso nos deu Deus tão pouca terra para o nascimento e tantas terras para a sepultura. Para nascer, pouca terra: para morrer, toda a terra: para nascer, Portugal: para morrer, o mundo. "

" Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos. Se fora pelo contrário, era menos mal. Se os pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande. "


" Os homens com suas más e perversas cobiças, vêm a ser como os peixes, que se comem uns aos outros ."


Apesar de se comemorarem 400 anos relativos ao seu nascimento, as frases retiradas dos seus sermões mostram que Padre António Vieira foi um grande visionário e que ainda hoje continua muito actual.

5 de fevereiro de 2008

No feriado de Carnaval nada melhor do que ver


Johnny Deep mascarado de barbeiro assassino à procura de vingança, no filme " Sweeney Tood", do grande Tim Burton.

Apesar de não ser um espectador habitual de musicais, o que quer dizer que não goste, antes pelo contrário, fui ver este filme com um misto de relutância e curiosidade, relativamente à interpretação de Johnny Deep. Não é novidade nenhuma que ele é um dos actores mais multifacetados que existe, mas como este filme exigia muito vocalmente, pensei que ele poderia fracassar um bocadinho na interpretação das músicas. Confesso que essa relutância foi estúpida.
E, ainda mais, esta banda sonora deve ser qualquer coisa de espectacular, gostei bastante das músicas e das suas interpretações.

É claro que é opinião de um grande fã da dupla Tim Burton/J. Deep, e já agora de Helena Bonham Carter, mas posso dizer que adorei o filme, embora não seja o meu favorito de Burton, continuo a ter um carinho imenso pelo " A Noiva Cadáver", é bem negro e gótico como só ele gosta, se bem que o vermelho do sangue das vitimas seja uma das tonalidades mais usadas no filme.

Por fim, surpreendeu-me o vozeirão de Sacha Boren Cohen, o comediante inglês famoso pelas suas personagens " Ali G" e " Borat" e também fiquei ansioso pela estreia do filme " Este país não é para velhos" que tem um trailer fantástico, o problema é que estão aí uma série de bons filmes para ver, pena não ter muito tempo para os ver a todos.

4 de fevereiro de 2008

Dizem por aí que as pessoas do signo Gémeos podem ter coisas contraditórias, mas se isso for verdade, uma das minhas maiores contradições é o sentimento que tenho pela festa do Carnaval.

Não sou lá muito apreciador da festa em si, não gosto de me mascarar se saio nesse dia, aliás nem faço muita questão em sair, não sou pessoa de dar valor ao Carnaval .

Mas gosto, e e aí que vive a minha contradição, de ver os outros a gozarem o Carnaval e já me diverti imenso em festas de Carnaval, mas, sem dúvida, o que gosto mais é mesmo ver as crianças nesses dias.

Gosto de as ver com os seus olhos a brilhar, o seu sorriso largo, a sua vaidade, de tirar fotografias aos meus primos, de os ver felizes na suas "novas peles ". Gosto sempre de os ver felizes, mas no Carnaval é diferente.

Na altura da mudança de quarto estive a rever fotografias minhas de infância, e daquelas que mais me diverti foram aquelas onde surjo retratado com as minhas fantasias de Carnaval.
Curiosamente, apenas me lembro de quatro disfarces, e três dele tenho retratados.

Lembro-me que um dia me disfarcei-me de cowboy, o único que não tenho fotografias, depois tenho um disfarce de karateca, onde tinha um cabelo cortado à tigela que me ficava bem, depois tenho uma fotografia mais ou menos humilhante, vestido à coelho, e tenho esta que resolvi partilhar convosco, penso que é a fotografia mais engraçada que tenho, num disfarce que nunca deixei de usar, aliás, acho que foi o disfarce que mais me ficou entranhado na pele, tão entranhado que ás vezes faço-me de palhaço, na ânsia de ver sorrir os outros, principalmente das pessoas que mais gosto, como, por exemplo, a minha prima e o meu primo mais novos.

E, aqui estou eu, talvez com 5/6 anos, numa pose catita e bem disposta metido dentro de um fato que ainda hoje me recuso a despir porque a vida tem sempre de se ver pelo lado positivo, ou como diz a música que me acorda todos os dias " Always look on the bright side of life ".




31 de janeiro de 2008

E o meu herói do momento é


TITEUF

Quem é Titeuf ? Titeuf é uma personagem de BD, criada pelo desenhador/argumentista francês Zep, e é um miúdo bastante catita, responsável por eu ter dado as gargalhadas mais saborosas nos últimos tempos, por causa das suas aventuras e desventuras da sua vida de criança .

O album " Titeuf" vem incluído na colecção de grandes autores de BD, que sai no jornal "Público", colecção essa que é excelente, quer graficamente, quer pelos autores e pelas obras que foram seleccionadas, surpreendendo-me muito pelo seu humor .

À primeira vista podemos nos lembrar do Calvin, mas vemos que ele não tem a doçura do mesmo, é muito mais rebelde, não estamos a ver o Calvin a chamar " mongo atrasado sexual " aos amigos, nem perguntar a um mendigo, que não tem trabalho à 8 anos, se " lhe quer fazer os seus trabalhos de casa" ou a divertir-se urinar para cima de uma aranha, tendo aquilo terminado com ele a por a " pata na poça".

Também poderíamos lembrar do Jeremy, da minha BD favorita " Zits", mas ele não tem aquilo que este tem de melhor, a sua ironia cínica . Titeuf é mais "directo" no relacionamento com todos, não tem problemas de perguntar ao pai" quando é que se decide libertar o passarinho que tem nas calças para por dentro da gaiola da mãe e lhe dar uma mana ", ou em perguntar à sua vizinha, durante um jantar, se " a comida que lhe vai servir é a comida enfarta-brutos que o seus pais tanto falam ", provocando sempre grandes doses de vergonha aos seus familiares.

Em comum a todas as outras personagens, tem o relacionamento, ou melhor a falta de jeito para se relacionar, com as mulheres, mas se Calvin gosta de alguém, mas não quer admitir para não ser gozado, se Jeremy adora a sua miúda mas não a compreende e faz sempre as coisas do modo errado ingenuamente, Titeuf é muito diferente, ele conquista a rapariga, começa a dançar com ela e quando a vê atrapalhada, começa a pensar nas palavras que vai dizer e sai de repente isto : " Não te preocupes. Eu pratico sexo seguro". É o maior.

30 de janeiro de 2008

Já todos apreciávamos as suas palavras em forma de música. É tempo de as apreciar escritas no seu blog.

28 de janeiro de 2008

Não encontro palavras para isto. Que alegria .Vou deixar crescer o bigode e tudo em sua homenagem. Bem, depois de ver o videoclip e pensando melhor, talvez não é preciso exagerar...
Não sei bem o porquê, nem como isto aconteceu, mas num dia destes, verifiquei que no meu perfil a minha actividade era qualquer coisa ligada à agricultura !!!

Tirei aquilo indignado comigo próprio, como tinha sido capaz de deixar passar aquilo, mas que raio de despassarado eu sou, nunca mais tenho emenda .

Hoje, compreendi que aquilo deveria ser um sinal divino.

É que lido com cada nabo...

27 de janeiro de 2008

O primeiro poster comprado já exposto no quarto



Esteve para ser este. Mas acabei por optar por este porque, além de dar mais vida ao quarto, penso que é um poster fora do normal. Comprado aqui, uma loja que aconselho a quem gostar destas coisas, de marketing de cinema, música, etc. Além de estar localizado num Centro Comercial muito giro, diferente àqueles centros comerciais que proliferam pelo país.

25 de janeiro de 2008

1 - PJ HARVEY


Para quem acompanha este blog à mais tempo, já deve saber do meu fascínio pela obra da Polly Jean Harvey, por isso não é surpresa vê-la em primeiro neste "top 3" das cantoras que adorava assistir ao vivo.

É daquelas artistas que me foi dada a conhecer nos meus tempos de adolescência, nos velhos tempos das trocas das k7's, numa altura em que necessitava muito de ouvir algo novo .
Entretanto, muitas coisas da adolescência foram-se perdendo, mas ficou a admiração pela sua música, tenha ela um estilo mais cru e selvagem, como numa primeira fase da sua carreira, ou mais comercial, como em" Stories from the city..." ou até numa fase mais negra e melancólica como é o seu último álbum.

Era bem capaz de esquecer que o mundo existia nesse dia para ir vê-la.


Site oficial:www.pjharvey.net
My space: http://www.myspace.com/pjharvey

24 de janeiro de 2008

2 - BAT FOR LASHES


E se a Jenny Lewis é a luz, Bat for Lashes reflecte a escuridão nas suas obras. " Fur and Gold", foi um dos álbuns mais interessantes em 2007 e daqueles que mais me acompanhou.

O talento de Natashan Khan não se esgota na sua música, ela é uma autêntica performer, com uma componente visual bastante forte, destacando-se as suas pinturas, os seus desenhos, mas, principalmente, as suas fotografias funcionando quase como um complemento forte das suas músicas. É uma das amigas de Devendra Banhart o que já diz bastante do estilo dela, passem pelo site dela com tempo e explorem aquilo bem, principalmente a parte do"artwork" de preferência ao som da sua música.

Era bem capaz de esquecer as actuações da Lou Rhodes e a Feist para ver este concerto.



Site Oficial : www.batforlashes.com
MySpace: http://www.myspace.com/batforlashes

23 de janeiro de 2008

Depois de Lou Rhodes, os Portishead e agora Feist. Parece que, finalmente, Portugal, e mais concretamente, a cidade do Porto, este ano está cada vez mais a "oferecer" concertos com selo de qualidade, e ainda agora o ano começou.
O que me parece é que aquela sala do Cinema da Batalha anda um bocadinho desaproveitada, fui lá ver a Cat Power e achei-a muito acolhedora ( não a Cat Power, a sala, ela é assim mais do que...a estrela pop mais sexy ??? Pelo menos daquelas que já vi ao vivo, penso que sim .) , mas, segundo sei, são tricas politicas que estão a impedir que aquela sala seja uma referência na cidade do Porto.
Curiosamente, já vi duas destas artistas mas em estilos diferentes, vi a Lou Rhodes num concerto esgotadissimo no Coliseu, mas pelos Lamb na altura daquele êxito da música " Gabriel", e também vi a Beth Gibbons, mas com o Rustin Man, também no Coliseu, talvez o concerto mais curto e seco de sempre que vi, foram 40 minutos e vamos embora, apesar de ter tido bons momentos.

Mas quem serão os próximos ? Ou melhor, quem serão as próximas ? Nos próximos 3 dias irei postar 3 cantoras que adorava ver em Portugal e, se não fosse pedir muito, no Porto. Como se fosse um pedido secreto aos promotores de espectáculo, por ordem crescente de preferência.

3 - JENNY LEWIS

Esta norte- americana tem das vozes mais luminosas e cool que já ouvi, é tão bom ouvir aquela mistura de country e pop, conseguindo ter músicas perfeitas para um fim de tarde primaveril .
O seu último álbum, com a colaboração das Watsons Twins, "Rabbit Fur Coat" é daqueles que não se cansa ouvir, queremos sempre repetir a sua audição. A provar que as coisas mais simples são, quase sempre, as mais bonitas.

Era bem capaz de esquecer o concerto da Lou Rhodes e preferia ver este.



Site oficial:http://www.jennylewis.com/
Myspace:http://www.myspace.com/lewiswithwatsons

22 de janeiro de 2008

Por vezes, sabe bem que alguém nos traga de volta à realidade . Outras vezes não.

Esta é uma delas.

21 de janeiro de 2008

Ontem fui completamente entalado para a cama e com as lágrimas nos olhos.

Ver aquela família humilde desesperada para tentar libertar um filho inocente, porque tinha cometido o " crime de pensar de forma diferente ", um filho que tinha ido preso apenas por causa duns panfletos para tentar combater um regime estúpido.

E depois ver aquelas desigualdades sociais, tão bem retratadas e que ainda hoje existem, a filha do ministro, que por acaso era a mais culpada, a ser libertada por influência do pai e o outro, o inocente, a ficar na prisão só porque " a policia não pode andar a libertar qualquer um". " Qualquer um ? O meu filho não é qualquer um.", dizia Rita Blanco desesperada.

Depois aquela cena, das melhores que já vi, o pai na cama a chorar, Miguel Guilherme ENORME.

E no final, o filho a chegar a casa e aqueles abraços de alegria misturadas com as lágrimas, a família toda unida, enfim, maravilhoso e emocionante.

Já o disse aqui 1258 vezes, e peço desculpas por me repetir mais uma vez, mas depois de ver o episódio de ontem, claramente o melhor episódio de sempre, a série " Conta-me como foi" mete no bolso muitas séries americanas que por cá passam. Ainda bem que a greve dos argumentistas, embora reconheça que seja uma greve justa, é só nos EUA e não passa pelos autores desta série.

PS- Incompreensível, e revoltante, as horas que a RTP transmite aquela que foi considerado o melhor programa de televisão no ano de 2007. Não se compreende como ainda se repõe os " Gato Fedorento" e passa-se esta série para as 22 e 30 horas.

PS2 - e a música do José Cid ? Eu gosto. Já sei a letra de cor e canto com alegria porque sei que vai começar mais um episódio.Ah...e voltar a ouvir José Afonso é... arrepiante.

20 de janeiro de 2008

Here comes the sun



porque hoje apenas me apetece dizer isto. Espera-se que o sol tenha vindo para ficar.

PS:Desculpem a foto, foi tirada através do telemóvel e confesso não tive muita pachorra para a trabalhar.

18 de janeiro de 2008

" De la musique avant toute chouse ( II) "

" Vivo de mais. Durmo de menos. Acordo para acordar os outros. É como se a luz me acompanhasse. É como se o sol, quando nascesse, viesse propositadamente acordar-me.

Estou sozinho de mais. Nas minhas estrelas não há noite nem amor. Tenho as mãos vazias, viradas para o céu, como se tivessem ficado encharcadas da tinta da escuridão.

Esta música afastou-me da tua respiração. O teu cabelo levanta e sossega, sossega e levanta, espalhado pelo lenço, como se fosse distribuído pelos meus dedos, que sobem por debaixo dos cobertores, para te conhecer e tocar ."

Texto retirado do livro " O amor é fodido" de Miguel Esteves Cardoso
Música " So Real" retirada do album " Grace " de Jeff Buckley

17 de janeiro de 2008

Infância: do Lat. infantia
s. f.
, período da vida do homem que vai do nascimento até à puerícia;
meninice;

o conjunto das crianças;
início. ( in Dicionário Lingua Portuguesa On-Line )

Então o meu filme de infância é este



Poderia dizer que era o " Eduardo Mãos de Tesoura", porque adorei o filme, ficava com imagem de um bom cinéfilo e toda a gente me aplaudia. Contudo, perdoem-me dizer, mas, apesar de Tim Burton ser o meu realizador favorito, penso que não estava a ser honesto comigo próprio e até com aqueles que me visitam aqui e que fizeram de um assunto tão banal como a simples compra de um poster para enfeitar um quarto, quase como se fosse o grande assunto do momento. Até achei curioso a Tânia dizer que esteve a pensar e passado 2 horas voltar a pensar no assunto, se calhar, deve-se um pouco à minha honestidade e simplicidade do tema que abordei aqui.

Porque o " ET" é de 1982, e o do Tim Burton é de 1990, aí eu tinha 9 anos, e já tinha visto dezenas de vezes o " E.T.", além disso o " Eduardo Mãos de Tesoura" é um filme mais de adolescentes do que de crianças, pelo menos, para as pessoas que são da minha geração.

Defendo a ideia que para uma pessoa gostar das coisas tem de começar pelas coisas mais simples, mas com qualidade, e só depois passar para coisas mais complicadas, ou seja, no cinema começar com os "blockbusters" e só depois ir para os " filmes de autor", além disso sou contra os preconceitos que, ás vezes, os críticos, e não só, têm com os " blockbusters.".

Por exemplo, gosto muito ler o Salman Rushdie, mas tenho de agradecer ao Jorge Amado, porque se não fosse ele, aliada à minha curiosidade, eu não chegaria a ler Rushdie.

Ou, falando mais romanticamente, quando uma pessoa se apaixona, primeiro apaixona-se pelas coisas simples, pelo olhar, pelo sorriso, pelas mãos, etc, só depois vem as coisas mais complicadas, e ás vezes aí está o problema, ou seja, começamos a ver a maneira de ser da pessoa, o seu modo de pensar, os seus gostos, os seus projectos de futuro, a sua visão da vida, etc.

Lembro-me que a primeira vez que o vi foi numa explicadora que eu tinha na primária, hoje como é tudo mais moderno diz-se " centro de estudo", e fiquei fascinado com aquilo, fiquei a sonhar com aquele mundo, em ter assim um amigo especial, diferente de todos os amigos que tinha, e a minha paixão por cinema só nasceu porque um dia, à um tempo atrás, vi com olhos arregalados e boca aberta este filme.


e agora digam-me lá, vou deixar-me de coisas, vocês não se arrepiaram a ver esta cena ?

É que essa lágrima no canto do olho e a querer rolar pelo rosto, não me engana.

PS: Já tinha escrito este post quando vi que a Tânia tinha acertado. Aliás, pensei que o filme fosse mais citado, mas eu e a Tânia ultimamente é só coincidências. Fiquei a invejar-te o bonequinho. Posteriormente, a Desnorteada também acertou, além de ter dado o conselho mais curioso. Um amigo meu tem este poster, que é lindo, mas é da sua colecção e como é nos EUA, tenho sempre receio de comprar coisas de lá, por causa dos correios. Provavelmente, ficarei por este. O outro quando tiver depois digo, mas acho que o poster perfeito era este, só que está esgotado. Já agora, não interpretem mal a minhas palavras, eu apenas critiquei os críticos de cinema, que não são honestos para quem os lê, só porque fica melhor dizer que se gosta de um filme de autor do que um blockbuster, criticando tudo o que é "comercial", esquecendo-se que sem o " comercial", o gosto por cinema, se calhar, não seria o mesmo.

16 de janeiro de 2008

O post dos posters

Primeiro de tudo, tenho que confessar que me diverti imenso a imaginar o novo cantinho do meu lar com os vossos conselhos.Para não estar a fazer um comentário longo a todas as sugestões que me foram dadas, então decidi fazer um post sobre elas.

Desde já, digo que os filmes sugeridos são quase todos eles obras que me dizem alguma coisa. Quero com isto dizer que os visitantes deste blog partilham os meus gostos, e isso é sempre muito bom saber.

Depois, um aparte, eu dizia que queria dois posters, um deles já vos digo qual é, mas pensando bem, acho que ainda há mais espaço para mais um...ou para mais outro...ou para um calendário daqueles bonitos... bem, o que eu quero dizer é que não quero comprar à pressa, mas sim construindo a pouco e pouco um quarto com mais animação, é claro que a ajuda da minha mãe que vai dando umas dicas. Só experimentando é que se vê, se fica só um ou dois posters, se bem que um quarto cheia de posters de cinema daqueles dos grandes, até era capaz de ficar giro.

Ora bem, então as sugestões lançadas por vocês foram estas, carregando nos nomes podem ver uma amostra :

High Fidelity - Não é o " outro " poster ( que raio, ele nunca mais diz qual é...), mas, condições normais, seria a primeira escolha já que é o filme da minha vida. Quando falo em condições normais falo em espaço para 5/6 posters. O poster é muito bom, sabiam que foi em homenagem a um álbum dos The Beatles ( penso que o " A Hard Days Night) que o mesmo foi feito daquela maneira ? E falando dos Beatles estive a pensar e que tal o " Abbey Road "na parede ? Mas este está na lista.

Apocalypse Now - Sem dúvida, uma grande escolha. Aquele pôr de sol fantástico com os aviões e o rio. No entanto tem um contra, é muito claro, se fosse mais escurinho um bocadinho era capaz de ser o ideal, mas uma coisa é vê-lo aqui, a outra é vê-lo ao vivo. Vou espreitá-lo.

Eternal Sunshine of spotless mind - Um dos filmes da minha vida, e até já vi um filme onde o quarto de uma personagem tinha este poster. Era capaz de ficar bem, pelo menos no filme em questão ficava.

Reservoir Dogs - Dá estilo e que estilo. Na sede da minha empresa está um departamento forrado com posters de cinema. Um deles é este, fiquei logo encantado, tem o contra do " Apocalypse Now", mas aqui como tem a tonalidade em preto e branco fica-lhe a ganhar. Além do estilo, é claro.

" A Noiva Cadáver" - Adoro o Tim Burton, é mesmo o meu realizador favorito, embora goste muito do "Nightmare for Christmas", este é o meu filme favorito dele, até porque o vi em cinema. No entanto, será que a minha prima pequenina não se assustará com a noiva ?

" Shortbus e " Paris j'taime" -Apesar de os achar muito bonitos, principalmente o " Paris", não serão posters muito giros para um quarto de...uma rapariga ?

" Lost in translation " - Poderia ser este, com a Scarlett Johansson, sem dúvida o quarto ficava muito mais lindo. Mas, penso que a desnorteada quando me aconselhou este filme terá pensado neste . Considero o poster mais curioso, e mais irónico, daqueles que me foi sugerido. E porquê? Porque quando me sento na cama, e se ficasse na mesma posição, ficaria de frente a frente com o Bill Murray, ás vezes pensando nas mesmas coisas que ele retrata no filme. Agora, é claro, que não tenho um roupão vergonhoso daqueles. E os chinelos pirosos também. Tenho umas pantufas. Muito giras. Assim, azuis e brancas e tal. Com uns olhinhos e um sorriso giro. E têm nome...ups..isto já é de pessoa parva, não convém dizer...

PS. E qual é o raio do poster do filme que ele já sabe que quer comprar, perguntam vocês? Uma pista: é o filme da minha infância. Qual será o filme da infância de pessoas da minha idade ?

14 de janeiro de 2008


Neste domingo tive mudanças cá por casa. Lembram-se desta imagem do maravilhoso filme " High Fidelity" *?

Os livros, revistas, jornais antigos, cd's e coisas assim que se foram acomodando num quarto grandinho, agora passaram a se acomodar num quarto mais pequenino, mas acolhedor. Apenas faltam os dois posters de cinema que quero comprar. Vai ser uma busca intensa por sites, hipermercados, lojas, etc, quero regressar àquele tempo de adolescente que tinha posters na parede, penso que faz falta alguma coisa que dê mais vida ao quarto.

Mas em vez de ter posters do meu clube, da Winona Ryder ( quem é o homem da minha geração, que na altura da sua adolescência não gostou da Winona Ryder ? ) nem de grupos de música, quero dois posters de filmes de cinema. Aceito sugestões para um, porque o outro já tenho ideias de qual será, tentem adivinhar qual.

Partilhei muitos anos o quarto com o meu primo, que é mais irmão do que primo diga-se, e quando ele se casou fiz um trato com a minha mãe" fico com este quarto, e depois caso, saio de casa e ficas com ele"**.
A minha mãe concordou com a ideia, até porque naquela altura era bem credível que isso fosse acontecer muito brevemente, mas a vida levou-me por outros caminhos e, à medida que o tempo passou, ela apercebeu-se que aquela parte do " casar e ir embora", não era bem assim, e vai daí decidimos, democraticamente, que eu passava para o quarto mais pequeno.

Tenho a visão romântica, e lamechas talvez, que um dia que me case, ou que vá partilhar a casa com alguém, deverá ser bem engraçada a mudança, principalmente naquela parte do " juntar os cd's, livros e filmes num só espaço".

Carlos Té escreveu, Rui Veloso fez o favor de musicar uma frase que me acompanha desde que a ouvi pela primeira vez,

" nunca se deve amar alguém que não ouve a mesma canção "

já tive a prova que esta frase é bem real, depois também rever aquelas fotografias de infância que nos faz sempre sorrir com alguma nostalgia, devem ser saborosos momentos de intimidade .

Fiz também a custosa separação com alguns dos livros que tinha, por questões de espaço, alguns tiveram que ter outro rumo, o meu sotão foram o seu destino, um caixote o seu abrigo, tenho sempre pena de me ver separar deles, mesmo que seja por pouco tempo e mesmo que eles não esteja assim tão longe. Só estão ao alcance de uma escada, mas só de não os ter ali à mão quando quero, ou apenas só de não puder olhar para eles, revirar as páginas, ler uma parte, respirar fundo e guardá-los outra vez com todo o carinho do mundo, só isso me custa.

Mas, se vejo que tive um dia, ou melhor um fim de semana porque a arrumação começou sábado, com muita confusão, muito barulho, com a chuva sempre a bater nas janelas e que estou cansado, até achei graça a isto tudo, ás vezes nada como uma mudança numa coisa para que depois possamos encarar a vida com outra energia, com outra alegria, com outra luminosidade.

E foi mesmo isso que ganhei mais nesta mudança, perdi um pouquinho de espaço, mas ganhei aquilo que eu estava a precisar mais na minha vida, ou seja, LUZ.



* - até nestas imagens parece que o filme foi mesmo feito a pensar em pessoas como eu. Não bastava ver retratada a minha relação com a música, com as mulheres, de ver alguns hábitos coincidentes com a personagem principal ( sim, eu também reorganizo a minha colecção de cd's quando estou deprimido, e sim, penso que a minha vida como se fosse uma banda sonora), vejo esta imagem que foi um espelho de como estava o meu quarto. Agora tenho de começar a pensar num " top5" para as coisas da vida.

** - enfim, coisas de filho único, mimalhices.

10 de janeiro de 2008

Como explicar o que é um blog a uma menina com 4 anos

Ela chega até à porta do meu quarto, entra e sorri para mim. Devolvo-lhe o sorriso e chamo-a para a minha beira, ao que ela corresponde com passos demorados, mas seguros. Senta-se no meu colo e, de repente, pergunta :

- Que estás a fazer ? Estás a jogar um jogo ?

- Não. Estou a escrever.

- A escrever o quê ?

- Um comentário .

- Pffff. Um comentário. Que é isso ? - encolhe as sobrancelhas como só ela sabe fazer e sorri .

- Estou a fazer um comentário num blog. Eu explico-te o que é. Um blog é um diário onde as pessoas escrevem o que quiserem. Por exemplo, a Tita é uma menina bonita. E um comentário é alguém a dizer" pois é, a Tita é a menina mais bonita do mundo".

Ela sorri dando mostras de ter percebido a mensagem, deu-me um beijo e diz:

- Já percebi.

Nada mais fácil. E querido, também. Mas isto sou eu a dizer .

9 de janeiro de 2008

Mudança do plano de treino no ginásio

São nestas alturas que tenho conhecimento de músculos que nem sonhava existir através das dores que eles provocam. Aaaaiiiii.

8 de janeiro de 2008

Descobri a verdadeira razão para estar solteiro. É que eu sou um

( rufem os tambores)


tchannnn



pois, digam-me lá, que rapariga quer aturar um Super-Pateta ?*
pfff...nenhuma, pois claro. Vou para aquele cantinho triste comer uns amendoins e já venho.

No entanto, gostei da ideia do pijama de uma só peça. Ninguém me quer oferecer um ?

ah... multas de estacionamento nunca tive, e por acaso, é uma coisa que tenho imenso cuidado, nem que estacione 5 km antes do destino, agora relativamente aos preços do supermercado...


* - Agora que penso nisso, quem será o par feminino do Super-Pateta ?

7 de janeiro de 2008

Abençoados saldos



O primeiro porque Ryan Adams é um dos meus cantautores favoritos e já estava à muito tempo a namorar este álbum que, diga-se de passagem, é simplesmente maravilhoso. Como ainda não conheço toda a sua obra, embora a conheça relativamente bem, pelo menos, metade, não sei se é o melhor álbum dele, mas arrisco a dizer que sim, apesar do imenso carinho por " Gold", por ter sido o primeiro que ouvi dele, porque estive dias e dias a ouvir só aquilo, por conhecer o alinhamento de trás para frente, entre outras coisas, mas este " Cold Roses " é fabuloso.


O segundo porque achei-o estupidamente barato, e algo me chamou quando passava pela estante, foi um chamamento . Talvez tenha sido o sorriso da Kirsten Dust, ou porque diz na capa " a collection of music to drive and live", ou porque vi que vinha lá uma das minhas músicas favoritas do Ryan Adams, ou porque pensei que, por aquele preço, se o álbum não fosse bom, eu não perderia grande coisa, embora tenha Tom Petty, My Morning Jacket e Elton John.
Mas não, não perdi, antes pelo contrário, o álbum é muito bom, tem excelentes músicas, sem dúvida um bom álbum para ouvir num fim de tarde no carro numa viagem sem destino, tem um booket muito giro, com muitas imagens muito engraçadas do filme e muitas frases inspiradoras.

Quanto ao filme...ainda não o vi, será que mereço castigo ? É que depois estive a vasculhar os trailers e vi que a música é uma coisa inspiradora do filme e isso deixou-me com água na boca para o ver brevemente. Se alguém viu, que se acuse e diga se vale a pena.





5 de janeiro de 2008

Saturday




4 de janeiro de 2008

"Tentem imaginar dois corpos abaixados, frente a frente, de olhos no chão.
Os braços de um agarram-se ao outro corpo, e através das suas palavras de conforto e dos seus conselhos, tentam elevá-lo para cima . O outro, de seguida, no alto da sua, aparente, felicidade, tenta fazer o mesmo. E juntos acabam, por respirarem fundo, sorridentes . "

Não sei se criei bem aquilo que eu queria transmitir. Apenas queria dizer que, por vezes, existem conversas que valem bem a pena uma pessoa ter, mesmo que não estejamos a ver com quem conversamos. E eu estava a precisar de desabafar assim...

2 de janeiro de 2008

O país acordou, hoje, para duas descobertas fabulosas e importantes para o seu desenvolvimento : o presidente da ASAE fumou e o Gato Fedorento Zé Diogo bebeu em noite de Ano Novo .

Não me interessa estar aqui a divagar sobre estes assuntos, seja para defender ou atacar as pessoas em questão, interessa-me é fazer uma reflexão do país que temos.

Na minha opinião, Portugal está a tornar-se num gigantesco recreio de escola, onde os seus alunos ( leia-se população em geral) se preocupam mais em meter na vida alheia, e em fazerem queixinhas ao professor ( leia-se comunicação social ) do que viver a sua própria vida.

1 de janeiro de 2008

As imagens (possíveis ) de 2007

Embora muito tosca, lá consegui arranjar a tal imagem que falei atrás e consegui postá-la.
Se carregarem nela, certamente, irão vê-la melhor e apreciarem algumas das imagens que me marcaram durante o ano passado. Prometo que durante este ano aprenderei a fazer isto melhor, e a ter mais pachorra para isto, daqui a um ano postarei com melhor estilo, mas também fiz isto cheio de carinho e deu-me um trabalho tal, que ficava com pena em enviá-la para a reciclagem e não partilhar convosco.

Ainda ficou tantas imagens para juntar, tantos livros, filmes, álbuns, ou outras imagens, que me marcaram durante o ano passado, foi um ano longo, e rico, em experiências, em coisas novas, isto é apenas uma parte daquilo que me marcou. Espero que apreciem, e já agora se tiverem dúvidas do que é, eu posso fazer uma legendagem . Um abraço e um Bom Ano.