11 de julho de 2013

Blog em obras e pausa

Quero, de uma vez por todas, recuperar este blog que está a definhar, por isso nada melhor do que rever toda uma estrutura que me estava a saturar. É verdade que já não tenho pachorra/tempo/assunto para posts longos, e embora os posts mais longos também apareçam, irei "transformar" neste blog como um, verdadeiro, diário sem qualquer preconceito de assuntos. Por isso, mais ou menos, até ao fim desta semana o template irá sofrer alterações até que seja dado o "tiro de partida" para mais uma nova fase deste blog. E, acoplado com esta mudança, um novo blog irá surgir...

3 de julho de 2013

" Os detectives selvagens" Roberto Bolaño

Intenso,duro,cruel, denso, brilhante. De Roberto Bolaño só tinha lido, e apreciado, duas obras, com " Os Detectives Selvagens" fui conquistado, de vez, pelo seu valor literário.

A obra versa sobre dois poetas fundadores do "real viscelarismo", Arturo Belano e Ulisses Lima, e dividido em 3 partes: dois diários e um conjunto de "entrevistas/estórias" de dezenas de personagens cujas vidas se entrecruzaram com as das duas personagens principais. 

Um livro que necessita tempo, paciência e alguma luta por parte do leitor, chegando ao final em knock-out perante toda o genialidade que está nas suas, mais de, 600 páginas. 

2 de julho de 2013

San Sebastian

À primeira vista, San Sebastian parece feia,porca e má. Logo como cartão de visita, para quem vem de comboio, tem-se uma estação de comboios feia e bastante suja e depois o motorista de autocarro foi bastante antipático. 

 No entanto, e depois de um curto passeio verificamos que não é assim: a cidade basca está repleta de imensos,vistosos, limpos e bastante bonitos jardins onde se pode namorar/dormir/ler/ver as vistas/passear, etc.

É uma cidade propicia e bastante convidativa a longas e relaxantes caminhadas e/ou passeios de bicicleta o que parece ser aproveitado pela população local.Além isso temos praias bonitas e um porto muito característico. 

Depois temos aquele orgulho nacionalista basco com a cidade a pulsar um enorme fervor e orgulho pelo 4º lugar do Real Sociedade, e consequente apuramento para a pré-eliminatória da Champions League, com bandeiras, camisolas azuis e brancas por todo o lado.

 Apesar de não ter conhecido a tão famosa, e elitista, gastronomia, San Sebastian aconselha-se para uma escapadinha de 4/5 dias e conhecer um sitio bonito, de forma descontraída.

25 de junho de 2013

Próximo destino

Donostia-San Sebastian. Vai ser uma fugida rápida de 3 dias. Deve dar para passear e conhecer um pouquinho que seja uma cidade diferente e mudar de ambiente. Até Julho.

24 de junho de 2013

O disco do Verão *





* - ou de uma coisa a que chamaremos de Verão mas que nada vai ter a haver com aquilo que pensamos ser Verão.

21 de junho de 2013

James Gandolfini (1961-2013)

Quem acompanha este blog sabe o quanto eu venerei/venero a série " The Sopranos".  James Gandolfini morreu e com isso perdemos a esperança de um dia voltarmos a ver o grande Tony Soprano, e seus camaradas, nos ecrãs. Nestas alturas, em que perdemos um ídolo, as palavras faltam sempre. Rest in Peace, James.

7 de junho de 2013

Blur no Primavera Sound

Facto: os Blur têm grandes canções. Outro facto: algumas delas são das melhores e das mais bonitas canções pop feitas por uma banda. Assim de repente " Under the Westway" ( para mim, o melhor momento do concerto), " The Universal", "Tender", " Bettlebum", confirmam este facto. Último facto: todos os vídeos/álbuns ao vivo dos Blur editados criam umas enormes expectativas de tão grandiosos e épicos que são. Um espectador que se prepare para um concerto, vendo/ouvindo-os fica com enorme expectativa que vai assistir ao melhor concerto da sua vida, que vai ter um público que canta a plenos pulmões a " Tender" durante 10 minutos, que vai-se emocionar com o tom épico da " The Universal", que vai saltar com a " Country House", mas quando sai do concerto fica a sensação que sabe a pouco.

Os Blur foram grandes quando poderiam ter sido grandiosos, foram eufóricos quando poderiam ter sido inesquecíveis, podendo ter sido aquilo que quase foram: a melhor banda do Festival ( se o Nick Cave não tivesse tido arrasado no dia anterior).

Começaram frios, sem qualquer empatia com o público, parecendo mais que estavam a "debitar" as suas canções, algumas delas com uma interpretação algo indesejável, como " Coffee & TV" e com alguns defeitos de som, por exemplo o coro gospel não se ouvia, mas a pouco e pouco foram-se soltando e lá conseguiram conquistar e serem conquistados acabando por dar um concerto muito bom, mostrando as suas mais-valias.

Fica o desejo de os ver novamente, mas fica a satisfação de ter realizado um sonho: vê-los ao vivo.

6 de junho de 2013

Nick Cave no Primavera Sound

Deveria ser obrigatório ver Nick Cave ao vivo uma vez na vida. Ver a sua figura elegante e esguia, o seu estilo meio homem da má vida meio quarentão sedutor, a sua verve no palco que impressiona e que abala, as faíscas que transbordam do seu corpo na interpretação das suas músicas, e depois há o essencial em tudo isto e que nos leva a embarcar na aventura que é ver os seus concertos : as suas grandes e épicas canções. 


Foi um concerto curto, para aquilo que se esperava, o que o australiano apresentou na primeira noite do Primavera Sound, com a particularidade de ter um alinhamento onde cantou muitos mais clássicos do que canções do seu último, e grandioso, álbum " Push the Sky Away", pecando pela ausência da " Marmaids" do seu novo trabalho ou de clássicos como " Into My Arms" ou " The Ship Song", entre mutas outras, mas foi, de longe, o melhor concerto e a melhor perfomance que passou pelo Festival. 

Não é o mesmo pregador que vi em tempos, agora é um cantor que parece dizer "amem-me", sempre com energia no alto e provocador com uma banda da melhor casta que parece melhorar com o tempo, à boa moda de um bom Vinho do Porto, com Warren Ellis sempre em grande. Numa coisa não se perdeu com o tempo, antes pelo contrário, parece ainda ter sido engrandecido: todos os concertos de Nick Cave são para recordar e dá vontade de revirar, pela enésima vez, toda a sua brilhante discografia ficando com apetites para novos encontros.

28 de maio de 2013



"O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso da natureza. Socalcos que são passadas de homens titânicos a subir as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor, pintor ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis da visão. Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a reflectir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta." - Miguel Torga in "Diário XII"

Samuel Úria - 16/05/2013-Sala 2 da Casa da Música

Seguidor da religião do rock´n´roll abençoado pela Santa Trindade Dylan-Cash-Cohen, Samuel Úria, baptista de nascimento, que lançou este ano um dos melhores álbuns nacionais, titulado " O grande medo do pequeno mundo", conseguiu encher a Sala 2 da Casa da Música e encantar um público, tímido é certo, mas bastante interessado e admirador da sua obra.

Acompanhado por uma numerosa banda, que se destacavam alguns elementos dos Pontos Negros e a violinista e voz de apoio, e que voz, de Miriam Martins, Samuel Úria demonstrou uma presença no palco com carisma, estilo, piadas certeiras, interpretando as canções dos seus dois álbuns de forma irrepreensível à boa moda de um crooner sedutor, divertido e encantador.

Além da interpretação das suas obras, foram verdadeiros momentos de cumplicidade aqueles que Úria criou com os seus convidados, com Márcia  cantou a belíssima " Eu seguro" e " A sentimental sentimento são", e com Miguel Araújo Jorge e António Zambujo interpretou uma das  melhores canções de sempre da sua carreira, a arrepiante " Triunvirato". 

Os sorrisos e o ar de satisfação de quem assistiu no final do concerto não enganou ninguém: o concerto foi uma festa. Venham mais concertos destes.

20 de maio de 2013

Rest in Peace, Mr. Manzarek



O autor de umas das melhores "malhas" de órgão de todos os tempos deixou o mundo dos vivos. Mas estará sempre eternamente nos nossos corações. Rest n Peace, Mr. Manzarek.

Conquistas TRIdimensionais





 "O momento mais doce para mim é o último minuto de uma vitória. Depois disso, tudo se dissipa. A memória desaparece em meia hora. É como uma droga. Preciso de reiniciar tudo para voltar a sentir esse último minuto quando se grita ao árbitro: "Sopra o raio do apito" Alex Ferguson

Foram três belas conquistas portistas neste fim de semana desportivo.O destino deste clube é apenas um : vencer.  Ser campeão. Revisitar momentos de alegria como os vividos nestas últimas semanas. Partilhar sorrisos, lágrimas de felicidade, enrouquecer vozes, erguer os braços, gritar bem alto o nome do clube. Foi maravilhoso, agora já se começa a trabalhar para a conquista do Tetra, do Bi, ou do BiTri porque, como diz o Ferguson, vivemos para aquele doce minuto: o minuto em que gritámos alto: CAMPEÕES, NÓS SOMOS CAMPEÕES.

15 de maio de 2013

Planos para 5ª feira à noite



Ver o baladeiro Samuel Úria ao vivo na Sala 2 da Casa da Música.

13 de maio de 2013

Por vezes perco tempo a apreciar nas fotografias de futebol a expressão dos rostos dos adeptos tentando adivinhar naquilo que estariam a pensar e na alegria que estariam a sentir, recordando momentos vividos tentando entrar na pele deles.

De todas as fotografias da grande vitória do meu FCPorto que humilde e pacientemente esperou pelo momento certo para acabar com a bazófia e arrogância benfiquista, esta fotografia de João Moutinho agarrado a um adepto desconhecido que, no meio de uma euforia desmedida, entrou no relvado, é aquela que mais me fascina.

Muito mais do que ver Jorge Jesus, o espelho da bazófia, de joelhos enquanto o roupeiro do FCPorto lhe faz um manguito, e eu teria feito outros gestos piores, ou ter visto Vítor Pereira correr como se tivesse na reta final de uma maratona olímpica, e a mim também me apeteceu correr tanto naquele momento, esta fotografia demonstra o quanto um abraço entre dois desconhecidos, entre o que pagou para estar ali com o que lhe pagam para que ele esteja ali, entre o portista desde pequenino com o que aprendeu a ser portista, reflecte toda uma alegria imensa e toda a magia de um momento tão maravilhoso e tão único que é quase impossível  descrever a alegria vivida. Reflecte também a união e a mística tão especial entre a equipa e os adeptos. Foi linda a vitória, agora é cerrar fileiras e todos juntos chegaremos ao tão almejado Tri. Somos Porto.

8 de maio de 2013

O lado verde da vida: nota mental

Não plantar árvores de menor tamanho do que os cães. A figueira já foi arrancada pela raiz pelo Juary :-) Agora fiquei com um buraco e espaço para plantar uma outra árvore. 

5 de maio de 2013

" O Corpo Humano " de Paolo Giordano

Após o maravilhoso primeiro livro, " A solidão dos números primos", Paolo Giordano após um grande sucesso internacional e com uma enorme recepção positiva pela critica e pelos leitores, ao ponto de ter dado origem a um filme, lançou a tão difícil segunda obra, ficando o leitor com expectativas muito altas para aquilo que irá encontrar na sua leitura.

" O Corpo Humano" vem no seguimento de uma visita/reportagem que o escritor fez ao pelotão italiano presente no Afeganistão, e que transpôs para o seu livro, sem que seja reportagem mas sim numa espécie de diálogo das personagens com elas próprias.

Dividido em 3 partes, a primeira parte funciona como uma introdução do lugar e das personagens, na segunda parte é retratado vários acontecimentos mas um em especial que irá marcar a história sendo o ponto central de todo o livro, cabendo à terceira parte um epílogo de como esse acontecimento mudou a vida de todos aqueles jovens.

Embora não sendo um livro que mexa tanto com as emoções do leitor como na primeira obra, " O Corpo Humano" é uma obra bem escrita, com frases bem construídas e que convida ao leitor "entrar"  para o meio do pelotão, tendo como grande mensagem a prova de que aquilo que mais atormenta um homem não é ser, apenas e só, um peão numa guerra sem razão, mas também, e principalmente, a sua  "guerra" interior que reside dentro de cada um, com as suas dúvidas, sendo muito mais difícil de vencer do que todas as outras.

4 de maio de 2013

O lado verde da vida: a mensagem de Sebastião Salgado




16:54 minutos de uma palestra do grande fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado com uma mensagem verde, emocionante e uma lição de vida da qual poderemos sempre retirar coisas boas para a nossa vida. A ver para aprender e imitar. Tocante como é tocante todo o seu trabalho.

2 de maio de 2013

O lado verde da vida: do quintal que nasce

Embora tenha algumas raízes familiares ligadas à aldeia, sempre fui um " menino da cidade", por isso nunca fui habituado a mexer na terra, plantar coisas, trabalhar com enxada, etc, mas confesso que sempre tive o desejo de um dia, se tivesse possibilidade, aprender e ter um quintalzinho para me entreter nas horas vagas. Além do mais sempre tive um pequeno fascínio pela aldeia, não só pelas suas gentes, mas também pelo seu modo de trabalhar as terras/vinhas, sempre achei as vindimas uma das coisas mais fantásticas e mais poéticas,   sempre me fascinei com a arte que se tem para poder moldar aquilo que a natureza nos oferece e de quanto o Homem pode rentabilizar aquilo que ela nos pode dar. 

Embora um pouco desajeitado, como o normal em mim, aos poucos estamos a começar a construir um quintal que nos vai possibilitar termos as nossas coisas plantadas, embora ainda não esteja ainda decidido o que dali irá sair.

Numa primeira fase, apenas me cabe ter em atenção três coisas: basicamente tapar os buracos que os cães fazem, limpar as suas necessidades ( felizmente agora deixaram de fazer em qualquer lado, para fazer na terra, o que é bom) e impedir que eles estraguem as primeiras plantações que foram feitas. Já estão plantadas árvores que, num dia ainda distante, irão dar ameixas, cerejas, figos e pêras, além do limoeiro e da laranjeira que já estão plantadas já à muito tempo.

O trabalho duro, propriamente dito, está a ser feito por quem percebe melhor e por quem trabalha mais competentemente, eu só vou espreitando, curioso, como se faz tentando aprender alguma coisa. E esperar que o o tempo traga boas coisas daqui. 

1 de maio de 2013

19 anos depois



e a tristeza não cessa e as saudades são grandes. 19 de Maio de 1994, o dia em todos fomos brasileiros e todos choramos por Senna.