6 de março de 2008
Para o ano estamos lá novamente para tentar chegar mais longe.
Mas como não vivemos de vitórias morais, agora é tempo de esquecer este dia e dar inicio aos festejos do TRICAMPEONATO que já estamos em contagem decrescente. E isto sem esquecer a Taça de Portugal.
Mas fiquei com uma certeza, depois do que eu sofri, a causa da minha morte não será o futebol.
5 de março de 2008

Gosto de fazer aquele caminho a pé, passar pelo Palácio de Cristal, que tanto me inspira, até à Estação de Metro da Casa da Música, de ver os miúdos a saírem da escola com um sorriso nos lábios enquanto os pais/avós/primos/irmãos, que os vão lá buscar, pegam nas suas mochilas pesadas carregadas de sonhos e esperanças de um futuro recheado de sucessos.
Sentir o dia a anoitecer, enquanto vejo aquele senhor junto dos semáforos a vender castanhas assadas e eu, de propósito, passo no meio do fumo para sentir aquele cheirinho.
Gosto de chegar à Estação e, enquanto espero, observar os rostos das pessoas, algumas cansadas na ânsia de chegar o Metro para lhes levar a casa depois de um dia estafante de trabalho, outras, não menos cansadas mas sorridentes e cheias de esperança, à espera que lhes leve até ao Estádio, outras, não tão cansadas, querem apenas que chegue o Metro para lhes levar ao destino pretendido.
Gosto de entrar no Metro e ir para um cantinho, juntinho à porta, à espera que ele me leve ao destino, tentando-me distrair enquanto disfarço os nervos e a ansiedade de lá chegar.
Depois de lá chegar, gosto de entrar na bancada e espreitar para o meu lugar para ver se já lá está o meu pai à minha espera para juntos vibrarmos por uma vitória que acreditamos fervorosamente. Enfim, gosto destes dias de nervosismo míudinho, de unhas roídas, de rádio no ouvido, de vozes roucas e coração acelerado.
E gosto de erguer bem alto o cachecol, dar um grito de " Pooooorttto" enquanto em todo o estádio se ouve isto. É arrepiante.
E gosto, acima de tudo, de ganhar a estes camones de fala esquisita, estes Schmitzs e Heinzs duma figa que já andam por aqui a emborcar cervejinha da nossa que é bem melhor do que a deles.
EU ACREDITO. FORÇA RAPAZES.
3 de março de 2008

Penso que o filme dos Irmãos Cohen é mais completo, com melhor argumento, por consequência, é melhor do que " Haverá Sangue", não esquecendo que Daniel Day Lewis tinha de ser premiado pela sua interpretação e também que o" Óscar para melhor Fotografia" só poderia ser também para o filme de P.T.Anderson, tem imagens mais do que arrepiantes, portanto, este ano, os Óscars foram bem distribuídos nas principais categorias.
Há uma parte do filme que Tommy Lee Jones, o sheriff filosófico que se mostra abismado, e impotente, com a escalada de violência na sua terra ( e ele não vive em Portugal, aí é que ficaria ainda mais, basta ver o que aconteceu neste fim de semana por todo o país) lê uma noticia no jornal ( atenção, o que vou dizer é spoiler, quem quer ver o filme passe para o parágrafo seguinte) que um casal donos de um lar de 3ª idade foram presos porque matavam os velhotes apenas para ficar com os seus cheques da segurança social e enriquecerem. Depois reflecte para o seu companheiro dizendo " o que chamou a atenção às pessoas foi ver a sair um velhote a correr com uma coleira. Curiosamente, não foi a verem os donos a cavar buracos nas traseiras". O seu companheiro meio bronco ri à gargalhada, e nós não resistimos, também rimos daquela reflexão, mas ao mesmo tempo estamos a rir de nós próprios, do mundo em que vivemos e ao que chegamos.
Se no filme " Haverá Sangue" conta a história do inicio do capitalismo e todo o mal que deriva desse capitalismo, principalmente nas relações entre as pessoas, neste filme leva-nos um pouco mais longe mostrando a animalidade de um " serial-killer" , Javier Bardem consegue construir uma personagem que se poderá tornar das mais temidas história do cinema, o seu olhar medonho, a sua voz poderosa, o seu estilo e a sua frieza são irrepreensíveis. Depois temos aquela tensão e suspense todo que nos é servido de uma forma lenta, que , por vezes, incomoda, nunca nos deixando indiferente ao que se passa no ecrã. Agora resta-me apenas comprar o livro de Cormac McCarthy que deu origem a este filme e esperar que alguém faça um filme tão bom, ou melhor, a um do livros mais fascinantes que li deste mesmo autor, " A Estrada".
27 de fevereiro de 2008
Acho muito divertido o facto de, inclusive, nos levarmos a sério. Raramente reconhecemos as nossas próprias idiotices e, no entanto, conseguimos identificar claramente as idiotices dos outros. É essa a tensão central da empresa:
Esperamos que os outros ajam racionalmente, apesar de sermos irracionais.
É inútil esperarmos comportamentos racionais por parte das pessoas com que trabalhamos, ou de qualquer outra pessoa, já que se fala disso. Se conseguirmos aceitar o facto de estarmos rodeados por idiotas, compreendermos que a resistência é inútil, a tensão dissipar-se-á e poderemos sentar-nos e rir à custa dos outros. "
Chama-se Dilbert e o seu autor lançou um livro chamado " O principio de Dilbert", onde fala das peripécias de uma empresa. É o livro que comecei a ler, para sorrir e reconhecer a empresa onde trabalho, e no fundo, também a mim próprio. Apesar de não usar gravata, mas tenho um cubículo, ou como se diz por aí uma secretária, só para mim.25 de fevereiro de 2008
Foi até um bom fim de semana, revi gente que me viu crescer e outra gente que me fez crescer. É mesmo crescer que sempre quero e que sempre quis, nunca estagnar num só sitio, é contra o " parar no tempo" que luto, aprender a viver cada vez mais intensamente, rodear-me de informação do mundo, conhecer mais coisas diferentes, novas pessoas, diferentes modos de vida, diferentes feitios e até com diferentes gostos para puder conhecer de tudo um pouco.
Errar muito, desde que isso não prejudique ninguém, são os erros que nos fazem crescer, são eles as verdadeiras lições de vida para que o nosso futuro seja melhor. Pena é, quando repetimos esses mesmos erros, porque nos falta coragem ou força para dizer algumas palavras, fazer alguns actos, porque temos medo de agir, não sabendo bem o porquê e depois perdemos algo que tanto queríamos. Como disse o Sérgio Godinho " pode alguém ser quem não é ? ". No fundo é aquilo o que somos, e não aquilo que não somos, que atrai as outras pessoas, que criamos amizades únicas, amores verdadeiros e tudo o resto que a vida tem de bom.
Por muito que tentamos ser actores nesta vida, existe sempre uma altura em que a máscara cai e aí mostramos o que somos, com as nossas virtudes e defeitos, é por isso que tento ser sempre transparente, aquilo que sou em casa, tento ser no trabalho, tento ser com os amigos e tento até ser em tudo o que faço. Os cumprimentos sentidos, as recordações, os elogios, os sorrisos, o carinho demonstrado, enfim, tudo isso me fez sentir que é a viver assim que consigo viver melhor, mais feliz e que estou a seguir o caminho certo. Embora perca sempre alguma coisa em ser assim...
Abro a Internet vezes sem conta, e dessas vezes vou aos favoritos, pacientemente, colocar a página no meu blog para ir à parte dos"Aperitivos" para ir ver outros caminhos que se cruzaram com o meu. Vidas todas elas diferentes, umas vidas de conhecidos, outros de desconhecidos, mas que um dia, das mais variadíssimas formas, umas mais coincidentes do que as outras, se cruzaram com a minha, crescendo um bocadinho mais e mudando-me um pouco com a presença delas no meu dia-a-dia.
Respiro fundo e necessito de algo. Bebo mais um bocadinho e sinto falta de ouvir algumas palavras diferentes, algo diferente que me faça sentir o coração afagado. Enquanto leio atentamente a vida dos outros, necessito de quebrar o silêncio. Necessito de companhia para estas viagens . Chamo-a até mim, peço-lhe para que me sussurre palavras bonitas ao ouvido, que fale apenas para mim naquele momento e me leve para outro mundo. Imagino-lhe um esboçar de um sorriso irresistível, um cerrar de olhos carinhoso, umas mãos próximas às minhas e é então que toda a minha atenção vai para ela, quando ela me sussurra isto
" What’s it like
When everybody says you ain’t even trying
Oh, the faithful heart
Is when we start
With these trying things
Should have known better
To ask for something
You wouldn’t give
You take the words from your mouth
And nobody knows what the truth is "
e tudo isto para dizer que estou maravilhado pela Shannon Wright
22 de fevereiro de 2008
Quando peguei nesse questionário comecei a fazer com as músicas do meu músico favorito, mas o Jeff Buckley era um grande interprete de obras dos outros, embora também tenha sido autor de muitas outras, pensei que estaria a desvirtuar as regras do jogo porque algumas respostas tem títulos de obras dos Led Zeppelin ou Smiths, por exemplo. Por isso, comecei a responder com os títulos do meu músico favorito vivo, Mr. Tom Waits. Contudo, isto é engraçado e fiquei com pena de deixar de fora algumas respostas do Jeff Buckley fora, por isso, aqui vos deixo os dois.
Pick: Jeff Buckley
1.) Are you a male or female? Harem Man
2.) Describe yourself:The boy with the thorn in his side
3.) How do you feel about yourself: I Woke Up In A Strange Place
4.) Describe where you currently live: Stramberry Street
5.) If you could go anywhere, where would you go: The Way Young Lovers Do
6.) Your best friend is: Everyday people
7.) Your favorite color is: Lilac Wine
8.) You know that: Your Flesh Is So Nice
9.) What's the weather like? Morning Theft
10.) If your life was a television show, what would it be called? Despite The Tears
11.) What is life to you ? Sweet Thing
12.) What is the best advice you have to give? All Flowers In Time Bend Towards The Sun
13.) If you could change your name, what would you change it to? Kashmir ( que por acaso foi o meu primeiro nick na blogosfera :) )
Pick : Tom Waits
1.) Are you a male or female? Ice Cream Man
2.) Describe yourself: King Kong
3.) How do you feel about yourself: No one knows, i´m gone
4.) Describe where you currently live: Wrong side of the road
5.) If you could go anywhere, where would you go: The Other Side Of The World
6.) Your best friend is: Get behind the mule
7.) Your favorite color is: Blue skies
8.) You know that: Misery Is The River Of The World
9.) What's the weather like? Emotional Weather
10.) If your life was a television show, what would it be called? The Ghosts Of Saturday Night
11.) What is life to you ? Warm beer and cold women
12.) What is the best advice you have to give? The World Keeps Turning
13.) If you could change your name, what would you change it to? Mr. Siegal
21 de fevereiro de 2008
Quando às vezes necessito de espairecer, de desabafar, ou apenas conversar não aparece ninguém e agora de repente nem sei para onde me virar. Quero dizer, até sei, irei festejar a segunda oportunidade de ver um grande amigo feliz com alguém. Na primeira vez não resultou, diz ele, por sua culpa, por não ter sido capaz de a fazer feliz. Nunca me esqueci ele a dizer-me " não faças isto. Não sejas assim. "Agora quer mudar a história da sua vida com outra pessoa, e, confessou-me, que agora é que vai ser, não vai deixar fugir a oportunidade de ser feliz. É o meu chefe.

Depois temos Paul Dano que também tem uma grande interpretação na pele de um pregador, prometendo muito na sua carreira, depois do seu papel em " Little Miss Sunshine", um actor em clara ascensão.
E temos aquele final que nos deixa sem palavras, quando Paul entra na sala de bowling parece que terminou cinema e passamos a assistir refastelados a uma belíssima peça de teatro, tal é a densidade dramática, tal é a pureza da interpretação dos dois, que momento fabuloso !
Andava a precisar ver um filme assim, puro e duro, sem lamechas e romantismos líricos, um bom western que não é bem um western, um filme dramático que não é bem um drama, ou como diz o anúncio, um filme que nos mostra a vida tal e qual como ela é, não esquecendo a sua banda sonora envolvente.
São filmes como este que nos mostram o quanto é maravilhoso apreciar aquilo a que chamam de 7ª arte, ou seja, o cinema. Amen.
18 de fevereiro de 2008
Talvez tenha sido porque perdi aquela "magia" de ver a fotografia a aparecer no meio de líquidos, e aquela ansiedade em ver se tinha tirado uma boa foto, agora é mais fácil, tudo digital, se não gosta apaga-se e acabou, por isso, juntando à preguiça, eu teria-me desleixado e deixado de lado o gosto pela fotografia, pelo menos em tirar fotos e trabalhá-las.
Eu era do género de pessoa que tirava fotografias e deixava-as na máquina, nas festas de aniversário era bem capaz de só as descarregar quando tivesse outras festas, um desavergonhado era aquilo que eu era.
Mas existe aqui uma palavra que repeti várias vezes, a palavra "ERA", é que agora deixei-me de o ser, já não tenho preguiça, tiro algumas fotos e já tomei o gosto de trabalhá-las pacientemente, aliás até me descontrai bastante, embora continue a preferir muito mais em ver fotografias dos outros do que as minhas..
O blog que irei falar-vos é da propriedade da Catarina Limão, locutora da Antena 3, e nesse blog ela propõe um tema para que os seus leitores puxem pela imaginação, mandando-lhe fotografias, acerca desse mesmo tema. Achei curiosa a ideia e fiquei com vontade imensa em participar, tinha emprestado a máquina na semana passada e não pude participar no tema proposto, " 3 momentos do pequeno-almoço" mas irei na mesma postar aqui quando tirar fotografias sobre esse tema. O tema desta semana era "liberdade", puxei pela imaginação e a minha contribuição foi esta
17 de fevereiro de 2008
15 de fevereiro de 2008
14 de fevereiro de 2008
Ontem, Ronaldo lesionou-se, ao ver o lance que resultou essa lesão duas coisas me passaram pela cabeça: que a lesão nasceu da forma mais estúpida que já vi, um salto daqueles damos todos nós quando estamos felizes e recebemos boas noticias. A outra é que, possivelmente, essa lesão ditará o fim da sua carreira. Aqui fica a minha homenagem a Ronaldo, o Fenómeno

O filme é baseado em 2 livros, um escrito pela secretária do Hitler, uma das personagens principais do mesmo, e por um grande historiador alemão, livros esses que tentarei ler, pois claro, ou eu não fosse um grande curioso por História, mais concretamente por História Contemporânea, e dentro desse tema agrada-me muito ler/ver coisas sobre a 2ª Guerra Mundial, sendo essa a razão de querer ansiosamente ler " As Benevolentes", embora as 900 páginas do livro me impeça de o ler agora, mas, certamente, irá ser o meu livro para as férias.
A interpretação de Bruno Ganz é fabulosa, conseguindo "encarnar" de uma forma impressionante a personagem principal, ficamos a pensar em como é que uma figura de aspecto tão idiota, um velhote corcunda e já caduco, consegue impor tanto medo, não me digam que era respeito porque essas mesmas pessoas o atraiçoaram, àquela gente toda que o venera.
O filme foi nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, perdeu, e justamente digo eu, para " Mar Adentro", mas é daqueles filmes para ver e recordar, porque demonstra uma realidade cruel que existiu e nunca se deverá esquecer.
13 de fevereiro de 2008
Ela diz que é o seu mundo secreto, mas eu até penso que o mundo dela não é assim tão secreto, porque partilho muita coisa nesse seu mundo, entenda-se, os seus gostos musicais ( a razão principal para eu começar a visitar o seu cantinho), futebolísticos (a 2ª razão ), e outras coisas nas nossas vidas que parece termos vivido quase da mesma maneira, coincidências da vida, como dizia um amigo meu.
Depois dela dedicar estas palavras carinhosas ao meu blog,
"...por ser especial. É um caso sem explicação. Cada vez que lá vou, nunca consigo dar o meu tempo por perdido. Mesmo quando não deixo o comentário da praxe, de uma maneira ou outra tenho a certeza que me tocou. Para além das felizes coincidências que temos, que até parecem inventadas, já que são tantas... "
e de me ter dado uma catrefada de prémios, não posso deixar de a agradecer por todo o carinho e simpatia demonstrada no seu post de atribuição dos mesmos e também nos seus comentários que faz quando aqui me vem visitar e de lhe retribuir todos esses prémios.
Sem esquecer a vénia com os gestos à Mr. Bean, mas que infelizmente não consegui encontrar no Youtube.
11 de fevereiro de 2008
" Ainda bem que cá vim. Deu para relaxar e tirar este stress todo. Ficaria pior se não viesse. Estou mais cansado um bocadinho, mas muito menos irritado. As pessoas não poderiam pagar por eu ter tido um dia mau. "
Ajeito o saco, respiro o ar primaveril que, felizmente, parece estar a nascer e para ficar. Tomo uma decisão,
" Ainda é cedo. Vou a pé para casa. "
Respiro fundo, e penso no dia dificil que acabo de ter. Tinha sido, até ao momento, um daqueles dias difíceis que parecem nunca acabar, as minhas forças quase se esgotaram para lutar contra todas as adversidades. Tudo parecia estar contra mim. Precisava de acabar um trabalho, mas o vento parecia não estar a meu favor, ou era o telefone, ou tinha que atender alguém, ou mais uma chamada, ou outra vez alguém na porta, ou era o meu colega de trabalho com mais uma coisa estúpida para perguntar, ou era a folha, o raio da folha que já tinha desaparecido no meio da papelada, ou era isto, ou aquilo, etc,etc, o tempo a passar, e o trabalho ainda por terminar.
" E que dia lindo está lá fora" - pensava eu, no meio daquilo tudo, enquanto a luz entrava pela janela.
Pensei em como tinha estado irritado com todos, com o telefone que não parava de tocar, com as pessoas que entravam e pareciam não quererem sair, com o meu colega que sempre que fala dá um toque no meu braço a querer a minha atenção,
" Se ele soubesse o quanto isso me irrita. Nunca mais me fazia isso "
com as horas que passavam rapidamente, até comigo próprio por não ter sido mais organizado, por entrar em stress desnecessariamente, e até por estar irritado, uma coisa que me...irrita.
" As pessoas não têm culpa. Tu tens que ser um pouquinho mais organizado e planeares melhor o trabalho. " dizia a minha consciência .
Necessitava de uma redoma para me isolar do mundo e acabar o trabalho. Mas respirei fundo, fechei os olhos e disse para comigo
" Concentra-te. Faz as coisas com calma e vamos lá. Siga para bingo".
Dizia eu, andava tranquilamente pela rua, a lua sorria para mim, o ar estava mais quente um bocadinho, todo o mal tinha passado e amanhã era outro dia e já tinha novamente forças para lutar.
Pego na companhia das minhas "viagens das caminhadas", o meu Ipod, carrego no item que diz " Músicas aleatórias", e de repente, sem saber como foi lá parar, quer dizer, eu devo ter posto lá, não devo é ter reparado, começa a tocar esta música
For changing lines
I've got no time tonight
In these times the wind surpassed the tide
when the wake up's hard to find
Dreams make upfor your life
This crazy shine it never lets you die
Going up
We become what you want
Again the moon rises up too high
And we don't need the sky
Wonder what it is that makes the world turn slower
Wonder what it is that makes me feel so mad
Everyone that talks to me I so which wouldn't
I wouldn't evencare except I feel so bad
Why is there no one in my life
Time
There's no time tonight
Wide
There's no room to see wide
Time
There's no time tonight ( Time Tonight " de John Frusciante )
Sorrio, penso no quanto é bom ouvir algumas músicas que parecem serem escritas para nós, ou talvez por nós, sigo em frente com a cabeça levantada. Tinha vencido o dia.
9 de fevereiro de 2008
6 de fevereiro de 2008
" Os homens com suas más e perversas cobiças, vêm a ser como os peixes, que se comem uns aos outros ."
Apesar de se comemorarem 400 anos relativos ao seu nascimento, as frases retiradas dos seus sermões mostram que Padre António Vieira foi um grande visionário e que ainda hoje continua muito actual.
5 de fevereiro de 2008

Johnny Deep mascarado de barbeiro assassino à procura de vingança, no filme " Sweeney Tood", do grande Tim Burton.
E, ainda mais, esta banda sonora deve ser qualquer coisa de espectacular, gostei bastante das músicas e das suas interpretações.
É claro que é opinião de um grande fã da dupla Tim Burton/J. Deep, e já agora de Helena Bonham Carter, mas posso dizer que adorei o filme, embora não seja o meu favorito de Burton, continuo a ter um carinho imenso pelo " A Noiva Cadáver", é bem negro e gótico como só ele gosta, se bem que o vermelho do sangue das vitimas seja uma das tonalidades mais usadas no filme.
Por fim, surpreendeu-me o vozeirão de Sacha Boren Cohen, o comediante inglês famoso pelas suas personagens " Ali G" e " Borat" e também fiquei ansioso pela estreia do filme " Este país não é para velhos" que tem um trailer fantástico, o problema é que estão aí uma série de bons filmes para ver, pena não ter muito tempo para os ver a todos.
4 de fevereiro de 2008
Não sou lá muito apreciador da festa em si, não gosto de me mascarar se saio nesse dia, aliás nem faço muita questão em sair, não sou pessoa de dar valor ao Carnaval .
Mas gosto, e e aí que vive a minha contradição, de ver os outros a gozarem o Carnaval e já me diverti imenso em festas de Carnaval, mas, sem dúvida, o que gosto mais é mesmo ver as crianças nesses dias.
Gosto de as ver com os seus olhos a brilhar, o seu sorriso largo, a sua vaidade, de tirar fotografias aos meus primos, de os ver felizes na suas "novas peles ". Gosto sempre de os ver felizes, mas no Carnaval é diferente.
Na altura da mudança de quarto estive a rever fotografias minhas de infância, e daquelas que mais me diverti foram aquelas onde surjo retratado com as minhas fantasias de Carnaval.
Curiosamente, apenas me lembro de quatro disfarces, e três dele tenho retratados.
Lembro-me que um dia me disfarcei-me de cowboy, o único que não tenho fotografias, depois tenho um disfarce de karateca, onde tinha um cabelo cortado à tigela que me ficava bem, depois tenho uma fotografia mais ou menos humilhante, vestido à coelho, e tenho esta que resolvi partilhar convosco, penso que é a fotografia mais engraçada que tenho, num disfarce que nunca deixei de usar, aliás, acho que foi o disfarce que mais me ficou entranhado na pele, tão entranhado que ás vezes faço-me de palhaço, na ânsia de ver sorrir os outros, principalmente das pessoas que mais gosto, como, por exemplo, a minha prima e o meu primo mais novos.
E, aqui estou eu, talvez com 5/6 anos, numa pose catita e bem disposta metido dentro de um fato que ainda hoje me recuso a despir porque a vida tem sempre de se ver pelo lado positivo, ou como diz a música que me acorda todos os dias " Always look on the bright side of life ".


