4 de fevereiro de 2008

Dizem por aí que as pessoas do signo Gémeos podem ter coisas contraditórias, mas se isso for verdade, uma das minhas maiores contradições é o sentimento que tenho pela festa do Carnaval.

Não sou lá muito apreciador da festa em si, não gosto de me mascarar se saio nesse dia, aliás nem faço muita questão em sair, não sou pessoa de dar valor ao Carnaval .

Mas gosto, e e aí que vive a minha contradição, de ver os outros a gozarem o Carnaval e já me diverti imenso em festas de Carnaval, mas, sem dúvida, o que gosto mais é mesmo ver as crianças nesses dias.

Gosto de as ver com os seus olhos a brilhar, o seu sorriso largo, a sua vaidade, de tirar fotografias aos meus primos, de os ver felizes na suas "novas peles ". Gosto sempre de os ver felizes, mas no Carnaval é diferente.

Na altura da mudança de quarto estive a rever fotografias minhas de infância, e daquelas que mais me diverti foram aquelas onde surjo retratado com as minhas fantasias de Carnaval.
Curiosamente, apenas me lembro de quatro disfarces, e três dele tenho retratados.

Lembro-me que um dia me disfarcei-me de cowboy, o único que não tenho fotografias, depois tenho um disfarce de karateca, onde tinha um cabelo cortado à tigela que me ficava bem, depois tenho uma fotografia mais ou menos humilhante, vestido à coelho, e tenho esta que resolvi partilhar convosco, penso que é a fotografia mais engraçada que tenho, num disfarce que nunca deixei de usar, aliás, acho que foi o disfarce que mais me ficou entranhado na pele, tão entranhado que ás vezes faço-me de palhaço, na ânsia de ver sorrir os outros, principalmente das pessoas que mais gosto, como, por exemplo, a minha prima e o meu primo mais novos.

E, aqui estou eu, talvez com 5/6 anos, numa pose catita e bem disposta metido dentro de um fato que ainda hoje me recuso a despir porque a vida tem sempre de se ver pelo lado positivo, ou como diz a música que me acorda todos os dias " Always look on the bright side of life ".




31 de janeiro de 2008

E o meu herói do momento é


TITEUF

Quem é Titeuf ? Titeuf é uma personagem de BD, criada pelo desenhador/argumentista francês Zep, e é um miúdo bastante catita, responsável por eu ter dado as gargalhadas mais saborosas nos últimos tempos, por causa das suas aventuras e desventuras da sua vida de criança .

O album " Titeuf" vem incluído na colecção de grandes autores de BD, que sai no jornal "Público", colecção essa que é excelente, quer graficamente, quer pelos autores e pelas obras que foram seleccionadas, surpreendendo-me muito pelo seu humor .

À primeira vista podemos nos lembrar do Calvin, mas vemos que ele não tem a doçura do mesmo, é muito mais rebelde, não estamos a ver o Calvin a chamar " mongo atrasado sexual " aos amigos, nem perguntar a um mendigo, que não tem trabalho à 8 anos, se " lhe quer fazer os seus trabalhos de casa" ou a divertir-se urinar para cima de uma aranha, tendo aquilo terminado com ele a por a " pata na poça".

Também poderíamos lembrar do Jeremy, da minha BD favorita " Zits", mas ele não tem aquilo que este tem de melhor, a sua ironia cínica . Titeuf é mais "directo" no relacionamento com todos, não tem problemas de perguntar ao pai" quando é que se decide libertar o passarinho que tem nas calças para por dentro da gaiola da mãe e lhe dar uma mana ", ou em perguntar à sua vizinha, durante um jantar, se " a comida que lhe vai servir é a comida enfarta-brutos que o seus pais tanto falam ", provocando sempre grandes doses de vergonha aos seus familiares.

Em comum a todas as outras personagens, tem o relacionamento, ou melhor a falta de jeito para se relacionar, com as mulheres, mas se Calvin gosta de alguém, mas não quer admitir para não ser gozado, se Jeremy adora a sua miúda mas não a compreende e faz sempre as coisas do modo errado ingenuamente, Titeuf é muito diferente, ele conquista a rapariga, começa a dançar com ela e quando a vê atrapalhada, começa a pensar nas palavras que vai dizer e sai de repente isto : " Não te preocupes. Eu pratico sexo seguro". É o maior.

30 de janeiro de 2008

Já todos apreciávamos as suas palavras em forma de música. É tempo de as apreciar escritas no seu blog.

28 de janeiro de 2008

Não encontro palavras para isto. Que alegria .Vou deixar crescer o bigode e tudo em sua homenagem. Bem, depois de ver o videoclip e pensando melhor, talvez não é preciso exagerar...
Não sei bem o porquê, nem como isto aconteceu, mas num dia destes, verifiquei que no meu perfil a minha actividade era qualquer coisa ligada à agricultura !!!

Tirei aquilo indignado comigo próprio, como tinha sido capaz de deixar passar aquilo, mas que raio de despassarado eu sou, nunca mais tenho emenda .

Hoje, compreendi que aquilo deveria ser um sinal divino.

É que lido com cada nabo...

27 de janeiro de 2008

O primeiro poster comprado já exposto no quarto



Esteve para ser este. Mas acabei por optar por este porque, além de dar mais vida ao quarto, penso que é um poster fora do normal. Comprado aqui, uma loja que aconselho a quem gostar destas coisas, de marketing de cinema, música, etc. Além de estar localizado num Centro Comercial muito giro, diferente àqueles centros comerciais que proliferam pelo país.

25 de janeiro de 2008

1 - PJ HARVEY


Para quem acompanha este blog à mais tempo, já deve saber do meu fascínio pela obra da Polly Jean Harvey, por isso não é surpresa vê-la em primeiro neste "top 3" das cantoras que adorava assistir ao vivo.

É daquelas artistas que me foi dada a conhecer nos meus tempos de adolescência, nos velhos tempos das trocas das k7's, numa altura em que necessitava muito de ouvir algo novo .
Entretanto, muitas coisas da adolescência foram-se perdendo, mas ficou a admiração pela sua música, tenha ela um estilo mais cru e selvagem, como numa primeira fase da sua carreira, ou mais comercial, como em" Stories from the city..." ou até numa fase mais negra e melancólica como é o seu último álbum.

Era bem capaz de esquecer que o mundo existia nesse dia para ir vê-la.


Site oficial:www.pjharvey.net
My space: http://www.myspace.com/pjharvey

24 de janeiro de 2008

2 - BAT FOR LASHES


E se a Jenny Lewis é a luz, Bat for Lashes reflecte a escuridão nas suas obras. " Fur and Gold", foi um dos álbuns mais interessantes em 2007 e daqueles que mais me acompanhou.

O talento de Natashan Khan não se esgota na sua música, ela é uma autêntica performer, com uma componente visual bastante forte, destacando-se as suas pinturas, os seus desenhos, mas, principalmente, as suas fotografias funcionando quase como um complemento forte das suas músicas. É uma das amigas de Devendra Banhart o que já diz bastante do estilo dela, passem pelo site dela com tempo e explorem aquilo bem, principalmente a parte do"artwork" de preferência ao som da sua música.

Era bem capaz de esquecer as actuações da Lou Rhodes e a Feist para ver este concerto.



Site Oficial : www.batforlashes.com
MySpace: http://www.myspace.com/batforlashes

23 de janeiro de 2008

Depois de Lou Rhodes, os Portishead e agora Feist. Parece que, finalmente, Portugal, e mais concretamente, a cidade do Porto, este ano está cada vez mais a "oferecer" concertos com selo de qualidade, e ainda agora o ano começou.
O que me parece é que aquela sala do Cinema da Batalha anda um bocadinho desaproveitada, fui lá ver a Cat Power e achei-a muito acolhedora ( não a Cat Power, a sala, ela é assim mais do que...a estrela pop mais sexy ??? Pelo menos daquelas que já vi ao vivo, penso que sim .) , mas, segundo sei, são tricas politicas que estão a impedir que aquela sala seja uma referência na cidade do Porto.
Curiosamente, já vi duas destas artistas mas em estilos diferentes, vi a Lou Rhodes num concerto esgotadissimo no Coliseu, mas pelos Lamb na altura daquele êxito da música " Gabriel", e também vi a Beth Gibbons, mas com o Rustin Man, também no Coliseu, talvez o concerto mais curto e seco de sempre que vi, foram 40 minutos e vamos embora, apesar de ter tido bons momentos.

Mas quem serão os próximos ? Ou melhor, quem serão as próximas ? Nos próximos 3 dias irei postar 3 cantoras que adorava ver em Portugal e, se não fosse pedir muito, no Porto. Como se fosse um pedido secreto aos promotores de espectáculo, por ordem crescente de preferência.

3 - JENNY LEWIS

Esta norte- americana tem das vozes mais luminosas e cool que já ouvi, é tão bom ouvir aquela mistura de country e pop, conseguindo ter músicas perfeitas para um fim de tarde primaveril .
O seu último álbum, com a colaboração das Watsons Twins, "Rabbit Fur Coat" é daqueles que não se cansa ouvir, queremos sempre repetir a sua audição. A provar que as coisas mais simples são, quase sempre, as mais bonitas.

Era bem capaz de esquecer o concerto da Lou Rhodes e preferia ver este.



Site oficial:http://www.jennylewis.com/
Myspace:http://www.myspace.com/lewiswithwatsons

22 de janeiro de 2008

Por vezes, sabe bem que alguém nos traga de volta à realidade . Outras vezes não.

Esta é uma delas.

21 de janeiro de 2008

Ontem fui completamente entalado para a cama e com as lágrimas nos olhos.

Ver aquela família humilde desesperada para tentar libertar um filho inocente, porque tinha cometido o " crime de pensar de forma diferente ", um filho que tinha ido preso apenas por causa duns panfletos para tentar combater um regime estúpido.

E depois ver aquelas desigualdades sociais, tão bem retratadas e que ainda hoje existem, a filha do ministro, que por acaso era a mais culpada, a ser libertada por influência do pai e o outro, o inocente, a ficar na prisão só porque " a policia não pode andar a libertar qualquer um". " Qualquer um ? O meu filho não é qualquer um.", dizia Rita Blanco desesperada.

Depois aquela cena, das melhores que já vi, o pai na cama a chorar, Miguel Guilherme ENORME.

E no final, o filho a chegar a casa e aqueles abraços de alegria misturadas com as lágrimas, a família toda unida, enfim, maravilhoso e emocionante.

Já o disse aqui 1258 vezes, e peço desculpas por me repetir mais uma vez, mas depois de ver o episódio de ontem, claramente o melhor episódio de sempre, a série " Conta-me como foi" mete no bolso muitas séries americanas que por cá passam. Ainda bem que a greve dos argumentistas, embora reconheça que seja uma greve justa, é só nos EUA e não passa pelos autores desta série.

PS- Incompreensível, e revoltante, as horas que a RTP transmite aquela que foi considerado o melhor programa de televisão no ano de 2007. Não se compreende como ainda se repõe os " Gato Fedorento" e passa-se esta série para as 22 e 30 horas.

PS2 - e a música do José Cid ? Eu gosto. Já sei a letra de cor e canto com alegria porque sei que vai começar mais um episódio.Ah...e voltar a ouvir José Afonso é... arrepiante.

20 de janeiro de 2008

Here comes the sun



porque hoje apenas me apetece dizer isto. Espera-se que o sol tenha vindo para ficar.

PS:Desculpem a foto, foi tirada através do telemóvel e confesso não tive muita pachorra para a trabalhar.

18 de janeiro de 2008

" De la musique avant toute chouse ( II) "

" Vivo de mais. Durmo de menos. Acordo para acordar os outros. É como se a luz me acompanhasse. É como se o sol, quando nascesse, viesse propositadamente acordar-me.

Estou sozinho de mais. Nas minhas estrelas não há noite nem amor. Tenho as mãos vazias, viradas para o céu, como se tivessem ficado encharcadas da tinta da escuridão.

Esta música afastou-me da tua respiração. O teu cabelo levanta e sossega, sossega e levanta, espalhado pelo lenço, como se fosse distribuído pelos meus dedos, que sobem por debaixo dos cobertores, para te conhecer e tocar ."

Texto retirado do livro " O amor é fodido" de Miguel Esteves Cardoso
Música " So Real" retirada do album " Grace " de Jeff Buckley

17 de janeiro de 2008

Infância: do Lat. infantia
s. f.
, período da vida do homem que vai do nascimento até à puerícia;
meninice;

o conjunto das crianças;
início. ( in Dicionário Lingua Portuguesa On-Line )

Então o meu filme de infância é este



Poderia dizer que era o " Eduardo Mãos de Tesoura", porque adorei o filme, ficava com imagem de um bom cinéfilo e toda a gente me aplaudia. Contudo, perdoem-me dizer, mas, apesar de Tim Burton ser o meu realizador favorito, penso que não estava a ser honesto comigo próprio e até com aqueles que me visitam aqui e que fizeram de um assunto tão banal como a simples compra de um poster para enfeitar um quarto, quase como se fosse o grande assunto do momento. Até achei curioso a Tânia dizer que esteve a pensar e passado 2 horas voltar a pensar no assunto, se calhar, deve-se um pouco à minha honestidade e simplicidade do tema que abordei aqui.

Porque o " ET" é de 1982, e o do Tim Burton é de 1990, aí eu tinha 9 anos, e já tinha visto dezenas de vezes o " E.T.", além disso o " Eduardo Mãos de Tesoura" é um filme mais de adolescentes do que de crianças, pelo menos, para as pessoas que são da minha geração.

Defendo a ideia que para uma pessoa gostar das coisas tem de começar pelas coisas mais simples, mas com qualidade, e só depois passar para coisas mais complicadas, ou seja, no cinema começar com os "blockbusters" e só depois ir para os " filmes de autor", além disso sou contra os preconceitos que, ás vezes, os críticos, e não só, têm com os " blockbusters.".

Por exemplo, gosto muito ler o Salman Rushdie, mas tenho de agradecer ao Jorge Amado, porque se não fosse ele, aliada à minha curiosidade, eu não chegaria a ler Rushdie.

Ou, falando mais romanticamente, quando uma pessoa se apaixona, primeiro apaixona-se pelas coisas simples, pelo olhar, pelo sorriso, pelas mãos, etc, só depois vem as coisas mais complicadas, e ás vezes aí está o problema, ou seja, começamos a ver a maneira de ser da pessoa, o seu modo de pensar, os seus gostos, os seus projectos de futuro, a sua visão da vida, etc.

Lembro-me que a primeira vez que o vi foi numa explicadora que eu tinha na primária, hoje como é tudo mais moderno diz-se " centro de estudo", e fiquei fascinado com aquilo, fiquei a sonhar com aquele mundo, em ter assim um amigo especial, diferente de todos os amigos que tinha, e a minha paixão por cinema só nasceu porque um dia, à um tempo atrás, vi com olhos arregalados e boca aberta este filme.


e agora digam-me lá, vou deixar-me de coisas, vocês não se arrepiaram a ver esta cena ?

É que essa lágrima no canto do olho e a querer rolar pelo rosto, não me engana.

PS: Já tinha escrito este post quando vi que a Tânia tinha acertado. Aliás, pensei que o filme fosse mais citado, mas eu e a Tânia ultimamente é só coincidências. Fiquei a invejar-te o bonequinho. Posteriormente, a Desnorteada também acertou, além de ter dado o conselho mais curioso. Um amigo meu tem este poster, que é lindo, mas é da sua colecção e como é nos EUA, tenho sempre receio de comprar coisas de lá, por causa dos correios. Provavelmente, ficarei por este. O outro quando tiver depois digo, mas acho que o poster perfeito era este, só que está esgotado. Já agora, não interpretem mal a minhas palavras, eu apenas critiquei os críticos de cinema, que não são honestos para quem os lê, só porque fica melhor dizer que se gosta de um filme de autor do que um blockbuster, criticando tudo o que é "comercial", esquecendo-se que sem o " comercial", o gosto por cinema, se calhar, não seria o mesmo.

16 de janeiro de 2008

O post dos posters

Primeiro de tudo, tenho que confessar que me diverti imenso a imaginar o novo cantinho do meu lar com os vossos conselhos.Para não estar a fazer um comentário longo a todas as sugestões que me foram dadas, então decidi fazer um post sobre elas.

Desde já, digo que os filmes sugeridos são quase todos eles obras que me dizem alguma coisa. Quero com isto dizer que os visitantes deste blog partilham os meus gostos, e isso é sempre muito bom saber.

Depois, um aparte, eu dizia que queria dois posters, um deles já vos digo qual é, mas pensando bem, acho que ainda há mais espaço para mais um...ou para mais outro...ou para um calendário daqueles bonitos... bem, o que eu quero dizer é que não quero comprar à pressa, mas sim construindo a pouco e pouco um quarto com mais animação, é claro que a ajuda da minha mãe que vai dando umas dicas. Só experimentando é que se vê, se fica só um ou dois posters, se bem que um quarto cheia de posters de cinema daqueles dos grandes, até era capaz de ficar giro.

Ora bem, então as sugestões lançadas por vocês foram estas, carregando nos nomes podem ver uma amostra :

High Fidelity - Não é o " outro " poster ( que raio, ele nunca mais diz qual é...), mas, condições normais, seria a primeira escolha já que é o filme da minha vida. Quando falo em condições normais falo em espaço para 5/6 posters. O poster é muito bom, sabiam que foi em homenagem a um álbum dos The Beatles ( penso que o " A Hard Days Night) que o mesmo foi feito daquela maneira ? E falando dos Beatles estive a pensar e que tal o " Abbey Road "na parede ? Mas este está na lista.

Apocalypse Now - Sem dúvida, uma grande escolha. Aquele pôr de sol fantástico com os aviões e o rio. No entanto tem um contra, é muito claro, se fosse mais escurinho um bocadinho era capaz de ser o ideal, mas uma coisa é vê-lo aqui, a outra é vê-lo ao vivo. Vou espreitá-lo.

Eternal Sunshine of spotless mind - Um dos filmes da minha vida, e até já vi um filme onde o quarto de uma personagem tinha este poster. Era capaz de ficar bem, pelo menos no filme em questão ficava.

Reservoir Dogs - Dá estilo e que estilo. Na sede da minha empresa está um departamento forrado com posters de cinema. Um deles é este, fiquei logo encantado, tem o contra do " Apocalypse Now", mas aqui como tem a tonalidade em preto e branco fica-lhe a ganhar. Além do estilo, é claro.

" A Noiva Cadáver" - Adoro o Tim Burton, é mesmo o meu realizador favorito, embora goste muito do "Nightmare for Christmas", este é o meu filme favorito dele, até porque o vi em cinema. No entanto, será que a minha prima pequenina não se assustará com a noiva ?

" Shortbus e " Paris j'taime" -Apesar de os achar muito bonitos, principalmente o " Paris", não serão posters muito giros para um quarto de...uma rapariga ?

" Lost in translation " - Poderia ser este, com a Scarlett Johansson, sem dúvida o quarto ficava muito mais lindo. Mas, penso que a desnorteada quando me aconselhou este filme terá pensado neste . Considero o poster mais curioso, e mais irónico, daqueles que me foi sugerido. E porquê? Porque quando me sento na cama, e se ficasse na mesma posição, ficaria de frente a frente com o Bill Murray, ás vezes pensando nas mesmas coisas que ele retrata no filme. Agora, é claro, que não tenho um roupão vergonhoso daqueles. E os chinelos pirosos também. Tenho umas pantufas. Muito giras. Assim, azuis e brancas e tal. Com uns olhinhos e um sorriso giro. E têm nome...ups..isto já é de pessoa parva, não convém dizer...

PS. E qual é o raio do poster do filme que ele já sabe que quer comprar, perguntam vocês? Uma pista: é o filme da minha infância. Qual será o filme da infância de pessoas da minha idade ?

14 de janeiro de 2008


Neste domingo tive mudanças cá por casa. Lembram-se desta imagem do maravilhoso filme " High Fidelity" *?

Os livros, revistas, jornais antigos, cd's e coisas assim que se foram acomodando num quarto grandinho, agora passaram a se acomodar num quarto mais pequenino, mas acolhedor. Apenas faltam os dois posters de cinema que quero comprar. Vai ser uma busca intensa por sites, hipermercados, lojas, etc, quero regressar àquele tempo de adolescente que tinha posters na parede, penso que faz falta alguma coisa que dê mais vida ao quarto.

Mas em vez de ter posters do meu clube, da Winona Ryder ( quem é o homem da minha geração, que na altura da sua adolescência não gostou da Winona Ryder ? ) nem de grupos de música, quero dois posters de filmes de cinema. Aceito sugestões para um, porque o outro já tenho ideias de qual será, tentem adivinhar qual.

Partilhei muitos anos o quarto com o meu primo, que é mais irmão do que primo diga-se, e quando ele se casou fiz um trato com a minha mãe" fico com este quarto, e depois caso, saio de casa e ficas com ele"**.
A minha mãe concordou com a ideia, até porque naquela altura era bem credível que isso fosse acontecer muito brevemente, mas a vida levou-me por outros caminhos e, à medida que o tempo passou, ela apercebeu-se que aquela parte do " casar e ir embora", não era bem assim, e vai daí decidimos, democraticamente, que eu passava para o quarto mais pequeno.

Tenho a visão romântica, e lamechas talvez, que um dia que me case, ou que vá partilhar a casa com alguém, deverá ser bem engraçada a mudança, principalmente naquela parte do " juntar os cd's, livros e filmes num só espaço".

Carlos Té escreveu, Rui Veloso fez o favor de musicar uma frase que me acompanha desde que a ouvi pela primeira vez,

" nunca se deve amar alguém que não ouve a mesma canção "

já tive a prova que esta frase é bem real, depois também rever aquelas fotografias de infância que nos faz sempre sorrir com alguma nostalgia, devem ser saborosos momentos de intimidade .

Fiz também a custosa separação com alguns dos livros que tinha, por questões de espaço, alguns tiveram que ter outro rumo, o meu sotão foram o seu destino, um caixote o seu abrigo, tenho sempre pena de me ver separar deles, mesmo que seja por pouco tempo e mesmo que eles não esteja assim tão longe. Só estão ao alcance de uma escada, mas só de não os ter ali à mão quando quero, ou apenas só de não puder olhar para eles, revirar as páginas, ler uma parte, respirar fundo e guardá-los outra vez com todo o carinho do mundo, só isso me custa.

Mas, se vejo que tive um dia, ou melhor um fim de semana porque a arrumação começou sábado, com muita confusão, muito barulho, com a chuva sempre a bater nas janelas e que estou cansado, até achei graça a isto tudo, ás vezes nada como uma mudança numa coisa para que depois possamos encarar a vida com outra energia, com outra alegria, com outra luminosidade.

E foi mesmo isso que ganhei mais nesta mudança, perdi um pouquinho de espaço, mas ganhei aquilo que eu estava a precisar mais na minha vida, ou seja, LUZ.



* - até nestas imagens parece que o filme foi mesmo feito a pensar em pessoas como eu. Não bastava ver retratada a minha relação com a música, com as mulheres, de ver alguns hábitos coincidentes com a personagem principal ( sim, eu também reorganizo a minha colecção de cd's quando estou deprimido, e sim, penso que a minha vida como se fosse uma banda sonora), vejo esta imagem que foi um espelho de como estava o meu quarto. Agora tenho de começar a pensar num " top5" para as coisas da vida.

** - enfim, coisas de filho único, mimalhices.

10 de janeiro de 2008

Como explicar o que é um blog a uma menina com 4 anos

Ela chega até à porta do meu quarto, entra e sorri para mim. Devolvo-lhe o sorriso e chamo-a para a minha beira, ao que ela corresponde com passos demorados, mas seguros. Senta-se no meu colo e, de repente, pergunta :

- Que estás a fazer ? Estás a jogar um jogo ?

- Não. Estou a escrever.

- A escrever o quê ?

- Um comentário .

- Pffff. Um comentário. Que é isso ? - encolhe as sobrancelhas como só ela sabe fazer e sorri .

- Estou a fazer um comentário num blog. Eu explico-te o que é. Um blog é um diário onde as pessoas escrevem o que quiserem. Por exemplo, a Tita é uma menina bonita. E um comentário é alguém a dizer" pois é, a Tita é a menina mais bonita do mundo".

Ela sorri dando mostras de ter percebido a mensagem, deu-me um beijo e diz:

- Já percebi.

Nada mais fácil. E querido, também. Mas isto sou eu a dizer .

9 de janeiro de 2008

Mudança do plano de treino no ginásio

São nestas alturas que tenho conhecimento de músculos que nem sonhava existir através das dores que eles provocam. Aaaaiiiii.

8 de janeiro de 2008

Descobri a verdadeira razão para estar solteiro. É que eu sou um

( rufem os tambores)


tchannnn



pois, digam-me lá, que rapariga quer aturar um Super-Pateta ?*
pfff...nenhuma, pois claro. Vou para aquele cantinho triste comer uns amendoins e já venho.

No entanto, gostei da ideia do pijama de uma só peça. Ninguém me quer oferecer um ?

ah... multas de estacionamento nunca tive, e por acaso, é uma coisa que tenho imenso cuidado, nem que estacione 5 km antes do destino, agora relativamente aos preços do supermercado...


* - Agora que penso nisso, quem será o par feminino do Super-Pateta ?

7 de janeiro de 2008

Abençoados saldos



O primeiro porque Ryan Adams é só um dos meus cantautores favoritos e já estava à muito tempo a namorar este álbum que, diga-se de passagem, é simplesmente maravilhoso. Como ainda não conheço toda a sua obra, embora a conheça relativamente bem, pelo menos, metade, não sei se é o melhor álbum dele, mas arrisco a dizer que sim, apesar do imenso carinho por " Gold", por ter sido o primeiro que ouvi dele, porque estive dias e dias a ouvir só aquilo, por conhecer o alinhamento de trás para frente, entre outras coisas, mas este " Cold Roses " é fabuloso.


O segundo porque achei-o estupidamente barato, e algo me chamou quando passava pela estante, foi um chamamento . Talvez tenha sido o sorriso da Kirsten Dust, ou porque diz na capa " a collection of music to drive and live", ou porque vi que vinha lá uma das minhas músicas favoritas do Ryan Adams, ou porque pensei que, por aquele preço, se o álbum não fosse bom, eu não perderia grande coisa, embora tenha Tom Petty, My Morning Jacket e Elton John.
Mas não, não perdi, antes pelo contrário, o álbum é muito bom, tem excelentes músicas, sem dúvida um bom álbum para ouvir num fim de tarde no carro numa viagem sem destino, tem um booket muito giro, com muitas imagens muito engraçadas do filme e muitas frases inspiradoras.

Quanto ao filme...ainda não o vi, será que mereço castigo ? É que depois estive a vasculhar os trailers e vi que a música é uma coisa inspiradora do filme e isso deixou-me com água na boca para o ver brevemente. Se alguém viu, que se acuse e diga se vale a pena.





5 de janeiro de 2008

Saturday




4 de janeiro de 2008

"Tentem imaginar dois corpos abaixados, frente a frente, de olhos no chão.
Os braços de um agarram-se ao outro corpo, e através das suas palavras de conforto e dos seus conselhos, tentam elevá-lo para cima . O outro, de seguida, no alto da sua, aparente, felicidade, tenta fazer o mesmo. E juntos acabam, por respirarem fundo, sorridentes . "

Não sei se criei bem aquilo que eu queria transmitir. Apenas queria dizer que, por vezes, existem conversas que valem bem a pena uma pessoa ter, mesmo que não estejamos a ver com quem conversamos. E eu estava a precisar de desabafar assim...

2 de janeiro de 2008

O país acordou, hoje, para duas descobertas fabulosas e importantes para o seu desenvolvimento : o presidente da ASAE fumou e o Gato Fedorento Zé Diogo bebeu em noite de Ano Novo .

Não me interessa estar aqui a divagar sobre estes assuntos, seja para defender ou atacar as pessoas em questão, interessa-me é fazer uma reflexão do país que temos.

Na minha opinião, Portugal está a tornar-se num gigantesco recreio de escola, onde os seus alunos ( leia-se população em geral) se preocupam mais em meter na vida alheia, e em fazerem queixinhas ao professor ( leia-se comunicação social ) do que viver a sua própria vida.

1 de janeiro de 2008

As imagens (possíveis ) de 2007

Embora muito tosca, lá consegui arranjar a tal imagem que falei atrás e consegui postá-la.
Se carregarem nela, certamente, irão vê-la melhor e apreciarem algumas das imagens que me marcaram durante o ano passado. Prometo que durante este ano aprenderei a fazer isto melhor, e a ter mais pachorra para isto, daqui a um ano postarei com melhor estilo, mas também fiz isto cheio de carinho e deu-me um trabalho tal, que ficava com pena em enviá-la para a reciclagem e não partilhar convosco.

Ainda ficou tantas imagens para juntar, tantos livros, filmes, álbuns, ou outras imagens, que me marcaram durante o ano passado, foi um ano longo, e rico, em experiências, em coisas novas, isto é apenas uma parte daquilo que me marcou. Espero que apreciem, e já agora se tiverem dúvidas do que é, eu posso fazer uma legendagem . Um abraço e um Bom Ano.



31 de dezembro de 2007


Sendo assim, despeço-me deste ano, sem promessas, mas com desejos a todos que tenham um FELIZ ANO NOVO com muita saúde, muitas coisas boas, muita paz, muito amor, e que todos os vossos desejos e esperanças se realizem. FELIZ 2008

30 de dezembro de 2007

Estive para fazer um post interessante, daqueles posts interessantes, nos quais sobreponho imagens sobre imagens, todas elas muito giras, e dou o título pomposo, e original, de " imagens de 2007".

Desculpem, estou a ser mentiroso, eu fiz isso, peguei em várias imagens e comecei a fazer tipo um puzzle, com os álbuns que me marcaram durante este ano, as séries televisivas e os filmes mais interessantes que vi, uma peça de teatro que adorei ir ver, uma foto do meu novo carro, três imagens referentes ao meu clube, capas de livros marcantes, estava tudo lá, muito bem organizado.
Acho que até estava giro, mas, ( já vos disse que eu era um pouco despassarado ?), fiz aquilo num documento word e quando chegou a altura de o postar, verifiquei que não dava, que era preciso transformar aquilo num ficheiro de imagem.

No entanto, enquanto estava a fazer aquilo, vi que faltava muitas outras imagens, de muitas outras coisas, que me marcaram durante 2007 .

O tempo está, cada vez mais, a passar depressa, a velocidade a que estamos a viver é duma forma tão rápida e tão intensa, que nem conseguimos gozar os momentos bons, ou nem temos tempo de curar as feridas. E depois passamos por tanta coisa, durante um ano, e tudo nos é apresentado duma forma tão intemporal, que nem nos apercebemos que aquele filme que vimos ou aquele livro que lemos foi este ano, pensamos que já foi à muito tempo atrás.

No outro dia, disseram-me " ei, cara, o tempo passa por nós que nem bala, nossa senhora ", e é mesmo verdade, só espero que quem tenha a pistola ponha um retardador para gozarmos com mais calma o próximo ano.

Amanhã, todos diremos " mais um ano que passou ", todos nos sentiremos mais velhos um bocadinho, mas, será que estaremos sempre preparados para esta toda urgência de viver, de conhecer coisas novas, de acompanhar este desenvolvimento efémero, não se podia pôr um bocadinho de "slow" nisto, de deixar de viver em " fast forward" ?

Eu adoro conhecer coisas novas, sou curioso por natureza, gosto de me informar, de saber as novidades que se passa no mundo, mas, ás vezes, viver a esta velocidade cansa.

PS: O documento com as imagens ainda continua na pasta, à espera de ser eliminado, no entanto, se alguém me quiser dar conselhos como transformar aquilo em ficheiro de imagem, agradeço.


29 de dezembro de 2007

Para animar este fim de semana, nada melhor do que


FAMILY GUY...delicioso.
Releio várias vezes o meu post anterior e, sinceramente, não sei o que dizer.
Vejo que está ali alguém que, apesar de estar satisfeito e feliz com aquilo que conquistou, está tremendamente inseguro com aquilo que falta conquistar, ou que deseja conquistar no seu futuro. O pior disso tudo é que não sabe bem porquê está assim, portanto, está envolvido numa tremenda confusão.

Enfim...venha de lá o outro ano, depressa, para ver se deixo esta fase para trás.
Nesta altura do ano, quase toda a gente olha para trás fazendo uma reflexão daquilo que foi feito , ou daquilo que ficou por fazer, no ano que está no fim.

Sinceramente, não me apetece muito olhar para trás, não porque o que deixei para trás foi mau, muito antes pelo contrário, mas sim porque o que quero não está atrás, mas sim ali, bem à frente e é, como diz outro, " caminhando se faz o caminho".

Interessa-me mais caminhar, com passos seguros, olhando em frente, tentando ter várias experiências de vida, mesmo que algumas delas sejam erradas, porque é com os erros que vamos aprendendo e crescendo como pessoas.

Posso dizer que tive um ano muito bom, e a partir de uma certa data parece que a vida me começou a brindar com coisas boas. Foi 2 dias antes do meu aniversário, quando recebi a noticia que iria fazer parte do quadro da empresa onde trabalho, e que, a partir daquele momento a base para que o meu futuro seja mais sólido, mais tranquilo, mais seguro, estava a ser construída como eu gosto, passo a passo.

Parece que foi um bom presságio para o que veio acontecer, no plano pessoal, neste último semestre, fiz algumas amizades com gente bonita, simpática e amiga, fiz uma dieta que me proporcionou, acima de tudo, estar bem comigo próprio e isso deve-se notar porque também comecei a relacionar-me com as outras pessoas doutra forma, penso que até tive mais mudanças na minha forma de ser do que no meu corpo, lá diz o povo " mente sã, em corpo são", agora sou mais paciente com os outros, mais calmo, muito mais extrovertido do que era, se bem que continuo o mesmo despassarado e inseguro de sempre, incapaz de dar o primeiro passo porque tem medo de se magoar, ou citando o post do blog da Tânia, ás vezes sinto-me mesmo como o Wally perdido na multidão, continuo a ter os mesmos defeitos, como toda a gente, mas penso que estou diferente.

Além disso, tive outras mudanças materiais, tais como um carro novo, que me fizeram feliz, se bem que isso é o menos na vida, porque o que levamos deste mundo são os sorrisos, as amizades puras, o amor, o ódio, as alegrias, as tristezas das pessoas que gostamos e o conhecimento de tudo aquilo que nos rodeia.

É claro que ficaram muitas e muitas palavras por dizer, imensas coisas para fazer, outras coisas que poderia ter feito/dito doutra forma, coisas para construir e outras para reforçar, sonhos que ficaram por caminho, outros que ficaram em suspenso, ainda me faltam tantas coisas, coisas que em 2008 poderei mudar ou conquistar, mas, enfim, não me posso queixar daquilo que 2007 me trouxe, apenas desejo que 2008 seja a continuação deste último semestre, já não digo melhor, pelo menos, igual, o que já não é mau, nem é pedir muito, porque tenho a consciência que existem muitas mais pessoas com piores razões de queixa do que eu.

PS: Releio o texto que escrevi, pensei muitas vezes em não publicá-lo, ficar perdido nos rascunhos, e até pensei em não aceitar comentários, mas resolvi, à ultima da hora, aceitar.
Esta indecisão devia-se, sobretudo, ao meu grande defeito, de ser inseguro, achei que as pessoas pensassem ,ao ler isto, entre outras coisas, " olha-me este convencido, a dizer que é melhor pessoa", ou que pensem que isto é uma propaganda à minha pessoa, mas não faço planos de ser politico, nem de ir a eleições.
Quem me conhece mais pessoalmente, e lida comigo muitas vezes, sabe que mudei, espero que seja para melhor, pelo menos tentei e faço por isso.
Todos os anos nesta altura, assim como no dia do meu aniversário, gosto de fazer um pequeno balanço da minha vida, e achei, por bem, antes de escrever num diário, preferi fazê-lo no blog, que é como se fosse o nosso diário, mas com mais público, mesmo que seja 7/8 pessoas.
Interpretem este meu post como uma conversa em voz alta com o meu espelho que reflecte, não a minha imagem, mas sim os meus sentimentos e pensamentos, ou então como um desabafo entre amigos .
E como sou um inseguro dos diabos já estou com a sensação de que as pessoas interpretem este PS como sendo falso, mas não é, acreditem, foi do fundo do coração que saiu isto tudo. E mais sairia se tivesse coragem de dizer outras coisas. Ou isso, ou estou a passar aquela fase do Wally que a Tânia falou, que é o mais certo.

27 de dezembro de 2007

"De la musique avant toute chose" ( I )


" Não sei se em Marte existe, existirá, ou se alguma vez existiu vida. Certamente, seria uma vida chata, eles lá não devem ter sinais electromagnéticos, ou, se calhar, não devem saber descodificar essas ondas e transformá-las em ondas sonoras, ou digitais ou analógicas, ou todas essas coisas complicadas que nunca pensamos que existe quando ouvimos uma música numa rádio.

Não foi através da rádio que descobri esta canção, mas sim através da imagem, de uma imagem reflectida num monitor do meu computador.
Aquela pequena luz, que se aproxima para bem perto de nós e nos começa a envolver, é uma imagem belíssima, parece um planeta, não sei se é Marte ou se é outro, a chamar por nós.

Depois ouvimos aquele som, aquele som infantil, que nos faz recordar aquelas caixinhas de música que tanto apreciávamos quando éramos pequenos.

De repente, oiço a primeira frase " It's a God awful small affair
/To the girl with the mousey hair " e sinto que, afinal, é mesmo para um planeta que aquela música me quer levar. Aquela voz, em falsete, maior do que tudo, leva-nos para um planeta distante, belo, elegante, intenso, puro, arrepiante.

Fecho os olhos e deixo-me ir naquela viagem e não quero sentir que ela irá terminar, quero descobrir como é a vida naquele planeta e deixar-me levar."



( versão da música " Life in Mars" de David Bowie, interpretada por Neil Hannon(dos The Divine Comedy) e Yann Tiersen. Agradecimento especial à Maria del Sol por me ter dado a conhecer esta música.)



" De la musique avant toute chose"

A cada dia que passa torno-me adepto desta máxima do poeta Paul Verlaine, apesar de ser um fanático por livros e tudo em seu redor, ( no mesmo poema ele diz"...e tudo o resto é literatura), de ser um seguidor curioso de tudo o que se faz, e como se faz, no cinema, e de acompanhar, umas mais do que outras, todas as outras formas de expressão artística, relativamente à musica, sou um megalómano .

A maneira como se descobre música , mudou muito desde os meus tempos da adolescência até agora, o mais curioso de tudo é que a minha adolescência não foi assim à muito tempo atrás.

Recordo-me das discussões musicais, em tempos de escola, enquanto líamos o " Blitz", das compilações feitas por K7, como se tivéssemos a fazer um programa de rádio, o trabalho a carregar no "rec" e depois ouvir atentamente quando a música terminasse para carregar logo no "stop", de ficar todo contente porque a passagem de uma música para outra foi feita sem saltos, de ficar revoltado com os locutores porque eles falaram por cima da música, etc.
Nada melhor do que ler o livro " Alta Fidelidade" de Nick Hornby, sem dúvida um dos livros, e filme também, da minha vida, porque me revejo completamente nas suas personagens.

Hoje, em tempos de megabites e gigabites, a música que não se gosta coloca-se na pasta " reciclagem", e elimina-se os ficheiros para não ocuparem espaço no pc, antigamente gravava por cima, quando arrumei a minhas k7 no sótão fiquei com o coração destroçado, estava a fechá-las na caixa e a recordar velhos momentos de "maluquice ", dirão uns, mas eu diria de paixão a uma coisa, neste caso à música e a tudo o que ela nos transmite.

Lembrei-me disto tudo, quando me aconselharam que descobrisse uma música no Youtube, quando antigamente me gravavam numa k7. Agora é mais fácil e muito mais rápido podermos conhecer tudo do autor/interprete, o que de certa forma é muito melhor, mas perde-se aquela magia da descoberta.

A partir de agora, cada vez que postar aqui uma música, esta frase será o título, como se a música em si provasse que Verlaine tivesse razão e será acompanhada com um texto, meu ou de outro autor.

26 de dezembro de 2007

The dream come true

24 de Dezembro de 2007 às 22 e qualquer coisa, em minha casa.

Início da distribuição das prendas, o mais pequeno entusiasma-se e começa à procura das suas prendas, nascem os sorrisos e agradecimentos, beijos e cumprimentos trocados, um piscar de olho cúmplice,

- esta é a última, esta é a última. Não abras já esta.


o chão começa a ficar cheio de papel de embrulho, uma confusão imensa, todos falam alto, muitos sorrisos

- Para quê foste gastar dinheiro nisto ?

- Oh...Vê lá se te serve.Vê se te fica bem .

a última prenda sempre a ser afastada.


- Esta não ! Já te disse, é só a última.


- Mas para quem é isto ? É para o miúdo ?


Recordo-me da minha infância, da ansiedade para abrir as prendas e do sonho em receber um Playmobil,
( era louco por Playmobil e em construir coisas, qualquer dia lembro-me que tenho de construir uma vida ao lado de alguém...),

- Olha papá, fiz esta casa. Gostas ? Agora vou fazer outra.


ou um carro telecomandado,

- Vês, vês. As rodas levantam e giram, olha, olha
.

ou aquele rádio com microfone incorporado que dava para imitar os relatos que ouvia

-Aqui, em directo do Estádio das Antas, o FCPorto está a ganhar com um golo do Madjer ( sempre o Madjer ), o homem do calcanhar de Viena, por 1 a 0 .


percorro os olhos e vejo uma caixa grande, um sorriso lindo e largo,


- Pega. Esta é para ti.

- Para mim !!!??? Mas...mas já me deram. O que vocês foram comprar ? - digo eu, embaraçado.

As mãos gelam, a caixa pesa um bocadinho, começo a desembrulhar, o mundo começa a andar mais devagarinho, quase a parar, e as pernas começam a perder forças

- Tu queres ver que...não me digas que vocês...

começo a desembrulhar tudo, a tirar o laço cuidadosamente, as palavras começam-me a faltar e de repente fico sem reacção, o mundo pára, quando vejo isto

começo a pensar neste pedido,

- será que eu mereço isto ? será que irei merecer isto ?

as palavras não me conseguem sair, fico envolvido num turbilhão de sentimentos,

- para quê vocês gastaram tanto dinheiro nisto ? Eu ia tentar comprar isto. E eu já a programar naquilo que ia comprar com os cheques-prenda.

de repente, fui criança outra vez, voltei aos meus tempos de infância, dou dois beijos de agradecimento aos melhores pais do mundo, não porque me deram isto, porque os filmes duram apenas 4637 minutos, mas porque o meu amor por eles, e o amor deles por mim, durará toda uma eternidade.

23 de dezembro de 2007

Desejo a todos um FELIZ NATAL com muita paz, saúde, que os sorrisos de alegria façam parte da festa e que o Pai Natal lhe tragam muitas prendinhas boas. Um grande beijo e abraços para todos.

Adenda importante para a minha reputação sobre esta fotografia: por baixo do fato de Pai Natal, tinha vestido 2 camisolas, um pijama e um robe, o que originou, além de um Pai Natal muito mais volumoso, que passados 5 minutos estava com a cara completamente vermelha com o calor, facilmente comprovável com outras fotografias. Até dava um ar de Pai Natal que tinha vindo directamente da Lapónia, com luvas, depois com óculos e tudo. Brincadeiras que, infelizmente, este ano não irei repetir. A menina, a minha prima mais pequenina, que foi o motivo para isto, não estará cá :(


22 de dezembro de 2007

Isto faz-me lembrar alguma coisa


20 de dezembro de 2007

Planos para 2008


" Os melhores sketches dos Monty Python" no Coliseu do Porto entre 19 a 23 de Fevereiro


Lou Rhodes na Casa da Música no dia 1 de Março

18 de dezembro de 2007

Cold cold night



e não é que agora o meu nariz deu numa de termómetro e fica vermelho quando está frio ?
Em relação ao post anterior estou um pouco mais animado. Já tive noticias dele, começou a quimioterapia, está a correr bem, se é que uma quimioterapia corre bem, e têm falado com ele, mostrando-se cheio de coragem, embora um pouco abatido, o que é compreensível.

Prometeram-me passar o telefone quanto falassem com ele, o que me fez animar mais o dia e estou ansioso por lhe dar uma palavra de apoio.

17 de dezembro de 2007

A música ecoa nas colunas mas nem tomo a atenção ao que está a dar, tal é a concentração com que estou a trabalhar, digamos que estou entretido a trabalhar, que é uma forma menos chata de se dizer que estou a trabalhar.

De repente, oiço, ao longe, a sua voz forte a chamar-me, a pedir a minha atenção por um momento. Saio da cadeira, tenho mais um ataque de tosse que nestes dias me persegue como se fosse algo já meu, e chego ao pé dele com a expectativa do que me vai dizer :

" Sabes, o Artur do Antendimento ? " - pergunta-me com voz triste.
" Sei, o meu amigo Artur. " - acrescento eu, sorrindo.
" Eh pá, o João Miguel disse-me, mas olha que isto não se pode falar lá na sede, que ele tem cancro...nos pulmões...uma pessoa tão educada, tão simples...ah, e nunca fumou na vida dele. "

" Nunca fumou na vida dele", essa frase fica-me na memória enquanto olho para o cinzeiro cheio de cigarros apagados de quem me deu a noticia. Uma frase assim dita daquela maneira tão cruel. Como a vida é irónica. E injusta, sim, muito injusta.

Pensei nele, e recordei-me daquilo que eu conheço melhor, da sua voz aveludada e quente sempre simpática e disponível para ajudar, na sua afirmação quando percebia que era eu que estava no outro lado do telefone

( - Então, como vais, meu malandreco ? )

enquanto eu me desfazia em sorrisos e perguntava-lhe se estava tudo bem com ele.

Recordei-me de o convidar para um almoço juntos e mostrar-lhe a cidade, os seus segredos e os cantos onde me perco

( - Então, quando vem ao Porto ? Tem de provar as francesinhas ?
- Eiiiii...Aos anos que não vou aí. Francesinhas ? Que é isso ?)

e eu explicava-lhe o que era, que a francesinha só é boa se estivéssemos acompanhado por loirinhas e ele dizia

( - olha que malandreco, tu me saíste. Por loirinhas ?
- bem, eu falava das loirinhas, mas daquelas que é de beber, mas eu não me importava de estar acompanhada por outras loirinhas que fala. Afinal, nesta história, estou a ver que o malandro não sou eu . )

e sorriamos os dois juntos como se fôssemos duas crianças.

Recordo-me de estarmos um bocado a falar da nossa vida, dos seus filhotes, da sua terra natal tão longe no mapa, mas sempre perto do coração, de me dizer que aquilo era lindo, que tinha imensas saudades de lá, do calor tropical, da comida maravilhosa, de tudo

( - Um dia que possas vai lá. Cabo Verde é lindo, sairás mais inspirado. Sonho, um dia, ir para lá.)

e eu sonhava juntamente com ele como se o sonho também me pertencesse.

Recordo-me daquela manhã de calor sufocante que o vi pela primeira, e única, vez, entrei no gabinete acompanhado do chefe, senti logo o carinho de todos e ele deu-me um abraço especial.

( - Então, malandreco. Vieste conhecer a malta ? )

ele piscava-me o olho, eu sorria timidamente com tanta atenção centrada em mim, nem sabia o que lhe dizer.

Recordei-me de vários diálogos a dois antes de passarmos para os assuntos de trabalho, dos conselhos que me dava, das coisas que eu lhe dizia misturadas com um sorriso, o que o levou a apelidar-me, carinhosamente, de " meu malandreco ".

Fiquei mudo perante o que o meu chefe disse, pensei na frase , "...olha que isto não se pode falar na sede ", e senti-me impotente. " Porquê não posso falar nada na sede ?", apeteceu-me perguntar. Porquê não posso perguntar apenas o número de telefone dele para lhe dar apenas uma palavra de força, para voltar a fazer-lhe o convite, ou apenas para voltar a ouvir a sua voz aveludada e cheia de amizade e simpatia.Que terrível vicio de esconder as doenças como se isso fosse algum crime ou um caso de vergonha.

Voltei para o meu lugar triste. Pousei os olhos no telefone e apeteceu-me telefonar logo aos meus outros colegas para saber dele. Mas como será que ele reagia ? Será que não me levará a mal ? Será que não gostaria ? Dúvidas assaltam-me, mas um dia, talvez quando tiver coragem, farei isso e falarei com ele nem que seja para voltar a ouvir a chamar-me por " meu malandreco "

Entretanto, tenho mais um ataque de tosse e penso "que porra de tosse é esta ? Que tosse é esta ? Quero lá saber da tosse, isto não é nada comparado com aquilo que o meu amigo Artur tem."

Estamos sempre a nos queixar, mas temos de pensar que existe alguém sempre pior do que nós, mas que, por vezes, possui uma força maior do que pensamos existir.

Mesmo que saiba que, se calhar, ele nunca irá ler isto apenas digo " força amigo, estarei a torcer por ti, mesmo que seja silenciosamente."

15 de dezembro de 2007

Predadores - plural de predador do Lat. praedatore
adj. e s. m., Zool.,
animal ou designativo de animal que ataca outros, destruindo-os. ( in Dicionário On-line Português )




Acabei de ler o livro " Predadores", e aconselho-o vivamente a que o leiam para perceberem alguns meandros políticos da sociedade actual, mais concretamente da sociedade angolana, mas que bem podia ser da sociedade mundial, assim como ver até onde vai a crueldade, a injustiça e a safadeza do, chamado, " novo-riquismo", no caso particular de um politico, mas facilmente reconhecível também nas outras pessoas em geral.

Acompanhamos a história de um homem, José Caposo, mais tarde irá mudar o seu nome para Vladomiro Caposo para soar mais " revolucionário " aos olhos dos guerrilheiros comunistas que conseguíram o poder, que na altura da revolução em Angola, decide mudar de vida transformando-se, à medida que os anos vão passando, num "predador" caçando, usando, ferindo e até matando quando foi preciso as suas "presas" sempre em proveito próprio, enriquecendo e tornando-se numa das pessoas mais influentes de Angola durante os últimos 30 anos.

A corrupção, as amizades obscuras, as influencias de poder numa Angola cheia de riquezas naturais, a submissão da comunicação social aos políticos poderosos, a miséria daquele país africano contrastando com a riqueza dos seus governantes é aqui retratada de uma forma pura, dura, realista mas fascinante.

A primeira sensação que fiquei quando comecei a ler este livro é que a maneira de escrever de Pepetela me fez recordar um autor que eu adoro, basta dizer que foram os seus livros que me reavivaram o gosto pela leitura, Jorge Amado.
Provavelmente foi uma das maiores influências de Pepetela para a escrita deste livro, tal é a forma como são parecidos, reconheci a sua devoção pela sua terra de origem, a doçura das palavras quando fala em amor e até a crueldade dos poderosos são equivalentes, mas isso não é nenhuma critica, antes pelo contrário, fiquei a gostar muito da escrita de Pepetela e estarei atento às suas obras. Para ler, urgentemente, para vermos e percebermos melhor o mundo daqueles que nos governam.

13 de dezembro de 2007

Ele resiste

Sem dúvida, existem noticias inspiradoras de pessoas que conseguem passar os seus maus momentos pensando na sua família, nos seus amigos ou até nos seus animais de estimação .
Outros há que gostam de recordar momentos através de canções que os inspiram e conseguem se libertar de todos os complexos de inferioridade e até usam essas mesmas canções para lhes darem força e coragem para viver certos momentos e vencer na vida.

Esta semana fiquei intrigado quando li esta noticia. O guarda-redes da selecção do Socolari, aquela personagem que gosto de tratar por Calimero lesionou-se gravemente num joelho mas aguentou até ao fim do jogo porque cantou, durante o tempo que restava para a partida terminar, a versão da música de Gloria Gaynor " I Will Survive", canção essa que o transformou numa pessoa capaz de aguentar todas as adversidades, todos os complexos de inferioridade que tem, e as imensas dores no joelho que o impediam de fazer uma partida normal, como por exemplo, sofrer muitos golos já que a posição no campeonato da sua equipa não é lá muito famosa.

Segundo consta, não parece que o tenha tornado melhor guarda-redes, mas isso agora não interessa para nada, o que interessa relacionar é esta música ao momento de força do guarda-redes preferido de Socolari.

Numa pesquisa que fiz, foi curioso constatar que esta música inspirou também algumas pessoas por este mundo afora a saírem do armário e virem para a rua de peito feito, cabeça levantada, e outras partes do corpo empinadas, orgulhosas de serem aquilo que são e prontas para combater todo o preconceito que as cercava.

Mas para perceberem melhor as pessoas que esta música inspira, é favor ver este vídeo para perceberem aquilo que estou a dizer. Curioso verificar é que o tom de voz tão fininho faz-me lembrar alguém. Quem será ?

12 de dezembro de 2007

Ás vezes, outros dizem aquilo o que gostaríamos de ter escrito

" Desperdiçamos tudo demais. O tempo escorre-nos pelos dedos e olhamos sempre para a mão errada. Desperdiçamos tempo, energia e possibilidades. Andamos perdidos a maior parte do tempo e só nos apercebemos disso quando o tempo já passou...

É urgente criar acção para que haja reacção.


Temos que fazer mais, mais alto, mais forte. Ler mais livros, ouvir mais músicas, fazer mais amor, correr mais depressa, sorrir mais vezes. Perder o medo de caír no rídiculo, saber que tudo é efémero, compreender que uma hora pode valer um dia, que um dia pode passar como uma hora, mastigar crú, bater no fundo, magoar a pele, ferir as mãos, olhar de frente para o sol, abraçar, beijar, abraçar, empurrar. Temos que ouvir mais pessoas. Temos que provar coisas diferentes, queimar a língua, dançar à chuva, apanhar constipações, aprender as regras, quebrar as regras, criar as regras, criar novas réguas, tirar novas medidas, construir novas bússolas e perder o norte. Temos que sair do conforto da casca e dar tudo por tudo e saber que vai valer a pena mesmo que não funcione porque não há nada mais saboroso do que dar tudo por tudo. Temos que sentir mais o medo da possibilidade de errar. Temos que errar mais. Muito mais. É a única forma de garantir que estamos a evoluir, a tentar e a descobrir. É a única forma de garantir que que estamos no bom caminho. " ( Carlos Moura no seu blog )

É favor ler o post todo, em forma de desabafo, aqui.

11 de dezembro de 2007


Deu na RTP2 um interessantíssimo documentário sobre o espectáculo " Cirque du Soleil presents Beatles in Love".

O espectáculo, que foi uma ideia inicial de George Harrison e ainda continua a ser representado em Las Vegas, consiste em juntar dois universos diferentes, ou seja, a inesquecível música dos The Beatles, mais concretamente o álbum " Love", ao universo encantador do Cirque du Soleil, criando momentos mágicos aos olhos dos espectadores que assistem maravilhados àquilo tudo.

O documentário revelou imagens do espectáculo e dos ensaios, declarações dos produtores, encenadores e dos autores do mesmo e dos Beatles Ringo Star e Paul McCartney , além das viúvas dos outros dois, assim como mostrou como foi a produção do álbum " Love", a cargo de George Martin e do seu filho Giles Martin, com curiosidades muito interessantes que se passaram aquando do "nascimento" do mesmo.

Mas o que fiquei mais curioso foi ver mesmo a interpretação do espectáculo, tenho pena de não existir nenhum DVD com a filmagem completa do mesmo, isto claro, já todos sabemos que é impossível que um dia o possamos ver no nosso país.

Se quiserem ver uma pequena amostra do mesmo é favor carregar na imagem, mas o documentário valeu a pena, principalmente, para relembrar as músicas dos The Beatles e de percebemos o quanto actuais elas ainda são. Como é caso desta música maravilhosa






" I look at you all see the love there that's sleeping
While my guitar gently weeps
I look at the floor and I see it need sweeping
Still my guitar gently weeps

I don't know why nobody told you
how to unfold you love
I don't know how someone controlled you
they bought and sold you

I look at the world and I notice it's turning
While my guitar gently weeps
With every mistake we must surely be learning
Still my guitar gently weeps

I don't know how you were diverted
you were perverted too
I don't know how you were inverted
no one alerted you

I look at you all see the love there that's sleeping
While my guitar gently weeps
I look at you all
Still my guitar gently weeps "

9 de dezembro de 2007





Eu portar-me mal..pfff...se apanho quem fez este teste nem sei o que lhe faço.

''Tás a ficar grandinho...

Eu sou um rapazinho, embora pequenino
Tenho muito tino

Sou o Ruca

Tanta coisa p´ra aprender
Novidades para ver
É tão bom crescer

Sou Ruca

O meu mundo gira está sempre a mudar
Mas a mãe e o Pai estão cá para p´ra ajudar
Que giro olha bem p´ra mim

Achas sou chinfrim
Que giro é mesmo assim

Sou o Ruca
Ruca, Ruca, Sou o Ruca

Ha, ha, ha,
Sou eu. ''

7 de dezembro de 2007

Prenda de sonho

Ao abrir o site da Fnac deparei-me com isto :

uma caixa, tipo caixa de sapatos, que tem todos os episódios, de todas as temporadas dos " The Sopranos ".

Eu nunca na vida teria coragem de pedir a alguém que me desse uma prenda no valor de 239,95 euros, até porque não sei se mereço tanto, mas que fiquei a salivar por isto, lá isso fiquei.

Se pudesse, abdicava de todas as minhas prendas para isto. Se calhar, mais vale começar a comprar as temporadas todas, uma a uma, assim com calma para não doer muito no bolso e esquecer isto.

Mas que isto é a minha prenda de Natal de sonho lá isso é, até me viriam as lágrimas aos olhos.

PS: Esta segunda-feira a RTP2 deu o último episódio desta série. A minha primeira reacção àquele final foi de desconsolo, fiquei com uma sensação de vazio enorme, mas agora, mais a frio, digo que só poderia acabar assim, que era capaz de ficar mais revoltado se matassem o Tony Soprano ou a sua família, ou então, em alternativa, morrer como Júlio César, a personagem histórica mais parecida com ele. Mas, o que fica nisto tudo, é que agora sem Sopranos, as minhas segundas feiras vão ficar mais vazias.