8 de maio de 2013

O lado verde da vida: nota mental

Não plantar árvores de menor tamanho do que os cães. A figueira já foi arrancada pela raiz pelo Juary :-) Agora fiquei com um buraco e espaço para plantar uma outra árvore. 

5 de maio de 2013

" O Corpo Humano " de Paolo Giordano

Após o maravilhoso primeiro livro, " A solidão dos números primos", Paolo Giordano após um grande sucesso internacional e com uma enorme recepção positiva pela critica e pelos leitores, ao ponto de ter dado origem a um filme, lançou a tão difícil segunda obra, ficando o leitor com expectativas muito altas para aquilo que irá encontrar na sua leitura.

" O Corpo Humano" vem no seguimento de uma visita/reportagem que o escritor fez ao pelotão italiano presente no Afeganistão, e que transpôs para o seu livro, sem que seja reportagem mas sim numa espécie de diálogo das personagens com elas próprias.

Dividido em 3 partes, a primeira parte funciona como uma introdução do lugar e das personagens, na segunda parte é retratado vários acontecimentos mas um em especial que irá marcar a história sendo o ponto central de todo o livro, cabendo à terceira parte um epílogo de como esse acontecimento mudou a vida de todos aqueles jovens.

Embora não sendo um livro que mexa tanto com as emoções do leitor como na primeira obra, " O Corpo Humano" é uma obra bem escrita, com frases bem construídas e que convida ao leitor "entrar"  para o meio do pelotão, tendo como grande mensagem a prova de que aquilo que mais atormenta um homem não é ser, apenas e só, um peão numa guerra sem razão, mas também, e principalmente, a sua  "guerra" interior que reside dentro de cada um, com as suas dúvidas, sendo muito mais difícil de vencer do que todas as outras.

4 de maio de 2013

O lado verde da vida: a mensagem de Sebastião Salgado




16:54 minutos de uma palestra do grande fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado com uma mensagem verde, emocionante e uma lição de vida da qual poderemos sempre retirar coisas boas para a nossa vida. A ver para aprender e imitar. Tocante como é tocante todo o seu trabalho.

2 de maio de 2013

O lado verde da vida: do quintal que nasce

Embora tenha algumas raízes familiares ligadas à aldeia, sempre fui um " menino da cidade", por isso nunca fui habituado a mexer na terra, plantar coisas, trabalhar com enxada, etc, mas confesso que sempre tive o desejo de um dia, se tivesse possibilidade, aprender e ter um quintalzinho para me entreter nas horas vagas. Além do mais sempre tive um pequeno fascínio pela aldeia, não só pelas suas gentes, mas também pelo seu modo de trabalhar as terras/vinhas, sempre achei as vindimas uma das coisas mais fantásticas e mais poéticas,   sempre me fascinei com a arte que se tem para poder moldar aquilo que a natureza nos oferece e de quanto o Homem pode rentabilizar aquilo que ela nos pode dar. 

Embora um pouco desajeitado, como o normal em mim, aos poucos estamos a começar a construir um quintal que nos vai possibilitar termos as nossas coisas plantadas, embora ainda não esteja ainda decidido o que dali irá sair.

Numa primeira fase, apenas me cabe ter em atenção três coisas: basicamente tapar os buracos que os cães fazem, limpar as suas necessidades ( felizmente agora deixaram de fazer em qualquer lado, para fazer na terra, o que é bom) e impedir que eles estraguem as primeiras plantações que foram feitas. Já estão plantadas árvores que, num dia ainda distante, irão dar ameixas, cerejas, figos e pêras, além do limoeiro e da laranjeira que já estão plantadas já à muito tempo.

O trabalho duro, propriamente dito, está a ser feito por quem percebe melhor e por quem trabalha mais competentemente, eu só vou espreitando, curioso, como se faz tentando aprender alguma coisa. E esperar que o o tempo traga boas coisas daqui. 

1 de maio de 2013

19 anos depois



e a tristeza não cessa e as saudades são grandes. 19 de Maio de 1994, o dia em todos fomos brasileiros e todos choramos por Senna.

26 de abril de 2013

Não sei se posso considerá-la como um meu "guilty pleasure" mas, confesso, gosto de Lana Del Rey e das suas canções épicas que acho serem autênticos rebuçados da música pop. Quanto mais ouvimos mais queremos ouvir. Além de ter um feeling que deverá ser um grande filme, " The Great Gatsby", por aquilo que tem sido dado a conhecer, deverá ter uma grande banda sonora. E não será apenas pela grandiosa versão que o mestre Jack White fez para a canção dos U2, " Love is Blindness", a menina-mulher Lana também deu a conhecer um original seu, com o título " Young and Beautiful" e descobrimos outra pérola pop que poderá a ser revisitada vezes sem conta pelas rádios, e por todos nós também, neste Verão.





25 de abril de 2013



«O Futuro«  por
José Carlos Ary dos Santos
 Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente
Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente

Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai."

25 DE ABRIL SEMPRE SEMPRE SEMPRE SEMPRE SEMPRE SEMPRE


23 de abril de 2013

Do Dia Mundial do Livro

Os Meus Livros

"Os meus livros (que não sabem que existo) 
 São uma parte de mim,
 como este rosto 
 De têmporas e olhos já cinzentos
 Que em vão
 vou procurando nos espelhos 
 E que percorro com a minha mão côncava.
 Não sem alguma lógica amargura
 Entendo que as palavras essenciais, 
 As que me exprimem, 
estarão nessas folhas 
 Que não sabem quem sou,
 não nas que escrevo. 
 Mais vale assim. 
As vozes desses mortos
 Dir-me-ão para sempre."   Jorge Luis Borges, in "A Rosa Profunda"

22 de abril de 2013

Nos próximos 5 dias

Ver filmes atrasados, ouvir alguma música, aproveitar o sol, namorar, é claro, desfazer rotinas mas, sobretudo, ler e escrever um pouco, colocando o blog a funcionar normalmente, é o que pretendo fazer nos próximos dias. Em resumo, aproveitar todos os momentos de umas mini-férias que me vai saber a férias grandes.

14 de abril de 2013

Dos passos atrás do FCP

De passos atrás em passos atrás, assim vai a época do FCPorto. Tudo começa pelo mau planeamento de um plantel em que, numa época, vê perdidos, por cisma, jogadores que ainda poderiam dar jeito nesta época, casos de Fucile, Sapunaru, Belluschi, Marc Janko e até Rolando. Depois em Dezembro, a contratação vergonhosa de Liedson cuja capacidade física está comprovada, e pelo próprio, é paupérrima. Um plantel com poucas e boas soluções não tendo um banco à altura. Por fim, várias e decisões técnicas do treinador que levou a um saturamento da sua imagem.

É verdade que a Taça da Liga não é um troféu que satisfaça as pretensões portistas,assim como o campeonato ainda não está perdido, mas a eliminação da Champions frente ao Málaga foi o ponto mais negativo e marcante para o resto desta temporada. Tudo o que faça até ao fim da época, mesmo que seja campeão, terá sempre um travo amargo porque nada se fez para ser feliz. E quando assim é, resta olhar para o céu à espera que o sucesso caía em cima dos braços. E duas épocas seguidas é mais difícil isso acontecer...

11 de abril de 2013

Das coisas boas que estão para vir ( II )


Sai amanhã e com a particularidade de ter uma sinopse mais interessante do que o do Ricardo Menéndez Salmón. Em contraponto o outro tem uma capa bem melhor.

10 de abril de 2013

Das coisas boas que estão para vir

Este é já para a semana que sai






















este parece que em Junho sairá a edição portuguesa

9 de abril de 2013

Da alma nova do FCP

Depois do jogo fiquei a acreditar mais do que acreditava antes. É verdade que faltou muita coisa, mas das vezes que tem faltado muita coisa esta vitória foi vista e sentida como um renascer de esperança. Não foi brilhante, nada disso, mas foi muito saboroso. Ainda estamos longe, ainda não dependemos de nós, mas no acreditar que ainda podemos lá chegar estamos mais perto. E isso pode fazer diferença. 

7 de abril de 2013

Da falta da actualização do blog

A falta de tempo não pode ser desculpa para tudo. Nem a falta de assunto. Neste momento, acaba por ser a falta de vontade para escrever. Alinhar as três coisas, tempo, assunto e vontade, é o meu próximo objectivo. E, acreditem, já faltou mais. Quando isso acontecer o blog irá ser actualizado a ritmo normal. Até lá...não me percam de vista ;)

27 de março de 2013

A brit-pop já não é o que era *

Ver Damon Albarn a cantar juntamente com Noel Gallagher era impensável. Ver Noel a cantar uma canção dos Blur impensável era. Ver Paul Weller e Graham Coxon no meio dos dois nunca foi impensável mas sim improvável. Contudo, tudo isto aconteceu. E viveu-se um momento feliz. 

* - Título alternativo: Os anos 90 já não são o que eram.

26 de março de 2013

" O Ano Sabático"- João Tordo

Uma das questões mais intrigantes que a Humanidade possui é se existirá algum duplo nosso por esse Mundo fora que não conhecemos ? Se num outro ponto do planeta existirá alguém que tenha semelhanças nossas ao ponto de se confundir fisicamente e de parecer completar os nossos pensamentos e actos. 

É sobre esta pergunta que João Tordo procura responder no seu último romance, " O Ano Sabático". Neste livro encontramos Hugo, um músico frustrado, alcoólico, que vive solitariamente em Montreal e que decide tirar um ano sem trabalhar, visitando a sua família em Lisboa,  fugindo de todos os problemas que criou por terras do Canadá.

Aquando da sua visita, Hugo, que se instala na casa da sua irmã gémea, vai com uma amiga  da sua irmã ao Coliseu ver um espectáculo de um músico de renome no jazz português, Luis Stockman, ficando surpreendido quando este toca uma canção cuja melodia já o anda a dar voltas à cabeça durante muito tempo. Hugo mostra-se obcecado com esta descoberta, e tenta descobrir o porquê desse acontecimento. A sua obsessão leva a um labirinto que, se adivinha, o irá levar a uma saída trágica.

Na segunda parte do livro, conhecemos o ponto de vista de um amigo de Stockman que nos  mostra o outro lado da história com revelações curiosas e que completa o puzzle construído na primeira parte.

O escritor português mostra, mais uma vez, a sua qualidade narrativa, a sua escrita envolvente e que embala o leitor para momentos agradáveis aquando da sua leitura. Com este livro, João Tordo  reforça o lugar de um dos escritores portugueses que mais aprecio ler. 



20 de março de 2013

Desabafo sobre o (mau) momento do FCP e como ele é tratado na blogosfera

São estes momentos em que mais sinto saudades de ter um blog sobre o FCP. Mas, por outro lado, são estes momentos em que mais fico descansado por ter terminado a minha "intervenção" ( por muito minima que tenha sido) na blogosfera portista. 

Ou seja, estas são as alturas em que mais fascina escrever e dar opinião sobre um assunto, por outro lado são estas as alturas em que mais aparecem as teorias mais mirabolantes e as soluções mais inacreditáveis e cujo debate que se gera(va) perdi a paciência há algum tempo e ficou-me para muito tempo.

Já me questionei várias vezes se voltarei ou não um dia ter um blog do FCP a tempo inteiro, a resposta é sempre a mesma " não". Apesar de ter adorado essa "experiência".  E de ter ficado o "bichinho". Provavelmente, aqui mesmo irei começar a falar mais um bocadinho do que tenho falado. 

Mas, irá existir uma altura da vida do clube que, caso a minha vida proporcione a isso, irei construir um blog, temporário é certo mas que quero que deixe a minha "contribuição" pelo momento que será o mais importante da vida do meu clube. Quando ? Não é difícil adivinhar. Haja tempo naquela altura para me dedicar "a sério". Mas isso será para,espero, daqui a muitos anos, embora eu tenha um feeling que esteja mesmo para breve.

Quanto ao momento do FCP: a única solução que vejo é continuar a acreditar e esperar que tudo melhore porque, neste momento, o título está mais longe mas ainda não é uma miragem. 


11 de março de 2013

Hoje é dia de Bowie




e nada mais interessa.

6 de março de 2013

Aquilo que mais me doí de tudo o que este governo me fez, foi apenas e só, ter vergonha de ser português e pensar, muitas e muitas vezes, em fugir para bem longe enquanto ele continuar a governar. E isso é algo que nunca perdoarei a esta gente rasca, cruel, corrupta, que nos governa.