Mostrar mensagens com a etiqueta concertos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta concertos. Mostrar todas as mensagens

19 de julho de 2011

Dos concertos

Dia 1 - Primeiro vieram os Sean Riley & The Slowriders que confirmaram o seu imenso talento, mesmo com alguns problemas técnicos à mistura, provando ser uma das melhores bandas portuguesas questionando o porquê de não tentarem a internacionalização. The Walkmen confesso que não dei muita atenção ( os festivais também são feitos de momentos assim), e The Kooks deram um concerto aceitável se bem que não seja de todo o meu estilo favorito. Beirut foi uma tremenda desilusão, tinha enormes espectativas, mas fiquei desiludido com o som paupérrimo, com a falta de animação por parte dele parecendo-me sempre deslocado. É urgente que ele volte mas num concerto em nome próprio. Lykke Li vi apenas 20/25 minutos, mas achei um grande concerto, acredito que quem o tenha visto desde o inicio até ao fim, possa recordar este espectáculo como dos melhores momentos do Festival. Artic Monkeys mostraram garra e um som poderoso. Nota-se já grande maturidade nestes míudos.

Dia 2 - O dia mais esperado e aquele que irei recordar para sempre, esquecendo até que perdi B Fachada. Primeiro, Noiserv, sem nenhuma novidade, é já o 3º concerto que o vejo e sinto que o seu talento não pára de crescer. Depois Rodrigo Leão que deu um grande espectáculo ao pôr-de-sol soube tão bem ouvir as sua melodias tranquilas e inspiradoras. De seguida os The Gift procuraram animar o pessoal que esperava as bandas que vinham a seguir e, de certa forma, conseguiram. Apesar de todas as suas canções parecerem de “final de festa”, o que acaba por aborrecer por alturas do meio do espectáculo e irritar já para o final, Sónia Tavares e seus companheiros deram um bom concerto. Portishead foi o momento em que a minha alma ficou cheia. Beth Gibbons...que voz, que presença, que concerto, vai direitinho para os concertos da minha vida. Ela no palco, eu perdido no meio do público, fizemos amor através da sua música.
Quase todo o público estava lá para ver os Arcade Fire e eles acabaram por presentear os seus fãs com um excelente espectáculo visual e um muito bom espectáculo musical. Com o público a colaborar a banda empenhou-se em corresponder, e conseguiu, a toda a euforia desmedida. Gostei muito mais do concerto que vi em Santiago de Compostela, mas foi um grande concerto lá isso foi.

Dia 3 - Os X-Wife deram um concerto interessante dentro do seu estilo rock dançante, a banda do Porto esteve bem na missão de abrir o dia, depois fui ver os PAUS e fiquei surpreendissimo,dois bateristas, uma guitarra e um sintetizador fazem a festa, lançam os foguetes, apanham as canas e voltam a fazer a festa, quero vê-los mais vezes. Elbow deram um excelente concerto, apesar do público juvenil que desesperavam por Slash, e de pensar em que o seu som fosse mais poderoso. Certeiro e irónico, o vocalista dos Elbow foi o melhor “entertainer” que passou no palco principal durante os 3 dias. All my respect to Slash, não desiludiu, em forma, Slash deu um concerto arrasador. E que bom foi recordar Guns´n´Roses.
Quanto aos The Strokes mostraram apenas e só que quando o Lenny Kravitz disse que o rock´n´roll morreu era porque deveria estar com uma grande bezana. Grande som, grandes guitarristas, vocalista no ponto, tudo muito bom. Para o ano há mais. Rock on.

Super Rock


Reza a lenda de que do pó viemos e para o pó voltaremos, e o Super Rock confirmou isso mesmo, o pó foi a “ figura” que se destacou durante os 3 dias do Festival. Àparte o pó, os maus acessos ao recinto do Festival, que mais nos faziam parecer peregrinos do que espectadores de concertos rock, o som paupérrimo nalguns concertos, e algum público que teima em proliferar nestes dias estragando, ou tentando estragar, o espectáculo aos outros, o Super Rock 2011 ficará sempre com um recanto guardado no meu coração.

Felizmente, recordarei este Festival imagens belíssimas, e não só relacionadas com os concertos, o ambiente em redor, o reencontro com os amigos, as conversas cruzadas, os silêncios no Parque de Campismo, a Lagoa de Albufeira cheio de mulheres giras, a paisagem da Aldeia do Meco, os meus momentos de solidão atenta a ler o livro da Patti Smith enquanto mastigava vagorosamente uma maçã, a lua cheia a iluminar o céu, a reflexão interior que sempre fazemos quando estamos a tentar preencher o vazio do tempo, mas também recordo as horas em que me perdi, literalmente, nas ruas da Aldeia do Meco até aparecer uma adepta do “karma” ( abençoada..) que nos deu boleia salvando-nos de andar durante mais uma hora. Intenso, divertido, poderoso, com muito pó, recheado de momentos inesquecíveis, eis o Super Rock 2011. 

17 de julho de 2011

Há momentos em que a música entra em nós, nos arrepia, nos emociona, nos eleva a alma a outro sítio como se fosse um chamamento dos Deuses. Há momentos em que a música nos coloca num estado desconhecido, numa espécie de transe. Há momentos em que a vida parece parar e tudo ao redor não existe.Há momentos em que não conseguimos colocar em palavras. Este foi o meu momento no Festival em que tudo isso aconteceu.


13 de julho de 2011

21 de junho de 2011

Ryan Adams no Teatro Sá da Bandeira




Um dia destes tive um sonho estranho. Mas, como digo aqui, aquela estranheza tinha algo de bom, de mágico, um afagar do coração, um sorriso nos lábios e uma feliz recordação que me ficou, por toda aquela situação com que me deparei.

Comparo esse sonho ao concerto que Ryan Adams deu, na passada 6ª feira, no Teatro Sá da Bandeira. Escaldado por alguns conselhos, que me tinham dado à porta, relativamente ao seu feitio, as minhas expectativas foram baixando na esperança de ver um concerto inesquecível. Na verdade, quando, como em quase tudo na vida, entramos nas situações de coração vazio não esperando nada, ou simplesmente indo na maré, saímos, quase sempre, com o coração cheio e feliz.

Ryan Adams tal como o meu sonho, deu um concerto estranho, o norte-americano que se distrai com tudo e mais alguma coisa, por isso não se pode tirar fotografias senão ele aplica-nos os seus truques satânicos, e cujo feitio no backstage deu que falar, foi, em cima do palco, um verdadeiro mestre de cerimónias afável, com um sentido de humor brilhante, uma enorme capacidade de improvisação e, o essencial, um brilhante intérprete da suas, não menos brilhantes, canções.

Na verdade, apesar de alguma “estranheza”, o seu jeito trapalhão a remexer nas pautas, a sua harmónica que desafinava e que ele apetecia destruir, a sua “pega” com o técnico da luz, a catota que teimava em não sair e que depois teve direito a uma canção ( momento hilariante parte I ), ao alinhamento desigual, ao público espanhol e parvo que se levantava para ir ao WC no meio das canções, à falta da “Come pick me up”, às cãibras que lhe estava a dar num certo e determinado local no corpo ( momento hilariante parte II ), à guitarra que ele fartava-se de afinar ( "é um tema que estou a trabalhar para o próximo disco" justificou, divertido) ao encore com apenas uma canção e duas interpretações de dois temas improvisados, e criados, na altura com os títulos, sugeridos pelo público, de “Jesus” ( momento hilariante parte III), e “Cougar” ( momento hilariante parte IV), Ryan Adams demonstrou o porquê de ser um dos nomes mais importantes da “alt-country” norte-americana com interpretações deliciosas, algumas delas inesquecíveis ( “Sylvia Plath” continua a ser uma canção de sonho, “ a  refrescante versão de “New York, New York” , “Firecraker” brilhante, “Two” continua a ser das canções mais bonitas de sempre, a“Please, do no let  me to go” que se tornou especial para mim ( obrigado pela prenda, Carlinha), etc.

Tal como o meu sonho, o concerto foi estranho, mas também, tal como ele, acabou por ser uma daquelas recordações que quando as evocamos só poderemos estar de sorriso largo e felizes por tê-las vivido.

17 de junho de 2011

9 de junho de 2011

Já começou a tour europeia especial de Ryan Adams que, na próxima semana, irá passar por Portugal. Após uma busca aturada pelo Youtube vejo que os irlandeses, o único país onde ela passou, não são muito rápidos a colocar vídeos, ou então gostam de apreciar os concertos sem o gravar nos seus telemóveis ou máquinas fotográficas.

Mas, após um passeio por alguns sites dedicados ao artista norte-americano e depois de ver a setlist vejo que ele começa com esta



e a ansiedade aumenta ainda mais.


28 de maio de 2011

PJ Harvey na Aula Magna


A mulher selvagem tornou-se senhora. A senhora tem traços de menina. A menina tem um sorriso belo e oferece-nos coisas enormes em forma de canções. Desenganem-se se esperavam um concerto comunicativo com o público que venera todos os seus movimentos. Ela está ali para dar o melhor que tem : as suas canções. Vestida de preto com um penacho na cabeça, qual Deusa Grega, com pose de menina tímida, transforma-se quando pega na guitarra tornando-se, como diria o outro, danada para a brincadeira. É mesmo a sua versatilidade, na sua voz e nas suas composições, que a torna única. A beleza e a força das canções de PJ Harvey impressionam, arrepiam, emocionam, e deixam um travo amargo quando soa o último acorde.

Faltaram tantas e tantas canções, enormes como aquelas que foram interpretadas, mas Polly Jean Harvey demonstrou o porquê de ser uma das autoras mais brilhantes da sua geração.

God Bless You, darling.



24 de maio de 2011

The National no Coliseu do Porto


Noite mágica. Um público rendido a uma banda que demonstra estar no topo de forma. Grande ambiente, com uma atmosfera envolvente e abrasadora, os The National deram um concerto épico, indo directamente para a minha lista de concertos do ano. De lamentar apenas as cadeiras que estorvaram, embora o público saltasse logo na primeira canção não mais se sentando, alguns estúpidos que queriam protagonismo num momento mais intimo do espectáculo e o meu particular lamento da ausência da "Sorrow". De resto...foi uma noite para recordar. 

8 de maio de 2011

Suede na Queima das Fitas


Por muito que tivesse tido grandes expectativas, nunca poderia adivinhar que o concerto que os britânicos Suede deram na Queima das Fitas fosse completamente superior ao esperado. A banda britânica portou-se de forma irrepreensível, realizando um concerto dos melhores a que já tive o privilégio de assistir. Uma verdadeira banda madura, que não deu espaço para o público respirar de tal forma intenso foi o seu concerto.

Brett Anderson é um verdadeiro agitador de massas, sempre enérgico, não parando de puxar pela audiência,que se via ser "made in 90´s", com esta a corresponder de forma entusiasta, nunca deixando que o concerto baixasse de ritmo, não existindo momentos mortos.

Apesar de algo curto e de ter faltado algumas canções, este espectáculo dos Suede deixou momentos para recordar e uma enorme vontade de voltar a vê-los ao vivo novamente.

25 de abril de 2011

Patrick Watson no Teatro Sá da Bandeira


Quando algo nos diz muito acabámos por ser mais facilmente conquistados, somos mais parciais nas nossas opiniões, mas os concertos de Patrick Watson parecem ter um dom genial, acabando por ser impossível não sair deles com um sorriso de orelha a orelha pleno de felicidade, e não sermos conquistados pela sua simplicidade, pelo seu imenso talento ( posso dizer novamente genialidade ? ), por serem verdadeiramente únicos.

Nas suas canções, que parecem terem saído um caldeirão mágico, há espaço para tudo: para a imprevisibilidade do jazz, para o ritmo frenético e dançante do cabaret, para a sedução do blues, para a beleza intemporal da música mais clássica, para agressividade juvenil do rock, para a simplicidade viciante do pop, para a poesia das suas palavras, juntando a sua voz fantástica e os seus  companheiros de estrada que se complementam bastante bem formando um grupo coeso e que se sente que estão a divertirem-se imenso em palco.

Mesclando temas novos a pedirem um álbum novo com temas mais antigos, mas com novas roupagens, o canadiano mostrou o seu imenso valor, ficando a aguardar por mais momentos tão belos e únicos como aqueles que foram vistos no Teatro Sá da Bandeira.

PS: Na 1ª parte, Tiago Bettencourt mostrou um seu outro lado, um lado mais "singer-songwriter" cantando versões de artistas como Arcade Fire, Tom Waits, Bob Dylan, entre outros e novas canções suas, com destaque muito positivo para uma canção de intervenção que poderá surpreender num futuro próximo. Certamente, um projecto a seguir com atenção.

23 de abril de 2011


   

8 de abril de 2011

The Beautiful one



SUEDE na Queima das Fitas do Porto a 6 de Maio. E ainda mais especial porque vai me fazer sentir regressar aos meus tempos de estudante onde os descobri.

20 de março de 2011


E, de repente, numa tela escura no meio da rua acende-se uma luz e um sorriso cúmplice.

   01 Sit Down Beside Me by meluzive

14 de março de 2011

Ryan Adams no Teatro Sá da Bandeira no dia 17 de Junho

 
Nem acredito. No meu 1º dia com 30 anos. Um dos meus concertos de sonho. Que seja um bom prenûncio. Ainda nem estou em mim. Ryan Adams...e eu que vou meter umas cunhas para ver se o conheço e para me autografar os 9 cd´s originais que tenho dele :P