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13 de fevereiro de 2011

Belle Chase Hotel no Teatro Municipal de Vila do Conde


" Pois é, agora acabaram-se as caralhadas. Estamos mais contidos! " foi assim que o "frontman" dos Belle Chase Hotel, JP Simões, se justificou perante um público, também ele muito contido e algo frio, que encheu o bonito auditório do Teatro Municipal de Vila do Conde. 
A banda conimbricense versão século XXI  que interpretou as mesmas "canções do milénio passado" já não tem aquela loucura e "selvajaria" do passado, o que de certa forma até faz sentido, assim como os seus ouvintes deixaram de ser adolescentes irrequietos para serem homens e mulheres mais comedidos, eles agora são menos exuberantes e expansivos, por vezes até demais.
Embora se tenha sentido falta  da sua irreverência e teatralidade com que dantes nos brindavam, a qualidade das suas canções não desvaneceu, antes pelo contrário, os Belle Chase Hotel regressaram na melhor altura, e é com prazer que voltamos a ouvir novamente os acordes de  "Sunset in Boulevard", "Emotion & Style", "Scorpions in Love", " Fossanova" ou até da nova "Spirit of Blues".
Apesar de JP Simões, que não desaprendeu a sua vertente humorística e irónica, ter tido dificuldades na voz,  notando-se principalmente na maravilhosa "Living Room", da banda ter demorado a aquecer, e  do som estar demasiado alto, aquele groove do baixo parecia fazer tremer o chão, as suas canções ainda soam refrescantes, algumas novas roupagens de canções mais conhecidas provam uma evolução madura no seu som.

Pena que a mui bela e curvilínea Raquel Ralha não tenha uma participação mais incisiva nas canções, mas acabou por ser uma noite de reencontros bem agradável, acreditando que à medida que esta nova tournée avance eles possam dar ainda melhores concertos.

12 de fevereiro de 2011

Máquina do tempo


Hoje vou regressar à adolescência.

6 de fevereiro de 2011

Márcia na Bluestore TMN ( 29/01/2011)

Por iniciativa da Rádio Nova Era, o espaço Bluestore da TMN tem ganho alguma animação com alguns espectáculos de dj´s e showcases.de grupos conhecidos. No sábado, dia 29 de Janeiro, foi a vez da Márcia apresentar uma parte do seu, maravilhoso, trabalho de nome " Dá". Apesar do público que assistia, não mais do que 25 pessoas, ter parecido ser um pouco desconhecedor da sua obra, a artista conquistou tudo e todos com a sua simpatia, a sua boa-disposição,  a sua beleza e com as suas canções honestas e cheias de ternura.

O showcase, programado para ter 8 canções, mas que viria a ter mais uma a pedido insistente do público, deu para perceber a união e a cumplicidade entre a Márcia e os seus companheiros e também para ver o quanto a sua voz é tão doce e tão versátil.

Foi um pequeno showcase bem agradável e algo intimista, abrindo ainda mais o apetite para assistir a um concerto em nome próprio da artista.

Por fim, deu para conhecer e conversar um pouco com a própria Márcia, muitissima simpática e disponível, para conseguir os autográfos e dedicatórias de toda a banda e para agradecer o  seu simpático convite que, através do Facebook, me fez para assistir a este showcase.

31 de janeiro de 2011

De como as surpresas acontecem...


Depois conto como foi. :-) Lê-se melhor o que está escrito se carregarem na foto.

25 de janeiro de 2011

Marry me, Joanna

Uma voz tão cristalina que nos leva a lugares inimagináveis, uma presença em palco tão bela como luminosa, canções que são verdadeiras antologias de prazer,uma banda irrepreensível e de qualidade, um concerto, certamente, a não esquecer durante muito e muito tempo.

Não sei se será dos melhores concertos do ano, até porque o ano ainda está tão imberbe e em Maio irei ver a princesa Polly Jean, mas fica recordado com um dos concertos mais envolventes e belos que já tive o previlégio de assistir.





24 de janeiro de 2011

Joanna Newsom


  Joanna Newsom - On A Good Day by MupaBudapest

 Hoje na Casa da Música. Não sei o que devo prestar mais atenção: se a ela ou à sua música.

31 de dezembro de 2010

As imagens ( possiveís ) de 2010


Depois de 2007, após a ausência de 2008 e o retomar da "tradição" em 2009 , aqui ficam as imagens ( possíveis) de 2010.

12 de novembro de 2010

Os "meninos betos mais cool da cena indie" deram um concerto irrepreensível, curto mas bastante eficaz,  que até deu para saltar da cadeira e dançar, sempre com  um sorriso nos lábios, porque a música convida a isso, à alegria e ao divertimento.

Fico à espera do regresso prometido aquando da edição do 3º álbum. Aqui fica a prova de como foi em completa apoteose que o concerto terminou.

11 de novembro de 2010

Vampire Weekend

Foi neste dia de intenso calor que os vi na primeira vez. Hoje não vai estar aquela brasa que quase nos sufocava, mas a diversão tenho a certeza de que será a mesma. Aqui fica um vídeo a recordar aquela tarde de um dia que se tornou verdadeiramente inesquecível, pelo cartaz,  pelo ambiente vivido e pela diversão. 



21 de outubro de 2010

Encontro marcado



The National no Coliseu do Porto a  23 de Maio de 2011

7 de outubro de 2010

U2 em Coimbra em 3 canções ( III )

MOMENT OF SURRENDER


As emoções levaram as palavras todas. O momento da rendição acabou por ser o concerto de sábado. As canções electrizantes e intemporais, as melodias que nos encantam, a emoção de quem me acompanhou, o sonho realizado para quem lá esteve, a grandiosidade, as palavras certeiras, tudo isso ficou e nada será esquecido. Aqui fica uma das minhas canções favoritas, até porque tem uma frase, que curiosamente ele não a cantou em Coimbra, que deverá ser um dos lemas da minha vida:
 
"It's not if I believe in love
But if love believes in me "


Um dia ainda os irei ver, novamente, ao vivo .

5 de outubro de 2010

U2 em Coimbra em 3 canções ( II )


 MAGNIFICENT

Na vida há coisas que passam e há outras que ficam. As que passam são as rotinas que nos permite esquecê-las logo que as terminamos, ou aquelas coisas tristes que queremos enterrar no fundo da nossa memória, as que ficam são aquelas coisas das quais nos lembramos sempre que nos apetecer com um sorriso largo nos lábios.
Um concerto dos U2 enquadra-se na segunda categoria, por mais que o tempo passe nunca esqueceremos a enorme emoção extravasada numa noite que teve tudo para ser inesquecível.

Quem esteve presente num concerto dos U2, mesmo que não seja um verdadeiro fã , não mais poderá esquecer o que assistiu: a megalomania genial de 4 homens que fazem tudo para ultrapassar os limites, para serem os maiores, e os mais espectaculares naquilo que fazem proporcionando espectáculos inesquecíveis e inigualáveis.

Foi ao som de “ Space Odditty” de outro génio, David Bowie, que Bono Vox, The Edge, Larry MullenJr e Adam Clayton percorreram o caminho do balneário para o palco, no meio de um público que delirava com a sua entrada. 
Com a assistência já conquistada e em completo delírio, os irlandeses arrancaram com instrumental " Return of the Singray Guitar para depois arrancar para um inicio poderoso, com " Beautiful Day "/ I Will Follow"/ " Get on Your Boots"/"Magnificent" e uma das canções mais espectaculares, quer visual, quer musicalmente, a sempre maravilhosa e intensa " Misterious Ways".

Mas, um concerto dos  U2 não vive de caminhos misteriosos, os seus espectáculos estão registados aí, quer em DVD (provavelmente, o melhor local para termos uma noção exacta do que se passa dentro do estádio), quer em registos amadores que proliferam no Youtube e afins, para se sentir o que é estar dentro daquele que já chamaram, e justamente, o melhor espectáculo do Mundo.
Ali temos um palco gigantesco, um ecrã com imagens que nos entram pelos olhos adentro, uma atitude da banda ao mesmo tempo profissional e tão cool, nunca parando, e temos o essencial: as canções, intemporais, brilhantes e poderosas como sempre. 



Com Bono muito comunicativo e a demonstrar excelente forma física, assim como um conhecimento enorme da cidade que os acolheram, principalmente da "grande e respeitosa universidade" brincando com os outros elementos porque "nunca frequentaram a universidade", provou que é um excelente entertainner, um  velho sedutor (convidou uma rapariga a dançar com ele em " In a Little While" cantando olhos nos olhos) e um cantor com uma versatilidade imensa que não deixa cair o concerto em monotonia, mesmo quando as canções perdem o gás do inicio. E nunca perdende a sua vertente politica, principalmente em canções mais politizadas como " Sunday Bloody Sunday", "Walk On " ou a sempre brilhante "One".

Bono e seus comparsas têm a lição bem estudada, e não há espaços para erros, nem para fugas, tudo ali parece cronometradamente perfeito, contando com a "ajuda" de um público que por eles dão tudo o que têm, que extravasam a sua emoção, que não param de gritar, de cantar, de saltar, proporcionando uma comunhão tão, ou mais grandiosa, do que aquele palco, de enormes dimensões, que parece nos esmaga.  

Não há mais palavras para descrever um espectáculo destes, apenas dizer que, a partir de sábado, fiquei ainda mais fã dos U2, que não descansarei enquanto não tiver todos os CD´s e DVD´s.

Como nota menos do espectáculo, apenas e só a ausência de duas canções que fazem parte da minha preferência: " Angel of Harlem " e " New Year´s Day", mas é apenas um “senão” num espectáculo tão perfeito e tão inesquecível.




PS. Brilhante introdução nesta canção, com Bono a gritar “ Lisboa", e quando as pessoas pensavam que eles se enganaram, eis que ele grita “ Braga”, depois “ Porto” e depois “ Coimbra” para depois arrancar para uma interpretação grandiosa.  

U2 em Coimbra em 3 canções ( I )

 I WILL FOLLOW

O meu concerto dos U2 não começou no sábado, nem sequer na 5ª feira quando tive a certeza que os iria ver, foi à algum tempo atrás, num dia, em plenos anos 90, no tempo onde se diz ser de " descoberta da vida”, mas outras pessoas, mais dadas a sociologia, chamam de “adolescência”, descobri num recanto de casa, uma pasta com alguns discos de vinil da pertença do meu pai. 

Como se fossem um segredo bem guardado, comecei a remexer cuidadosamente para ver que discos lá estavam. Entre alguns, não muitos, estavam “Bad” de Michael Jackson (confesso que não fui seguidor deste artista), “ Unplugged in MTV” de Bruce Springsteen ( o meu próximo grande desejo para ver ao vivo), um de Diana Ross, o “The Final Countdown” dos Europe e outros dos quais não tenho maior recordação. 

Mas, no meio deles, 3 imagens chamaram-me à atenção: uma capa com um míudo com cara de zangado, olhos de revolta e de aspecto sujo de mãos atrás das costas como se estivesse a preparar-se para ser preso, um disco com uma foto de 4 homens em pose num deserto e uma capa vermelha com uma fotografia espectacular de um castelo em grande destaque. Em todos eles, uma coisa em comum, uma letra e um número: U2

Com a curiosidade própria da adolescência, abri a capa, tirei o vinil do saco,abri a tampa do gira-discos, limpei o vinil atabalhoadamente à camisola, pousei-o no prato, tirei a agulha e coloquei, com cuidado, naquele filamento do vinil onde a canção começava, quando de repente, qual magia, começo a ouvir o som de uma bateria a bater compassadamente forte, depois seguidamente ouço um "yeah" e o vocalista começa a cantar

I can't believe the news today
I can't close my eyes and make it go away
How long, how long must we sing this song?
How long, how long?
'Cos tonight
We can be as one, tonight ( Sunday Bloody Sunday )

mesmo que, na altura, ainda não percebesse bem a letra, a melodia dizia-me qualquer coisa,  ou era  o ritmo, a energia, não sei bem, algo chamava-me a atenção.

A partir daí, procurei saber mais daquela banda e comecei a ouvir mais os seus trabalhos. No tempo onde para ter acesso à música, ou era através da rádio, ou em alternativo comprar as k7´s/discos/CD´S, cresci sempre com  os U2 lado a lado, fascinado pela grandeza  dos seus concertos, principalmente na digressão " Zooropa", a digressão que rasgou quaisquer limites.

Na descoberta de outros caminhos musicais, os U2 ficaram quase como de lado, ouvia os singles, vibrava com algumas canções novas, mas faltava sempre  o click para ser um grande fã. Eram daquelas bandas que apreciámos ter um "best-of" porque nele consta os singles mais interessantes.

Nunca fui indefectível, embora admirasse o trabalho de Bono e seus comparsas, quer musicalmente, quer politicamente, quer as suas digressão grandiosas, por isso foi com naturalidade que, um ano antes, com a possibilidade de ter bilhetes comprados para o concerto em Coimbra dei a minha "vaga", mas o bilhete parecia que me estava mesmo destinado e entre desistências de última hora lá surgiu a oportunidade para os ver,o que, depois de muito hesitar, não recusei.


I was on the outside when you said
You said you needed me
I was looking at myself
I was blind, I could not see

A boy tries hard to be a man
His mother takes him by his hand
If he stops to think he starts to cry
Oh why

If you walkaway, walkaway
I walkaway, walkaway...I will follow


<>

PS: este vídeo não é meu, encontrei-o no Youtube...eu estava perto, pertinho do palco a saltar.

15 de setembro de 2010

E de repente, sem contar, eis que recebo um convite, totalmente inesperado, para ver isto



e só posso dizer que adorei.

Dos Supertramp apenas conhecia as canções com maior êxito, que foram, como é óbvio, recebidas com maior entusiasmo do que as restantes. Antes do espectáculo estava expectante, não sabia muito bem o que iria encontrar, se um concerto de uma banda em estado de maturação ou um grupo de amigos que se juntaram apenas para ganhar uns trocos, mas encontrei, daqueles que foram, e continuam a ser, dos grupos mais importantes, e históricos, do rock sinfónico, um colectivo de músicos de primeira linha, de enorme categoria, conseguindo realizar um espectáculo irrepreensível, e bastante agradável, com um alinhamento inteligente, para quem quase encheu o Pavilhão.

E a média de idades não estava assim tão alta como pensei, havia público de todas as idades sempre dispostos a se juntar à festa. E, valha a verdade, a acústica do Pavilhão, apesar de tudo, portou-se à maneira, o som esteve bom, mas, certamente, aquele recinto necessita, urgentemente, de uma enorme modernização a fim de o tornar muito mais funcional e moderno. A cidade do Porto já merece ter um Pavilhão Rosa Mota mais moderno e atraente preparado para grandes espectáculos.

Apesar do imenso e insuportável calor que se encontrava lá dentro, em contraponto à maravilhosa noite, com uma lua lindíssima a iluminar o mundo, que se encontrava lá fora, foi muito refrescante e saboroso assistir a um concerto diferente, que passou muito rápido, tornando-se numa autêntica festa de reencontros, onde a maior parte do povo reencontrou a sua juventude e recordou bons momentos ao som daquelas grandes, e fantásticas, canções. Apesar da imensa falta que o Roger Hodgson, a sua voz em falsete é inconfundível dando outra dimensão às canções, quem o substituiu esteve muito bem.

Que importa se alguns solos parecem intermináveis, se as canções nunca têm a duração de menos de 5/6 minutos, se aquilo que ouvimos já foi criado à quase 40 anos atrás, o que importa é sentir a música e partilhar a alegria de ver ao vivo grandes músicos a tocarem grandes canções, e isso, foi sentido nesta terça-feira.

"At night, when all the world's asleep,
the questions run so deep
for such a simple man.
Won't you please, please tell me what we've learned
I know it sounds absurd
but please tell me who I am " - The Logical Song" - Supertramp


9 de setembro de 2010

Diário de um dia de sonho

4:50 Horas: A imensa indecisão dos dias anteriores que me levou a pensar em desistir. Os problemas gástricos de sábado. E, por fim, o acordar 25 minutos depois da hora marcada. Parecia que os Deuses controladores do destino, estavam a fazer uma conjugação estranha para que eu não fosse. Abri os olhos, olhei para o relógio e lá me vesti e tomei o pequeno-almoço apressadamente. Estava pronto para a viagem.

Nota mental: Acrescentar no despertador do telemóvel o dia de Domingo. Pensando bem, é melhor não...

5:25- 8:00 Horas: Uma viagem tranquila. Como mais tarde se concluiu, num daqueles típicos, e inócuos, diálogos na fila para a entrada no recinto, custa mais fazer uma viagem a Lisboa do que à Galiza. Começando pelos preços das portagens, passando por estradas mais aceitáveis. No entanto, mais uma adversidade pelo caminho: um manto de nevoeiro que me acompanhou por quase toda a Espanha impedia de apreciar a paisagem galega.

Nota mental: um dia voltar aqui. O mais breve possível.


8:00 – 15:00 Horas- A parte mais difícil, depois do carro estacionado num local estrategicamente perfeito para sair, começa o controle da ansiedade, o interminável tempo de espera, o nevoeiro a desvanecer, o calor a apertar, a comida para aconchegar o estômago, o convite para jogar às cartas que se tornou numa conversa sobre música e concertos, tudo valia a pena para que as horas passassem depressa. E a ansiedade a crescer

Nota mental: para a próxima trazer um livro. E mais comida. E talvez se fosse mais tarde não haveria problema nenhum. É que os espanhóis gostam de ir em cima do acontecimento e não têm paciência para esperar longas horas pelos concertos.

15: 00: 17:30 – A entrada para o recinto. O anfiteatro do Monte do Gozo é, digamos assi
m, o cume do monte, o grande palco montado tapa-nos a visão, que se prevê bela, do resto do local, o público, muito longe de estar esgotado, ao contrário do que se previa, foi-se acomodando nos seus lugares à procura da melhor vista para o palco. Aqui, o tempo passou com mais animação, um DJ de serviço tentava aquecer o ambiente, o público passava o tempo da melhor maneira, e o sol brilhava intensamente.

Nota mental: Nunca mais criticar o preço das cervejas nos festivais em Portugal. Uma cerveja era
10 €. Está bem que deveria ser de 500 ml, mas era um preço escandaloso.


17: 30 ás 18 horas - Cornelius 1960: Uma imitação barata de Jamiroquai, um funk-rock-pop que não aquece, nem arrefece. E com imensos problemas no som, ainda foi pior.

Nota mental: Esquecê-los depressa.


18:20 ás 19:00 horas: The Temper Trap: o 2º melhor concerto da noite. Um concerto intenso, de uma banda que está a ganhar algum e
spaço no mundo indie. Apenas conhecia a canção mais famosa, mas surpreenderam-me imenso pela positiva, e o público aderiu bastante. Nota mental: tentar conhecê-los melhor, o mais urgente possível.

19:25 ás 20:25 horas- Echo & The Bunnymen: Foi um concerto, no mínimo, estranho. Se nada posso apontar à parte instrumental da banda, que me pareceu bem competente, o vocalista , qual pinta de junkie com problemas de identidade, queria ser a figura da festa, tornando-se no figurão. Desde o querer que os Arcade Fire o convidassem para cantar com ele, até falar um espanhol mais do que manhoso dizendo baboseiras sem interesse, apenas teve nota positiva na forma de interpretar algumas canções, quer sejam suas, quer sejam versões de outras bandas, como Lou Reed e os The Doors.

Nota mental: tentar ouvir alguma coisa deles, quando estiver virado para saudosismos dos 80´s.


21:00 ás 22: 30 horas – Para melhor vermos um quadro, temos sempre que dar um passo atrás e só aí poderemos o apreciar devidamente. Só passado um tempo, quando a minha memória estiver menos fresca, é que poderei sentir verdadeiramente o que
foi o concerto dos Arcade Fire no Monte do Gozo. Logo no inicio, a trilogia de “ Ready to Start-Month of May-Neighborhood ( Laika)” agarra-nos pelos colarinhos, despertando-nos para um concerto intenso, festivo, mágico, arrebatador, inesquecível. A banda, sempre profissional, e com os elementos quase sempre em movimento a trocarem de instrumentos, quase como se fosse um carrossel onde todos, divertidamente, trocam de lugares.
É ao vivo que os canadianos provam ser uma das, para mim são “a”, bandas mais influentes deste inicio de século, arrasando ao vivo, quaisquer criticas que possa existir em relação à sua música, o que, pelos vistos, virou moda entre o povo do indie, seja lá o que isso fôr.

O povo g
rita, emociona-se e canta bem alto juntamente com eles, os braços erguem-se para o céu como se agradecessem aos Deuses a dádiva daqueles momentos de partilha, de verdadeira comunhão de espíritos. A banda dá tudo nos concertos, e cada espectáculo são emoções únicas para quem presencia. " No Cars Go", "Wake Up", "The Suburbs", "Sprawl II ( nunca pensei que resultasse tão bem num concerto, com a Regine a encantar ), a força de " We Used to Wait", e tudo o resto foi tão emocionante, tão inesquecível para quem esteve lá, que, certamente, as recordações desta noite se irão prolongar no tempo. Foi o concerto mais emocionante que presenciei em toda a mniha vida.

Nota mental: Tentar guardar todas as imagens e sons do que se passou na minha memória.

22:45: 1:45 horas – As emoções repousam num corpo em que não se sentia cansado, apesar do dia longo. Pelo caminho, nada melhor do que comprar uma recordação que procurava intensamente. A adrenalina teimava em não baixar, aquilo que tinha acabado de viver parecia que me estava, novamente, a passar à frente, o sonho terminou, mas as recordações da grande noite serão eternas.

Nota mental: Compensar, nos dias seguintes, o sono perdido.

6 de setembro de 2010



"Sometimes I can't believe it
I'm moving past the feeling
Sometimes I can't believe it
I'm moving past the feeling again" - " The Suburbs" - Arcade Fire

Conto mais, depois de colocar o sono em dia.

4 de setembro de 2010

Xacobeo



A ver se consigo entrar...pelo menos irei tentar.

30 de agosto de 2010

Noites Ritual - Dia 2

Sábado, tempo mais agradável, muito mais público, embora sossegadinho como sempre. De facto, algumas bandas não mereciam tanta acalmia e falta de animação. Cheguei mais tarde e apenas vi Tijuana Bibles, no palco secundário, outra banda a seguir com muita atenção, depois do agradável EP na colectânea “Optimus Discos”, mostram que ao vivo conseguem dar concertos apelativos.

Quanto aos outros concertos, tanto Sean Rilley & The Slowriders, como Legendary Tygerman deram excelentes concertos, nos seus estilos. A banda conimbricense deu um concerto muito mais rockeiro e poderoso do que na edição do Optimus Alive, senti-os com um som muito mais maduro e consistente, confirmando a sua enorme mais-valia : a sua musicalidade tradicionalmente americana está de tal forma vincada que até parece que nasceram por terras do Tio Sam.

O Tygerman deu um concerto à sua imagem: irreverente, e muito bem acompanhado. Rita Redshoes, Claudia Efe e Phoebe Killdeer, além de um baterista que veio directamente do público ( !!!), todos juntos deram um grande show. Finalmente, já vi Tygerman, um projecto que acompanho com muito interesse, desde o seu inicio devido ao meu grande fetiche musical, de nome " blues-rock".

Por fim, veio o Slimmy e foi o Menphis embora…duas canções bastaram para confirmar que a sua música não faz o meu género. Para o ano há mais.

29 de agosto de 2010

Noites Ritual - Dia 1

A atribuir um adjectivo às Noites Ritual de 2010 escolheria a palavra “morno”. Em comparação àquilo que se passou nos últimos anos, foram duas noites cheias de altos e baixos que as pessoas do Porto viram, se bem que penso que a maior razão tenha sido num cartaz menos equilibrado do que em comparação aos anos anteriores.

Continuam-se a repetir os mesmos erros, com a conjugação de dois palcos, os concertos são, invariavelmente, muito curtos, o que é pena. E porque não, as Noites Ritual se transformarem em duas noites com 3 ou 4 bandas no Palco Principal e depois, num desses dias, ou até Domingo, abrir espaço às bandas do palco secundário? É que isto de andar para cima e para baixo, com noites onde estiveram quase 20 mil pessoas acaba por ser cansativo e assim perdem-se concertos que até poderiam ser interessantes no palco secundário. Além da, já falada, curta duração dos concertos, assim alargava-se o tempo de actuação das bandas principais e toda a gente ganhava com isso.


Salto- Um registo interessante, uma mistura de Vampire Weekend-Rádio Macau-Sétima Legião, muito anos 80, um baixo-guitarra-sintetizadores, mas bem agradável. Um caso a seguir.

Tornados- Quiseram animar o público com o seu rock´n´roll anos 60, mas este não estava disposto a ser animado. Nunca vi um público tão menos participativo do que este. E o pior vinha a seguir. Quanto aos Tornados, deram um concerto com altos e baixos, às vezes, na parte dos slows, foi a pender para o aborrecido, mas quando aceleravam a sua música foi bom de se ouvir. Bem animados, são os convidados ideais para concertos que se queiram festivos.

Samuel Úria- Concerto curtíssimo, ficando a sensação de saber a muito pouco. Uma aparição tão fugaz, como intensa. É artista para ver num concerto “a sério”. Irónico, divertido e bem acompanhado, confirmou ser um dos nomes mais curiosos ao vivo. Permitem-me uma expressão futebolística: a jogar em casa deve dar excelentes espectáculos. Um concerto que cabia bem no palco principal.

Diabo na Cruz – O melhor da noite. Deram um grande concerto, mais num registo mais rock do que o esperado. Acho que o registo popular que é bem proeminente no álbum, ao vivo perde-se mais, ganhando mais uma galhardia rock,que também , valha a verdade, é apreciável. Pareceu-me, e isto não é uma crítica destrutiva, que os holofotes sobre o B Fachada, que é o maior deles todos, baixaram um bocadinho. No Sudoeste, onde vi o seu concerto via Facebook, ele, com a sua braguesa, brilhou mais, aqui foi mais discreto. E, o maior problema dos concertos de borla, público muito pouco participativo para quem deu um grande espectáculo. Mereciam uma grande recepção e não só na " Dona Ligeirinha".

Anaquim – Concerto excelente, animados, com muito público a quererem vê-los, outro concerto que caberia bem no palco principal. Desde o genérico da “Conversa da Treta”, com dedicatória especial a António Feio, à música da série Tom Sawyer, passando pelas mais conhecidas, a banda deu um concerto bem engraçado.

Oquestrada- O cansaço era muito, as dores no pé, lesionado, não facilitavam, a música não me atraia muito, deu para ver 15 minutos e ir embora.