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28 de fevereiro de 2012

"All Mine"

Hoje recordei-me do concerto dos Portishead no Super Rock do ano passado. Daquilo que senti no meio da "Roads", nas fotografias que consegui tirar e que ficaram espectaculares,na frustração quando percebi que afinal tinha apagado, sem querer, os vídeos de duas canções, mas sobretudo na sensação que algo em mim tinha mudado, que a minha vida nunca iria ser a mesma depois de ter assistido àquele concerto que tanto me deixou inebriado e do qual recordo como dos melhores que assisti. Fiquei com a sensação que algo especial tinha acontecido e que algo ainda mais de especial me iria acontecer. O que veio mesmo a acontecer poucos dias depois, numa altura em que ainda andava encantado com o concerto dos Portishead. Hoje lembrei-me disso porque não te vi o dia todo.E amanhã também não te irei ver. E depois talvez. E a ansiedade e a saudade crescerá. Mas estarás em cada gesto, em cada palavra, em cada lugar, sempre comigo, tal como te senti naquela noite quente de Julho, aquela mesmo que hoje recordei.

"All the stars may shine bright
All the clouds may be white
But when you smile
Oh how i feel so good
That i can hardly wait
To hold you
Enfold you
Never enough
Render your heart to me
All mine, you have to be" in "All Mine" ( Portishead)



   

14 de fevereiro de 2012

Porque este dia é sobretudo para relembrar a todos o quanto me fazes feliz



Tu eras também uma pequena folha 
que tremia no meu peito. 
O vento da vida pôs-te ali. 
A princípio não te vi: não soube 
que ias comigo, 
até que as tuas raízes 
atravessaram o meu peito, 
se uniram aos fios do meu sangue, 
falaram pela minha boca, 
floresceram comigo. ( Pablo Neruda )

24 de janeiro de 2012

Contar a felicidade pelos dedos

Conta-se por uma mão o tempo em que partilha a vida com ela. Mas contam-se por muitas mais, os dias de felicidade, os sorrisos e os sonhos de um futuro comum partilhados por ambos.

12 de janeiro de 2012

Sol de Janeiro

Sol de janeiro


Nunca tanto como hoje reparei com atenção
na
luz do sol de janeiro. Forte
mas delicada. Furtiva
mas
demorada. Não arde nem faz tremer.
Não é densa nem clara. A
luz
do sol em janeiro:
assim é o nosso amor
oculto pela tinta dos dias apenas
espreita uma aberta
(uma distracção das nuvens)
para luzir e irromper
(nunca antes como hoje precisei
tanto que o vento lhe
desse oportunidade).
O nosso amor é janeiro:
mesmo se o julgo esquecido
sei que
vem sempre lá.


joão luis barreto guimaraes

11 de janeiro de 2012

As transformações do amor ( IV )

Dantes, na aula de spinning, existia a aula que o professor dava. Agora, existe a aula que o professor dá e a aula que ela faz.

31 de dezembro de 2011

As imagens ( possíveis) de 2011

Como manda a tradição aqui ficam as imagens ( possíveis ) de 2011. Ainda ficou tanto para mostrar, ficando apenas uma parte do essencial. Que 2012 traga tudo do bom e do melhor, com muitos sucessos profissionais e pessoais, muita saúde, amor, paz e que a crise não vos afecte.  UM MARAVILHOSO 2012. 

Como recordação aqui ficam as imagens dos anos anteriores: 2007, em 2008 por muitas e variadas razões não fiz, retomando a tradição em 2009 e aqui fica a de 2010. Para o ano há mais. 

30 de dezembro de 2011

Do ano de 2011

Fecho os olhos e tento percorrer mentalmente as imagens de 2011, mas só vejo uma: aquela em que numa noite fria de Agosto percebi que o seu olhar me sobressaltava o coração . Enquanto lhe observava os gestos lânguidos das suas mãos suaves, procurava descobrir aquela inquietação no meu coração. Sentia algo diferente, o meu corpo não cansava de me transmitir sensações que se julgavam esquecidas, um nervosismo permanente pontuava o meu ritmo cardíaco quando me aproximava do seu rosto e cada toque no seu corpo era motivo de arrepio . 


Na semana seguinte, enquanto ela estava longe de mim, percebi o que aquilo era, a sua ausência criou-me ansiedade mas aproximou-nos ainda mais. Com o seu regresso nasceu-me determinação e com o primeiro beijo, um pouco envergonhado é certo mas inesquecível como são os primeiros beijos, a minha vida virou, positivamente, do avesso.


De 2011 recordo concertos fabulosos e inesquecíveis, Joanna Newson na Casa da Música, a "minha" PJ Harvey na Aula Magna, os The National no Coliseu, o Ryan Adams no Sá da Bandeira no meu primeiro dia dos 30 anos, os Portishead e os Arcade Fire no Super Rock,  a Anna Calvi no Hard Club, recordo livros que me mudaram , "Apenas Miúdos" que foi o meu guia de certas mudanças da minha vida, " A solidão dos números primos" cuja sua melancolia tanto me entusiasmou , " A Insustentável leveza do ser" que foi o livro certo no momento certo, recordo filmes que me fizeram regressar à infância, como o caso do " Super 8", outros que me emocionaram, como o " A árvore da vida", recordo as canções do Bon Iver e da Polly Jean, a sensualidade da Anna Calvi, o regresso do mr. Tom Waits, a tranquilidade do som de James Blake, recordo até as corridas e a maravilhosa sensação de ter terminado uma Meia-Maratona, recordo as vitórias do FCPorto e até recordo o novo vício do jogo "Angry Byrds". Recordo-me também como o ano em que fui convidado para ser padrinho de um filho de um casal amigo, que muito me orgulhou e alegrou. 

Tudo isso, os concertos, os livros, as canções, os filmes, as alegrias do FCPorto, me mudaram e me marcaram, mas só aquele momento em que percebi que o que sentia era diferente de tudo o resto é que me vai ficar guardado para sempre. Quanto ao resto, são coisas efémeras quando comparadas com aquilo que senti apenas num simples olhar. 


Um dia saberei explicar o que senti. Até lá,resta-me apenas roubar as palavras dos outros: 


Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem." ( Miguel Esteves Cardoso)



28 de dezembro de 2011

13 de dezembro de 2011

Vila Nova de Cerveira numa passagem de um livro

"aquilo que existe dentro de mim e dentro de ti, existe também à nossa volta quando estamos juntos. E agora estamos sempre juntos. O meu rosto e o teu rosto, fotografados imperfeitamente, são moldados pelas noites metafóricas e pelas manhãs metafóricas. Talvez outras pessoas chamem entendimento a essa certeza, mas eu e tu não sabemos se existem outras pessoas no mundo. Eu e tu declarámos o fim de todas as fronteiras e inseparámo-nos. Agora, somos uma única rocha, uma única montanha, somos uma gota que cai eternamente do céu, somos um fruto, somos uma casa, um mundo completo.


Questiono os gestos mais simples, escrever este texto, tentar dizer aquilo que foge às palavras e que, no entanto, precisa delas para existir com a forma de palavras. Mas eu questiono, pergunto-me, será que são necessárias as palavras? Eu sei que entendes o que não sei dizer. Repito: eu sei que entendes o que não sei dizer. Essa certeza é feita de vento. Eu e tu somos esse vento. Não apenas um pedaço do vento dentro do vento, somos o vento todo. 
    Escuta, 
    ouve. 
    Amor. 
    Amor. "  de José Luís Peixoto, no livro "Abraço" numa crónica chamada de "Amor".

6 de dezembro de 2011


Porque nos próximos dias não faltarão abraços e carinhos, nada como levar, como companhia de leitura, para Vila Nova de Cerveira um "Abraço" de um autor que muito aprecio. Até Domingo.

14 de novembro de 2011

5 de novembro de 2011

O Meu Amor existe




"O meu amor tem lábios de silêncio
 E mãos de bailarina
E voa como o vento
E abraça-me onde a solidão termina

O meu amor tem trinta mil cavalos
A galopar no peito
E um sorriso só dela
Que nasce quando a seu lado eu me deito

O meu amor ensinou-me a chegar
Sedento de ternura
Sarou as minhas feridas
E pôs-me a salvo para além da loucura

O meu amor ensinou-me a partir
Nalguma noite triste
Mas antes, ensinou-me
A não esquecer que o meu amor existe"
Para quê procurar inventar palavras se o Jorge Palma diz, como sempre, tudo o que quero dizer.  Feliz Aniversário, Meu Amor.

25 de outubro de 2011

Happiness is only real when shared

                                                     ( fotogramas do filme " Into the Wild" )


A cada dia que passa tenho mais certeza disso.

24 de outubro de 2011

Agora É

Agora é diferente
Tenho o teu nome o teu cheiro
A minha roupa de repente
ficou com o teu cheiro

Agora estamos misturados
No meio de nós já não cabe o amor
Já não arranjamos
lugar para o amor

Já não arranjamos vagar
para o amor agora
isto vai devagar
isto agora demora ( Manuel António Pina )

7 de outubro de 2011

Lá fora, a noite parecia de um Verão que andava desaparecido, vigiado por um luar mágico. Dentro do carro, esta canção ecoava na rádio. Um sorriso se abriu em mim e se manteve até ao fim...





"Something in your eyes was so exciting,
Something in your smile was so inviiting,
Something in my heart,
Told me I must have you."

4 de outubro de 2011

Do sentido dos meus dias


Amor
o teu rosto à minha espera, o teu rosto 
a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.

as tuas mãos são finas e claras, vês-me
sorrir, brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre as folhas da olaia.

entro nos corredores de outubro para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.

hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim.


José Luís Peixoto, in "A Casa, A Escuridão"

23 de setembro de 2011

As transformações do amor

Já me pôs viciado na rádio M80, já me pôs a beber iogurtes e bolachas matinais antes das idas ao Dragão quando dantes bebia cerveja e comia bifanas e moelas, agora quer que eu compre uns sapatos de vela para uma ida conjunta a um casamento...há limites !!! Sapatos de vela ??? nahh... :-)

15 de setembro de 2011

" First we kiss"

Um dia pediste-me uma canção só para nós. Dei-te esta. E o melhor do concerto, foi ter estado todo o tempo agarrado a ti.



My heart beats against the wardrobe
I hear the closing door
Beats against the window
Tell me how long, tell me how long

Feel it come from nowhere
Taking over me
Feel it come from nowhere
Tell me why, tell me why

First we'll kiss
Then you will lock the door, my dear
A perfect kiss
Just to remind what's between us
Tonight is here

Feel it come from nowhere
Taking over me
Feel it come from nowhere
Tell me why, tell me why

First we'll kiss
Then you will lock the door, my dear
A perfect kiss
Just to remind what's between us tonight
What's between us tonight, tonight

[Incomprehensible]
As I hear the closing door
Our face against the window
Our lips touch no more

And suddenly from up here
Everything's clear
The love we had between us tonight
Is here